EBD Pecc (Programa de Educação Cristã Continuada) | 1° Trimestre De 2026 | TEMA: EZEQUIEL – O Atalaia de Israel | Escola Bíblica Dominical | Lição 03: Ezequiel 7 – O Fim Vem Sobre Jerusalém e Israel
ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Em Ezequiel 7 há 75 versos. Sugerimos começar a aula lendo, com os alunos, Ezequiel 7,1-27 (5 a 7 min.), A revista funciona como guia de estudo e leitura complementar, mas não substitui a leitura da Bíblia. Professor(a), a mensagem desta lição é grave e urgente. Comece por levar os alunos a reconhecer o perigo do pecado, mostrando que a corrupção generalizada de Israel tornou o juízo divino inevitável. Ao longo da aula, procure descrever o juízo de Deus sobre Israel não como um ato arbitrário, mas como uma consequência justa dos próprios caminhos que a nação escolheu percorrer, dos quais resultaram em um colapso religioso, social e econômico. A aplicação final deve ser um convite para examinar nosso coração, Utilize a imagem do desespero do povo e da inutilidade de suas riquezas para alertar sobre a necessidade de um arrependimento genuíno antes que seja tarde demais, pois o juízo de Deus é certo.
OBJETIVOS
Reconhecer o perigo do pecado.
Descrever o juízo de Deus sobre Israel.
Examinar nosso coração.
PARA COMEÇAR A AULA
Pergunte aos alunos: “Em que coisas as pessoas hoje depositam sua segurança? (Dinheiro, status, saúde, etc.)”. Liste as respostas no quadro ou apenas anote para não esquecer. Em seguida, leia Ezequiel 7.19; “A sua prata será lançada pelas ruas, e o seu ouro será como coisa imunda”. Use o contraste para mostrar que, diante do juízo de Deus, as seguranças humanas perdem todo o valor. Mostre a importância da comunhão íntima com Deus e introduza a lição sobre a seriedade do pecado e a certeza do juízo divino.
LEITURA ADICIONAL
“O FIM VEM” (7: 1-27).
Uma nova coletânea de pronunciamentos é introduzida com a mesma fórmula que deu início ao capítulo 9. Os vv, 2-13 consistem em três oráculos curtos, todos de teor semelhante, ligados pela frase comum: “o fim vem, “vem a tua sentença, “vem o tempo. o fato de que a mensagem precisava de tanta reiteração pode ser compreendido somente dentro do fundo histórico da crença popular na inviolabilidade de Jerusalém. A destruição dela era inconcebível à mente israelita. Enquanto Deus fosse Deus, o Templo de Deus e a cidade de Deus ficariam em pé. Esta fora a mensagem de Isaías quando os reis de Judá tinham temido pela segurança da cidade e estavam cogitando pedir a assistência de exércitos pagãos. Agora, porém, a situação era diferente. A confiança de Isaías já não podia ser justificada após 150 anos de apostasia cada vez maior. O povo estava vivendo no passado, mas Deus estava julgando o presente. Seu veredito era que o fim estava iminente. 1-4 Ezequiel não foi o primeiro a usar o refrão O fim vem. Amós o empregara (8.2) quando fez seu famoso jogo de palavras com o cesto de frutos de verão, À partir de então, veio a fazer parte da linguagem comum da escatologia, e associava-se com o dia em que Deus julgaria todos os homens. Para Ezequiel, a destruição de Jerusalém era um ato de intensidade quase apocalíptica; era uma culminação trágica, porém necessária, de séculos de pecado humano e de longanimidade divina, O padrão não poderia repetir-se para sempre: para Deus ser consistente, teria de parar tudo em certa altura. Inúmeras vezes já Se apiedara e poupara Seu povo. Agora, finalmente, diz: Os meus olhos não te pouparão, nem terei piedade (4), O fim viera. Livro: “Ezequiel: introdução e comentário” (John B. Taylor. Edições Vida Nova; Mundo Cristão, 1984, p. 85-86).
TEXTO ÁUREO
“Haverá fim, vem o fim, despertou-se contra ti.” Ez 7.6
Leitura Bíblica Com Todos: Ezequiel 7.1-27
Verdade Prática
O juízo de Deus é certo e justo; o pecado traz consequências, mas O arrependimento ainda é a esperança para os que se voltam ao Senhor.
INTRODUÇÃO
I- A CHEGADA DO FIM 7.1-6
1- A palavra profética do Senhor 7.1
2- O fim vem e é justo 7.3
3- O fim vem e é urgente 7.6
II- O CAOS RELIGIOSO, SOCIAL E ECONÔMICO 7.7-13
1- O colapso religioso 7.7
2- O colapso social 7.11
3- O colapso econômico 7.13
III- A ANGÚSTIA DO POVO E LÍDERES 7.14-27
1- O pavor e o desespero generalizado 7.18
2- A impotência dos ídolos e a ausência de socorro 7.19
3- O silêncio dos profetas, sacerdotes e anciãos 7.26
APLICAÇÃO PESSOAL
INTRODUÇÃO
O capítulo 7 de Ezequiel apresenta uma mensagem profética de extrema seriedade: a chegada do fim sobre Jerusalém e o Reino de Judá. A cidade de Jerusalém, que muitos acreditavam ser indestrutível por conter o templo do Senhor, estava espiritualmente corrompida. O povo confiava na aparência da religião, mas seus atos eram de profunda injustiça, idolatria e rebeldia. Estudar esse texto é um chamado à vigilância espiritual. Ainda hoje, Deus convoca todos a uma vida de arrependimento, pureza, temor e obediência.
I- A CHEGADA DO FIM (7.1-6)
Neste texto Ezequiel anuncia a chegada do juízo de Deus com palavras diretas e definitivas. A repetição da expressão “o fim vem” revela que não há mais espaço para o adiamento. O tempo da advertência passou, e o Senhor agora se levanta para julgar o pecado com justiça. A santidade de Deus exige uma resposta à contínua rebeldia do povo, e a sentença já está em curso.
1- A palavra profética do Senhor (7.1) Veio a mim a palavra do Senhor, dizendo:
Ezequiel inicia este novo oráculo com a expressão característica dos profetas: “Veio a mim a palavra do Senhor”. Isso destaca que o conteúdo da mensagem não provém do raciocínio humano, mas da revelação divina. A autoridade e a veracidade do discurso não se apoiam na eloquência do profeta, mas na procedência celestial da palavra que lhe foi confiada. Essa introdução solene legítima o que será declarado a seguir: uma denúncia pública da condição espiritual terminal da nação. A sentença se dirige à “terra de Israel”, o que aponta para o alcance nacional do juízo. Os “quatro cantos” expressam a totalidade da nação, indicando que nenhuma parte escaparia. Deus não está tratando de forma isolada com indivíduos ou classes específicas, mas com um povo inteiro que transgrediu sua aliança. À corrupção havia se espalhado, e a impunidade aparente era apenas a paciência divina em operação. Agora, porém, a longa tolerância chega ao fim, e o Senhor se manifesta para julgar com justiça aos que desprezaram seu nome.
2- O fim vem e é justo (7.3) Agora, vem o fim sobre ti; enviarei sobre ti a minha ira, e te julgarei segundo os teus caminhos, e porei sobre ti todas as tuas abominações.
O fim não é apenas anunciado, mas afirmado como iminente: “Agora vem o fim sobre ti”, À forma verbal aponta para um evento já em marcha. A ira do Senhor, tão frequentemente contida por misericórdia, agora será derramada sobre os que insistiram no pecado. O julgamento é moralmente justo — “segundo os teus caminhos” — e traz à tona todas as abominações praticadas. A aliança, tantas vezes desonrada, exige agora um acerto de contas. As abominações mencionadas abrangem idolatria, injustiça, falsidade e corrupção espiritual. O povo rejeitou a instrução divina, profanou o culto e desprezou a santidade do Senhor. Deus, então, não apenas julga, mas também expõe. O pecado não mais ficará encoberto. Ao declarar que colocará sobre o povo suas próprias abominações, Deus mostra que eles serão julgados com as armas que construíram. O mal praticado se torna o agente do castigo, revelando que o juízo de Deus é, ao mesmo tempo, consequência e resposta.
3- O fim vem e é urgente (7.6) Haverá fim, vem o fim, despertou- -se contra ti.
Com ênfase poética e dramática, Ezequiel reforça a certeza do juízo: “Vem o fim, o fim vem”. A repetição sublinha a urgência e a irreversibilidade do momento. O Senhor, que tantas vezes interveio para perdoar, agora se move para julgar diante da persistente dureza de coração. Deus encerra um período de rebeldia com uma intervenção direta. A falsa segurança do povo, baseada na presença do templo e em rituais vazios, será desmascarada. Quando a aliança é traída, o templo perde sua função, e Deus retira sua presença. À profecia não apenas denuncia, mas também alerta: o juízo é real, certo e iminente.
II- O CAOS RELIGIOSOS, SOCIAL E ECONÔMICO (7.7-13)
Neste segmento, Ezequiel aprofunda a gravidade da situação de Israel, revelando como o juízo divino atinge todas as estruturas da sociedade: religiosa, social e econômica. O pecado público e institucionalizado exige uma resposta completa da parte de Deus.
1- O colapso religioso (7.7) Vem a tua sentença, ó habitante da terra. Vem o tempo; é chegado o dia da turbação, e não da alegria, sobre os montes.
O versículo anuncia a chegada de um tempo sombrio: o “dia do tumulto”. Esse “tumulto” não é um evento comum, mas um colapso profundo das estruturas nacionais. Os “montes”, locais tradicionalmente associados ao culto — tanto verdadeiro quanto idólatra — agora seriam cenários de desespero, e não de alegria. O texto desautoriza a ideia de que o templo, ou a religiosidade visível, seriam suficientes para evitar o juízo. Mesmo os locais que antes representavam segurança espiritual agora seriam abalados. A “ruína” que chega não é acidental, mas fruto da ação deliberada de Deus contra a persistente rebeldia. O tempo do juízo foi marcado soberanamente, e a resposta divina à impiedade não será adiada. Israel julgava que o “Dia do Senhor” traria libertação contra seus inimigos, mas agora percebe que esse Dia será contra ela. O juízo começa pela casa de Deus (1Pe 4,17).
2- O colapso social (7.11) Levantou-se a violência para servir de vara perversa; nada restará deles, nem da sua riqueza, nem dos seus rumores, nem da sua glória.
A violência, antes praticada pelos próprios habitantes de Judá, torna-se agora instrumento do juízo. A expressão “vara da perversidade” sugere que o próprio mal praticado retorna como meio de correção. Nada sobreviverá ao juízo: riqueza, influência, comércio, prestígio. Tudo será reduzido a ruínas. A estabilidade construída sobre injustiça é desfeita. A justiça divina é pedagógica. O povo havia transformado a prosperidade em arrogância. Em vez de reconhecer o favor do Senhor, usaram suas posses para alimentar o orgulho e a exploração dos vulneráveis. O juízo, portanto, atua como uma reviravolta.
3- O colapso econômico (7.13) Porque o que vende não tornará a possuir aquilo que vendeu, por mais que viva; porque a profecia contra a multidão não voltará atrás; ninguém fortalece a sua vida com a sua própria iniquidade.
O versículo retrata o colapso das relações comerciais e jurídicas em tempos de colapso nacional. O que foi vendido não será mais recuperado; os vínculos contratuais e sociais se tornam irrelevantes diante da sentença divina. O que antes se resolvia com negociação agora está fora do alcance humano. A sociedade que confiava no valor da propriedade e da estabilidade econômica agora vê tudo desmoronar. Mais do que perdas materiais, o texto fala da falência de toda esperança meramente humana, Nem o comprador, nem o vendedor — símbolos da vida cotidiana — terão como escapar, O último verso sela o destino: “ninguém conservará a sua vida”. A vida, dom supremo de Deus, será retirada como resposta à corrupção contínua. Só o arrependimento sincero poderá reverter esse quadro em níveis individuais. O que foi idolatrado — riquezas, posição, poder — é desfeito diante da santidade de Deus. À segurança econômica, sem justiça e fidelidade, torna-se inútil no dia do Senhor. O colapso revela que Deus confronta diretamente os ídolos que o povo criou.
III- A ANGÚSTIA DO POVO E LÍDERES (7.14-27)
Neste trecho final, Ezequiel descreve a reação do povo diante da chegada do juízo. Quando a presença de Deus se retira e os recursos humanos fracassam, resta apenas o pavor e o colapso total da nação.
1- O pavor e o desespero generalizado (7.18) Cingir-se-ão de pano de saco, e o horror os cobrirá; em todo rosto haverá vergonha, e calva, em toda a cabeça.
A cena descrita é de profundo desespero coletivo. O “pano de saco” simboliza lamento e humilhação, enquanto o tremor revela medo incontrolável diante do que está por vir. O povo, que antes zombava das advertências proféticas, agora é tomado por pavor. A vergonha substitui o orgulho nacional. As cabeças rapadas e os rostos desfigurados indicam luto, humilhação e confusão. A soberba dá lugar à calamidade. Essa angústia, porém, não é arrependimento. Trata-se de reação ao juízo, e não de contrição diante de Deus. Muitos lamentam as consequências do pecado, mas não o pecado em si. A tristeza descrita aqui é a do desespero, e não a da transformação. A dor física e emocional não se converte em conversão espiritual. O profeta mostra que o juízo de Deus não apenas atinge os bens e as instituições, mas também desmorona o interior do ser humano quando este rejeita a verdade.
2- A impotência dos ídolos e a ausência de socorro (7.19) A sua prata lançarão pelas ruas, e O seu ouro lhes será como sujeira; nem a sua prata, nem o seu ouro os poderá livrar no dia da indignação do Senhor; eles não saciarão a sua fome, nem lhes encherão o estômago, porque isto lhes foi o tropeço para cair em iniquidade.
Os bens materiais, em que o povo confiava, tornam-se inúteis. A prata e o ouro, que antes eram fonte de segurança, agora são jogados fora como lixo. No “dia do furor do Senhor”, nenhum recurso terreno poderá livrá-los. Nem riqueza, nem prestígio, nem poder terão valor. À fome e o vazio prevalecerão. O texto revela a futilidade da idolatria financeira e da confiança nas riquezas. Essa inversão de valores expõe como o povo utilizou os dons de Deus como instrumentos de corrupção. Em vez de honrarem ao Senhor com suas posses, usaram-nas como combustível para a idolatria e a injustiça. Agora, o que serviu de tropeço será sua condenação. A ausência de socorro evidencia que, quando o coração se apega aos ídolos, até os recursos lícitos se tornam laços. Somente a confiança em Deus pode sustentar no dia mau. Tudo o mais falhará.
3- O silêncio dos profetas, sacerdotes e anciãos (7.26) virá miséria sobre miséria, e se levantará rumor sobre rumor; buscarão visões de profetas; mas do sacerdote perecerá a lei, e dos anciãos, o conselho.
O colapso é completo. Líderes espirituais e civis estão em silêncio, sem direção. Profetas já não têm visão; sacerdotes não têm lei: anciãos não têm conselho. A presença de Deus, antes manifesta entre o povo, se retira, À aliança foi quebrada, e com ela se vai também a luz da revelação. Em meio à sucessão de rumores e tragédias, o povo busca resposta, mas encontra silêncio. A glória do Senhor já havia deixado o templo (cf. Ez 10), e agora o abandono é visível em todas as áreas da vida nacional. A ausência de direção é, em si, parte do juízo. Quando o povo despreza a verdade, Deus permite que seja entregue à confusão. A liderança falha porque perdeu o temor do Senhor. O texto evidencia o que acontece quando os fundamentos espirituais são removidos: a sociedade entra em colapso. Sem palavra, sem lei, sem conselho, o povo se desfaz. É nesse cenário que o exílio se torna inevitável. A única esperança será encontrada no futuro, quando o coração do povo for quebrantado e buscar novamente ao Senhor. O Fim Vem Sobre Jerusalém e Israel
APLICAÇÃO PESSOAL
A expressão “o fim vem” nos lembra que a vinda de Jesus é certa e pode acontecer a qualquer momento. Precisamos estar vigilantes e prontos para encontrar o Senhor. Este blog foi feito com muito carinho 💝 para você. Ajude-nos 🙏 Se desejar apoiar nosso trabalho e nos ajudar a manter o conteúdo exclusivo e edificante, você pode fazer uma contribuição voluntária via Pix: 346.994.088.69 (CPF) Seja um parceiro desta obra “Dai, e dar-se-vos-á; boa medida, recalcada, sacudida, transbordante, generosamente vos dará; porque com a medida com que tiverdes medido vos medirão também.” Lucas 6:38
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