EBD | 1° Trimestre De 2026 | EDITORA BETEL | TEMA: OS DISCÍPULOS DE JESUS CRISTO – Crescendo em maturidade espiritual e vivendo a missão até a eternidade com Jesus Cristo | Escola Bíblica Dominical | Lição 06: Oração – Uma disciplina indispensável aos discípulos de Cristo
TEXTO ÁUREO
*Cheguemos, pois, com confiança ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo oportuno” Hebreus 4.16.
VERDADE APLICADA
Para perseverarmos até o fim é indispensável cultivar uma vida de oração em harmonia com a Palavra de Deus e a ajuda do Espírito Santo.
OBJETIVOS DA LIÇÃO
Ressaltando que Jesus nos deixou uma oração modelo.
Saber que Deus sabe do que precisamos antes mesmo de falarmos.
Reconhecer que o avivamento é resultado da oração.
TEXTOS DE REFERÊNCIA
MATEUS 6
5 E, quando orares, não sejas como os hipócritas, pois se comprazem em orar em pé nas sinagogas e nas esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão.
6 Mas tu, quando orares, entra no teu aposento, e, fechando a tua porta, ora a teu Pai que está em secreto; e teu Pai, que vê secretamente, te recompensará.
7 E, orando, não useis de väs repetições, como os gentios, que pensam que, por muito falarem, serão ouvidos.
8 Não vos assemelheis, pois, a eles, porque vosso Pai sabe o que vos é necessário, antes de vós lho pedirdes.
9 Portanto, vós orareis assim: Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome.
LEITURAS COMPLEMENTARES
SEGUNDA | Ef 6.18 Orando em todo o tempo.
TERÇA | 1 Ts 5.17 Devemos orar sem cessar.
QUARTA | CI 4.2 Exortação à oração.
QUINTA | Mc 11.24 Devemos orar com fé.
SEXTA | 1 Tm 2.8 Devemos orar em todo lugar.
SÁBADO | Jo 14.13 A oração deve ser feita em nome de Jesus.
HINOS SUGERIDOS: 110, 115, 577
MOTIVO DE ORAÇÃO – Ore para que os discípulos de Cristo orem sem cessar.
ESBOÇO DA LIÇÃO
Introdução
1- A relevância da oração
2- A convicção na eficácia da oração
3- A oração promove o avivamento
Conclusão
INTRODUÇÃO
Nesta lição, veremos a relevância de cultivar uma vida de oração em harmonia com a Palavra de Deus e com a ajuda do Espírito Santo. Nosso Senhor Jesus ensinou aos Seus discípulos sobre a oração. Podemos e devemos nos achegar diante do trono da Graça, pois temos um Sumo Sacerdote: Jesus Cristo.
PONTO DE PARTIDA: Deus ouve as nossas orações.
1- A relevância da oração
O Apóstolo Paulo nos orienta a orar sem cessar, ou seja, a viver em constante oração (1Ts 5.17). É mister lembrar que a oração é uma disciplina espiritual indispensável para os discípulos de Cristo, pois nos ajuda a aprofundar o relacionamento com Deus (Fp 4.6), fortalecer a fé e as virtudes cristās, vencer as tentações (Lc 11.4) e tomar decisões importantes, aumentando nossa intimidade com Deus (1Ts 5.21-23).
1.1. Jesus nos ensina como orar. A vida de oração de Jesus despertou Seus discípulos a tal ponto que um deles pediu a Ele que lhes ensinasse a orar assim como João Batista ensinou aos seus discípulos (Lc 11.1). Então, de maneira assertiva, Jesus ensinou aos discípulos a orarem da maneira correta. O Filho nos deu, então, o alicerce para todas as outras orações, ensinando como orar a Deus com adoração, submissão e fé. Ele nos orienta a chamar Deus de Pai (Lc 11.2), o que contribui para pensarmos em um relacionamento privilegiado com Deus, que não está distante dos Seus.
Bispo Primaz Manoel Ferreira (Revista Discipular Novos Convertidos – Editora Betel, 2021 Lição 9): “Na oração do Pai Nosso, Jesus nos adverte que a oração é a demonstração de um relacionamento pessoal, não somen te uma prática religiosa: ‘E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios, que pensam que, por muito falarem serão ouvidos (Mt 6.7). Não temos dúvidas de que nesta oração o Senhor Jesus nos alertou da importância de cultivarmos um relacionamento íntimo com o Pai. Embora muitos acreditem que por muito falar serão ouvidos, devemos ter em mente que o efeito da oração não depende da abundância das palavras. Jesus ensinou que não devemos achar que a simples e constante repetição de palavras é garantia de que nossas orações serão respondidas por Deus (Mt 6.7)”.
1.2. A oração modelo ensinada por Jesus. A oração é indispensável e essencial no relacionamento com Deus. Afinal, o Senhor Jesus, enquanto esteve nesta terra, tinha uma vida de oração (Mc 1.35; Lc 3.21; 9.29; 11.1). A oração que Jesus instruiu seus discípulos a fazerem contém o necessário para a oração produzir o efeito desejado, compreendendo as principais necessidades dos seres humanos: comunhão, singeleza e intimidade com Deus. A Vontade de Deus deve prevalecer em nossa vida, porque Ele sabe o que é melhor para nós.
Bispo Abner Ferreira (Revista Betel Dominical 2° Trimestre de 2024 Lição 5): “Jesus ensinou a oração modelo para que não nos percamos em vãs repetições: ‘Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome (adoração). Venha o teu Reino. Seja feita a tua vontade, tanto na terra como no céu (soberania). O pão nosso de cada dia dá-nos hoje (dependència). Perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores (condicional). Não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal (livramento); porque teu é o Reino, e o poder, e a glória, para sempre (exaltação). Amém!” (Mt 6.9-13).
1.3. Orando em secreto. A oração em secreto é aquela em que conversamos com Deus intimamente, sem que outras pessoas ou o diabo saibam. Somente o Pai é Onisciente e conhece os nossos pensamentos (Mt 6.6). Um contraste com a maneira dos hipócritas agirem. O discípulo de Cristo deve evitar a ostentação, pois Deus não vẻ as coisas como o ser humano vė. Deus não necessita de exibicionismo para ter Sua atenção atraída.
Bispo Abner Ferreira (Revista Betel Dominical 2º Trimestre de 2024 Lição 5): “A oração em secreto ou em segredo é aquela que só você e Deus ficam sabendo, nem as outras pessoas e nem o diabo, pois só Deus é Onisciente e conhece os nossos pensamentos. Jesus estava orientando para não cairmos nos erros dos hipócritas, que gostam de orar em pé nas sinagogas e nas esquinas das ruas, talvez com belas palavras para impressionar as pessoas e mostrar mais espiritualidade do que os demais, queriam ser vistos pelos homens [Mt 6.5-6)”.
EU ENSINEI QUE:
A oração é essencial ao nosso relacionamento com Deus.
2- A convicção na eficácia da oração
Para que a oração seja eficaz, não são necessárias vās repetições de palavras (Mt 6.7). Muitas pessoas acham que somente serão ouvidas se orarem longamente, usando palavras difíceis, mas a oração eficaz é aquela que acontece na simplicidade do coração e de acordo com as Escrituras.
2.1. Deus está atento ao cristão que ora. Jesus nos assegurou que tudo que pedirmos em oração nos será concedido se confiarmos em Deus (Mc 11.24). O Pai se importa com a disposição do nosso coração, porque Ele recompensa os que o buscam (Hb 11.6). Nosso Senhor Jesus revelou que Deus está disposto e pronto a dar boas dádivas ao Seu povo (Lc 11.9-13), mas também revelou que os Seus discípulos deveriam pedir. É evidente que isso não significa que sempre receberemos o que pedimos, mas que Deus está atento e interessado em nos abençoar segundo a Sua perfeita vontade.
Pastor Alex de Mello Cardoso (Revista Betel Dominical 1° Trimestre de 2006 Lição 13): “Tiago faz três perguntas incisivas aos seus leitores: “Está alguém entre vós sofrendo? Está alguém alegre? Está alguém entre vós doente?” (Tg 5.13,14). Ele destaca três classes de pessoas: o sofredor, o feliz e o enfermo. Diante das aflições o cristão precisa recorrer à oração (1Sm 1.10,12,15,27). A vida cristã é alternada por momentos de alegria, aflição e tristeza. Mas, seja qual for a situação, a graça de Deus estará disponível ao cristão que ora. Tiago adverte a não desdenhamos da importância da oração (Tg 5.16)”.
2.2. O Pai conhece nossas necessidades. Quando confiamos em Deus como o filho confia no pai e nos achegamos a Ele para conversar, a oração acontece. O Pai sabe do que precisamos (Mt 6.8). O salmista diz que somos como um livro aberto para Deus, que sabe até o que estamos pensando. Ele sabe quando saímos e quando voltamos. Nunca estamos fora do seu campo de visão. Ele sabe antecipadamente o que vamos dizer, antes mesmo de começarmos a falar (Sl 139.1-4). Entretanto, Ele quer ouvir: “Senhor, preciso de Ti”.
Bispo Abner Ferreira (Ser relevante: 50 devocionais sobre o Sermão do Monte proclamado por Jesus Cristo Editora Betel, 2022, pp. 115,116): “Pode alguém perguntar: mas se Deus é conhecedor que temos necessidade, por que a necessidade de pedir? Em resposta podemos dizer que: não devemos deixar de orar, pois, a oração nos coloca em intimidade com Deus. Portanto, quando oramos a Deus é para nos relacionar com Ele”.
2.3. Oração e batalha espiritual. Paulo disse para nos revestirmos de toda armadura de Deus, assim podemos resistir às ciladas do diabo (Ef 6.11). O apóstolo, após relacionar cada parte da armadura, diz: “Orando em todo tempo” (Ef 6.18). Isso transmite a ideia de vestir cada parte da armadura com oração e, mesmo já vestido, continuar orando e vigiando, como Jesus já tinha enfatizado (Mt 26.41).
Russell Shedd (Epístolas da prisão. Vida Nova, 1. Edição: 2005, pp. 74-75) comenta sobre Efésios 6.18: “Uma vez que a nossa luta não é contra carne e sangue, mas sim contra as forças demoníacas invisíveis, temos de ficar dependentes da oração. A única maneira pela qual podemos nos vestir de toda a armadura de Deus é orando, com a súplica específica, orando em toda a oportunidade, no Espírito, e para isso vigiando (alertas, acerca-dos, ressuscitados dentre os mortos), e com toda a perseverança e súplica por todos os santo”.
EU ENSINEI QUE:
Jesus nos assegurou que tudo que pedirmos em oração nos será concedido se confiarmos em Deus.
3- Oração e avivamento
A dedicação à oração sempre precedeu os muitos avivamentos que ocorreram ao longo da história da Igreja. Vemos na Bíblia Deus convocando o Seu povo à oração em 2Crônicas 7.14. Após a ascensão de Jesus, Seus discípulos aguardaram o revestimento de poder, perseverando unânimes em oração e súplicas (At 1.14). E mesmo depois de serem cheios do Espírito, uma das marcas da Igreja era a oração (At 2.42; 3.1; 4.31; 6.4). É fundamental perseverarmos em oração para não sermos alcançados pela frieza espiritual e religiosidade vazia.
3.1. A falta de oração leva ao esfriamento espiritual. A falta de oração pode levar ao esfriamento espiritual. Encontramos em Isaías e Ezequiel o Senhor procurando intercessores, porém não encontrou (Is 59.16; Ez 22.30). Não haver intercessores nos remete a uma atitude de indiferença e esfriamento. Lembremos da exortação de Paulo: “sede fervorosa no espírito, servindo ao Senhor” (Rm 12.11). Que haja fervor na intercessão, já que o esfriamento espiritual leva à perda de interesse pelas atividades espirituais, como: oração, jejum, leitura da Palavra e participação nos cultos.
Pastor Amador C. dos Santos (Revista Betel Dominical -2° Trimestre de 2007 Lição 10): “Assim como o Senhor espantou-se nos dias de Isaías por falta de intercessor, demonstrando a grande necessidade de clamor e intercessão, hoje também não é diferente. Podemos estar certos de uma coisa, a causa de todo fracasso é a falta de oração em secreto. Esse espanto profético de Deus em relação à ausência de intercessores demonstra a gravidade pecaminosa de estado condenatório de uma grande maioria, quando um grande número de intercessores cruza os braços, como se nada estivesse acontecendo. Deus se espanta com a omissão e frieza do seu povo”.
3.2. A religiosidade vazia. A oração continua a ser uma necessidade da Igreja (1Ts 5.17), por isso devemos rogar a Deus que Seu doce Espírito gera em nós um profundo sentimento de indignação com o presente e pela transformação da nossa mente (Rm 12.2). Precisamos buscar incessantemente ao Senhor para não sermos envolvidos em uma religiosidade vazia (Mt 15.7-8) e perseverar no caminho da santificação (Hb 12.14). A Igreja precisa rasgar o coração e voltar a Deus. Esse é o avivamento de que precisamos com urgência.
Pastor Amador C. dos Santos (Revista Betel Dominical – 2º Trimestre de 2007-Lição 10): “Não será difícil demonstrar que os fracassos na nossa vida espiritual e no serviço cristão são devido à falta de oração ou a deficiência dela. A menos que oramos acertadamente, não podemos viver e servir corretamente. Isto pode parecer uma afirmação exagerada, mas quanto mais examinamos a Bíblia a respeito da oração, mais ficamos convencidos da verdade desta afirmação. Alguém já disse com bastante propriedade: Satanás se ri de nosso zelo no serviço; zomba de nossa sabedoria, mas treme quando oramos”.
3.3. O avivamento vem da perseverança. Nosso Senhor contou uma parábola para mostrar aos Seus discípulos que deviam orar sempre e nunca desanimar (Lc 18.1-8). O que se espera dos que são do Senhor é que orem com constância incansável “clamam a ele de dia e de noite – pois reconhecem que a única esperança é Deus. Não há outro a quem clamarmos. Cheguemos com confiança ao trono da Graça (Hb 4.16), pois vamos alcançar misericórdia e achar Graça.
A Epístola aos Hebreus contém diversas exortações ao discípulo de Cristo para chegar-se, aproximar-se de Deus com confiança, pois temos um Grande Sumo Sacerdote – Jesus Cristo que intercede por nós Hb 4.14-16; 7.25; 10.1,22; 11.6. Podemos e devemos comparecer diante do Nosso Pai Celestial “com confiança…em inteira certeza de fé”, em adoração, comunhão e oração. Com a reconciliação efetuada por Cristo, desfrutamos da bênção de um relacionamento pessoal com Deus.
EU ENSINEI QUE:
A oração continua a ser uma necessidade da Igreja (1Ts 5.17).
CONCLUSÃO
Que o Espírito Santo nos ajude em todo o tempo para não deixarmos de desfrutar da bênção de nos achegar a Deus com confiança e inteira certeza de fé, confiando em Jesus Cristo, que intercede por nós. Nosso Pai Celestial está disposto e pronto a nos ouvir e conceder tudo que precisamos para perseverar até o fim (Lc 11.9-13).
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