EBD Pecc (Programa de Educação Cristã Continuada) | 1° Trimestre De 2026 | TEMA: EZEQUIEL – O Atalaia de Israel | Escola Bíblica Dominical | Lição 07: Ezequiel 18 – A Alma Que Pecar, Essa Morrerá
ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Em Ezequiel 18 há 52 versos. Sugerimos começar a quia lendo, com os alunos, Ezequiel 181-22 (5 a 7 min.) A revista funciona como guia de estudo e leitura complementar, mas não substitui a leitura da Bíblia. Nesta aula, o tema da responsabilidade pessoal é aprofundado. Professor(a), sua prioridade deve ser destacar a responsabilidade pessoal, de modo a combater a mentalidade de vitimização expressa no provérbio “os pais comeram uvas verdes, e os dentes dos filhos se embotaram”. Mostre que Deus julga cada indivíduo por suas próprias ações. Em seguida, reforce o valor da perseverança, explicando que o justo que se desvia de seu caminho morrerá em seu pecado, enquanto o ímpio que se converte encontrará vida. Finalmente, use a declaração de Deus de que não tem prazer na morte de ninguém para incentivar os alunos a valorizar as oportunidades de arrependimento, pois o convite divino permanece: “convertei-vos e vivei!”
OBJETIVOS
Destacar a responsabilidade pessoal.
Reforçar o valor da perseverança
Valorizar as oportunidades.
PARA COMEÇAR AULA
Escreva no quadro, ou simplesmente leia com a turma, o provérbio que o povo de Israel usava: “Os pais comeram uvas verdes, e os dentes dos filhos se embotaram”. Pergunte à classe O que eles acham que esse ditado significa. Use a discussão para mostrar como as pessoas citavam esse provérbio para culpar as gerações passadas por seus sofrimentos. Em seguida, apresente a lição como a resposta de Deus que quebra essa mentalidade vitimista e estabelece o princípio da responsabilidade individual.
LEITURA ADICIONAL
RESPONSABILIDADE INDIVIDUAL (18.1-32).
Os vss. 1-4 declaram o princípio da responsabilidade pessoal, e o restante do capítulo ilustra este princípio. Algumas passagens afirmam que os filhos (descendentes) de um homem podem sofrer e morrer por causa dos pecados paternos. Ver Êx. 20.5, onde há notas com este princípio. Outras passagens enfatizam a responsabilidade pessoal. Ver as notas expositivas sobre Dt. 24.16 e Ez, 18.20, O conceito de união da comunidade era muito forte na mentalidade hebraica; assim, o que os antepassados fizeram, os descendentes compartilham, como se a raça fosse um único ser manifestando-se em tempos diferentes. Este conceito era forte entre os hebreus, mas a responsabilidade individual não se perdeu. Os exilados culparam seus antepassados pelas calamidades que sofreram. Mas qualquer pessoa veria que aqueles ímpios mereciam o que receberam, por causa de suas próprias obras iníquas. À raça compartilhou um pacto, mas cada indivíduo era responsável por agir de acordo com as suas pretensões, A Lei Moral da Colheita segundo a Semeadura se aplica às coletividades (às nações), mas também aos indivíduos. O presente capítulo é paralelo a Ez. 12.21-28, sendo que os dois respondem a um provérbio do povo, que negava a iminência do julgamento de Yahweh. Quando a comunidade é julgada, obviamente os indivíduos também o são. O indivíduo culpado de rebeldia pode sofrer, enquanto a comunidade escapa da mão pesada de Deus. Quem toma as decisões é a mente divina, não a mente manipuladora dos homens. À vida mencionada neste capítulo provavelmente é a vida terrena, física. O homem que observa a lei de Deus vive por mais tempo, com prosperidade, mas os pecadores morrem jovens, em meio à miséria. Alguns intérpretes vêem aqui uma referência a vida além do sepulcro e falam de julgamentos eternos. Não é provável que este trecho de Ezequiel contenha um ensino desta natureza. De qualquer modo, o texto pode ser aplicado desta maneira. É precário usar textos do Antigo Testamento para ensinar tais doutrinas, Livro: “O Antigo Testamento interpretado: versículo por versículo: Isaías, Jeremias, Lamentações, Ezequiel, Daniel, Oséias, Joel, Amos, Obadias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuque, Sofonias, Ageu, Zacarias, Malaquias, volume 3º (Russell Norman Champlin. Hagnos, 2001, p. 3245).
TEXTO ÁUREO
“A alma que pecar essa morrerá; o filho não levará a iniquidade do pai, nem o pai, a iniquidade do filho a justiça do justo ficará sobre ele, e a perversidade do perverso cairá sobre este” Ez 18.20
Leitura Bíblica Com Todos
Verdade Prática
Deus não tem prazer na morte de ninguém, sua alegria está em salvar.
INTRODUÇÃO
I- A RESPONSABILIDADE É INDIVIDUAL 18.1-20
1- Não há fatalismo 18.2
2- As características do justo 18.5
3- Responsabilidade e prestação de contas 18.9
II- ARREPENDIMENTO MUDA DESTINOS 18.21-29
1- A porta está aberta 18.27
2- O perigo da apostasia 18.24
3- A justiça divina 18.29
III- DEUS ANSEIA SALVAR, NÃO CONDENAR 15.30-32
1- DEus julga 18.30
2- Deus não deseja a morte do ímpio 18.32a
3- Convertei-vos e vivei 18.32b
APLICAÇÃO PESSOAL
INTRODUÇÃO
Ezequiel começa este capítulo com citações conhecidas na época e que faziam sucesso. O profeta Jeremias também havia mencionado o que parece ter sido um ditado popular: “Os pais comeram uvas verdes, e os dentes dos filhos se embotaram” (Jr 31.29).
I- A RESPONSABILIDADE É INDIVIDUAL (18.1-20)
A responsabilidade é um dos principais temas de Ezequiel, razão porque ele é conhecido também como o profeta da responsabilidade pessoal.
1- Não há fatalismo (18.2) Que tendes vós, vós que, acerca da terra de Israel, proferis este provérbio, dizendo: Os pais comeram uvas verdes, e os dentes dos filhos é que se embotaram?
Deus repudia esse ditado comumente repetido na época, pois era uma zombaria com a sua justiça santa. À lei dizia justamente o contrário do que eles pensavam (Dt 24.16) e o Decálogo ao tratar desse tema (Êx 20.5) tinha como objetivo advertir os pais que suas ações teriam implicações na vida dos filhos, não que estes estariam fatalmente condenados por causa dos pecados de seus pais. Nos dias de Ezequiel, Deus estava sendo acusado de injustiça, pois os moradores de Jerusalém não se viam como culpados, mas vítimas dos erros de seus ancestrais. Os contemporâneos de Ezequiel (e muitos hoje) se viam como vítimas de uma lei imutável e fria que alguns modernamente chamam de destino. A mensagem bíblica, porém, é que Deus não exige que aceitemos o futuro como inevitável. Não existe a lei do carma nas escrituras. A mensagem bíblica, seja no Antigo ou no Novo Testamento, rejeita a noção de destino, pois se o homem ouvir a Deus e se converter, Ele ouvirá dos céus, perdoará os seus pecados e sarará a sua terra (2 Cr 7.14).
2- As características do justo (18.5) Sendo, pois, o homem justo e fazendo juízo e justiça.
Deus vai mostrar a antítese do afrontoso provérbio (mencionado no vs. 2) ao considerar primeiro a ligação entre a conduta e o destino de uma pessoa reta, A lista começa com uma afirmação geral, seguida por uma lista de 11 modos concretos, positivos ou negativos, como o caráter do justo se expressa. Deus descreve o justo em termos de santidade prática, não de rituais: vive com equidade, rejeita idolatria, não explora, honra seus compromissos, auxilia os necessitados e julga com verdade e discernimento (v. 5-9). Integridade social, justiça econômica e vida moral estão entrelaçadas no viver diário de quem teme a Deus. A fé bíblica não é algo intimista no sentido de ser isolada e desconectada da vida. Ela tem dimensão comunitária, pública e social. Nas palavras de Tiago: “A fé sem obras é morta” (Tg 2.17).
3- Responsabilidade e prestação de contas (18.9) Andando nos meus estatutos, guardando os meus juízos e procedendo retamente, o tal justo, certamente, viverá, diz o Senhor Deus.
Ezequiel deixa claro que Deus julga as pessoas individualmente por seus próprios pecados e não pelos pecados de outrem. Esse tema continua atual e importante. À irresponsabilidade está por toda a parte, e poucas pessoas estão dispostas a assumir a culpa quando as coisas dão errado. Alguém disse que é a síndrome de Adão, ou seja, “a mulher que tu me deste”, A responsabilidade, como disse Warren Wiersbe, é “um fardo móvel facilmente transferido para os ombros de Deus, do Destino, da Sorte ou do próximo.” O Senhor abençoou Israel, deu-lhes a terra que manava leite e mel, mas eles a contaminaram. Agora Deus os punia conforme já havia dito que faria se eles desobedecessem a aliança, Não podiam escusar-se. Vivemos num tempo de desculpas. As pessoas dizem: “Sou assim por causa da genética”; “É o signo”; “É o ambiente onde fui criado.” Essas desculpas diluem a responsabilidade pessoal. Mas a Bíblia nos ensina que a decisão do homem não foi revogada por Deus. Ninguém será salvo à força. Ninguém será levado ao céu contra a própria vontade. Cristo bate, mas abrir a porta é nossa decisão.
II- ARREPENDIMENTO MUDA DESTINOS (18.21-29)
Arrependimento verdadeiro tem o poder de mudar caminhos e transformar histórias. Nínive se arrependeu após ouvir a pregação de Jonas e foi poupada; o filho pródigo se arrependeu e encontrou o abraço do Pai. É possível novos começos.
1- A porta está aberta (18.21) Mas, se o perverso se converter de todos os pecados que cometeu, e guardar todos os meus estatutos, e fizer o que é reto e justo, certamente, viverá; não será morto.
As pessoas determinam quem são e, consequentemente, seus destinos por meio de suas decisões. Nem os moradores de Jerusalém, nem os exilados na Babilônia eram prisioneiros ou vítimas de algum tipo de determinismo cósmico. Todos eram agentes de seus destinos e poderiam juntamente arrepender-se, uma vez que admitissem seus pecados e voltassem para Deus a quem haviam abandonado. Ezequiel estava dando a todos uma mensagem de esperança! eles se arrependessem de todo o coração e voltassem para o Senhor, Deus agiria em favor da nação. A porta estava aberta! A graça supera o juízo quando o pecador se converte.
2- O perigo da apostasia (18.24) Mas, desviando-se o justo da sua justiça e cometendo iniquidade, fazendo segundo todas as abominações que faz o perverso, acaso, viverá? De todos os atos de justiça que tiver praticado não se fará memória; na sua transgressão com que transgrediu e no seu pecado que cometeu, neles morrerá.
A apostasia não é um deslize casual, mas uma mudança de identidade e consequentemente de rota. É mais do que pecar, é abandonar o caminho deixando de resistir ao velho homem entregando-se às suas paixões e seguindo de novo o curso deste mundo. É importante destacar que o termo usado para “desviar” no verso 24 (shuv em hebraico) é o mesmo verbo usado para “conversão”, só que no sentido inverso. À frase do profeta “fazendo segundo todas as abominações que faz o perverso” revela uma assimilação completa do estilo de vida contrário a Deus. O apóstata não somente erra; ele adota um novo sistema de valores. Essa é a razão de termos no Novo Testamento advertências severas como por exemplo Mateus 24.13: “Aquele que perseverar até o fim será salvo”. Jesus deixa claro que salvação não é um bilhete de entrada ou um evento rígido ocorrido no passado, mas uma jornada.
3- A justiça divina (18.29) No entanto, diz a casa de Israel: O caminho do Senhor não é direito. Não são os meus caminhos direitos, ó casa de Israel? E não são os vossos caminhos tortuosos?
A vitimização contínua. O auditório de Ezequiel questionava a justiça de Deus de modo afrontoso: o caminho do Senhor não é justo. Deus, embora não precise, decide fazer sua defesa. Ao fazê-la mostra a incoerência humana no seu grau mais elevado, ou seja, eles acusavam Deus do que eles mesmos faziam e eram. Transferiam para Deus o seu próprio pecado. Deus responde: “O problema não está nos meus caminhos, está nos caminhos de vocês.” Essa postura de culpar Deus ou outros pelos próprios erros continua sendo um padrão humano até hoje. Mas, como diz Romanos 3.4: “Seja Deus verdadeiro e todo homem mentiroso.” Se formos honestos vamos analisar o nosso coração primeiro. Quantas vezes tentamos justificar nossos erros transferindo a culpa para outras pessoas ou para as circunstâncias? Você confia que Deus é justo mesmo quando a vida parece injusta? Está disposto a assumir responsabilidade pelos seus caminhos?
III- DEUS ANSEIA SALVAR, NÃO CONDENAR (18.30-32)
Todo o movimento de Deus nas Escrituras é para salvar o ser humano e trazê-lo de volta para si. À maior prova disto são as palavras de Jesus em Lucas 19.10: “Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar o que se havia perdido.”
1- Deus julga (18.30) Portanto, eu vos julgarei, a cada um segundo os seus caminhos, ó casa de Israel, diz o Senhor Deus. Convertei-vos e desviai-vos de todas as vossas transgressões; e a iniquidade não vos servirá de tropeço.
Depois de corrigir a falsa ideia de que Deus seria injusto, o Senhor declara que o julgamento está certo. Será um julgamento merecido. Mas há um detalhe essencial: Deus está do lado da vida para todos, não da morte para qualquer um e providencia os meios para que o homem viva. O caráter de Deus inclui tanto amor quanto justiça. Seu juízo é justo, legítimo e necessário, mas não é Seu desejo primeiro. O prazer de Deus está em salvar, não em condenar, mas se o ser humano insiste em permanecer no pecado, o juízo é inevitável. No entanto, mesmo quando julga, o faz com tristeza, não com satisfação sádica. Daí a ênfase final: “Não deixem que os seus pecados os destruam” (BLH).
2- Deus não deseja a morte do ímpio (18.32) Porque não tenho prazer na morte de ninguém, diz o Senhor Deus.
Esse é um dos textos mais lindos da Bíblia. Um texto que revela o coração de Deus. Ele não tem nenhuma alegria em ver o ser humano se perder. Deus está do lado da vida para todos, não da morte para qualquer um e providencia os meios para que o homem viva. Se Deus só quisesse julgar, Ele não teria enviado Cristo. A cruz é a demonstração máxima de que Deus prefere salvar a condenar. Se Deus deixasse o mal sem julgamento, o universo seria um caos moral, Por isso, existe o juízo, mas ele não é o que Deus mais deseja. O que seu coração anseia é que todos os homens se salvem e cheguem ao pleno conhecimento da verdade (1Tm 2.4). Hoje é dia de escolher a misericórdia, não o juízo. Deus não se alegra na perdição de ninguém. O que não é o mesmo que afirmar que não haverá condenação. Quando alguém se perde, não é porque Deus quer, mas porque a pessoa recusou a oferta de salvação. “Quem crê no Filho tem a vida eterna; quem rejeita o Filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus.” (Jo 3.36). Ou seja, Deus quer salvar, mas respeita a escolha humana.
3- Convertei-vos e vivei (18.32b) “Portanto, convertei-vos e vivei.
O convite ainda está de pé. A mensagem de Ezequiel ecoa até hoje: “Convertei-vos e vivei!” Deus continua batendo à porta (Ap 3.20), esperando uma resposta do coração humano. Um artista pintou um quadro que retrata bem o convite de Deus insistindo amorosamente por nos salvar. Um homem está batendo à porta de uma casa. A mão levantada, como que batendo levemente, mas o pintor, sensível e profundo, não colocou maçaneta do lado de fora — apenas uma porta lisa. Na pintura, a fechadura estava do lado de dentro. Ele retratou corretamente o relacionamento entre Deus e o ser humano que o mantém do lado de fora. À porta do coração só pode ser aberta pelo lado de dentro. Ou abrimos a porta, ou ninguém abre. Que aceitamos o convite para viver, convertendo-nos a Cristo, ou Ele não entra. Ninguém a abre por nós.
APLICAÇÃO PESSOAL
Deus julga cada um conforme suas próprias escolhas, mas oferece vida abundante e plena a todo que se arrepende e crê no seu Filho. Hoje é dia de salvação. Você crê?
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