EBD Pecc (Programa de Educação Cristã Continuada) | 1° Trimestre De 2026 | TEMA: EZEQUIEL – O Atalaia de Israel | Escola Bíblica Dominical | Lição 06: Ezequiel 14 – Noé, Daniel e Jó Não Substituem Você
ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Em Ezequiel 14 a 16, há 94 versos. Sugerimos começar a aula lendo, com os alunos, Ezequiel 14.1-23 (5a 7 min). A revista funciona como guia de estudo e leitura complementar, mas não substitui a leitura da Bíblia. Professor(a), a lição de hoje aborda um tema crucial; a responsabilidade individual, Use a figura de Noé, Daniel e Jó para levar os alunos a compreender os limites da intercessão. Explique que, embora a intercessão seja valiosa, há momentos em que o juízo coletivo se torna inevitável devido à persistência no pecado, e nem mesmo os mais justos podem livrar uma nação rebelde e impenitente. Aproveite este ensino para reconhecer os perigos do pecado, que pode levar uma comunidade a um ponto sem retorno. Conclua a aula com um apelo para chamar todos ao arrependimento, reforçando que a fé e a justiça não são transferíveis; cada um deve assumir sua posição e responsabilidade pessoal diante de Deus.
OBJETIVOS
Compreender os limites da intercessão.
Reconhecer os perigos do pecado,
Chamar todos ao arrependimento,
PARA COMEÇAR A AULA
Faça uma pergunta provocativa: “A fé dos pais pode salvar os filhos? É possível ‘pegar carona” na espiritualidade de outra pessoa”. Após ouvir algumas opiniões, apresente a lição de hoje como a resposta definitiva de Deus a essa questão. Explique que Deus mencionou três dos homens mais justos da história — Noé, Daniel e Jó — para ensinar uma lição poderosa sobre responsabilidade pessoal: cada um deve zelar por seu próprio testemunho diante dos homens para que não venha sobre si o juízo.
LEITURA ADICIONAL
JUSTIÇA PESSOAL RECOMPENSADA (14.12-23)
Ezequiel nada sabia sobre o tipo de justiça social enfatizada, na virada do século 19, por Walter Rauschenbusch e outros teólogos. Para Ezequiel, o que realmente importava era se a pessoa servia a Deus. Nos versículos 12-23, ele diz que o Senhor deve julgar Israel por meio da fome, animais selvagens, a espada e uma peste, e que ninguém será poupado, a não ser que seja justo. Tornarei instável o sustento do pão (13) tem sido interpretado como: “o sustento do seu pão é quebrado, e faltará alimento” (Basic Bible). Mesmo se uma pessoa for justa como Noé, Daniel e Jó (14, 20), sua justiça será suficiente somente para o seu próprio livramento. Nem a filhos nem a filhas livrariam (16). Ezequiel pensava como um “Arminiano”, muitos séculos antes que houvesse arminianos como os conhecemos hoje. Cada pessoa precisava arrepender-se e voltar-se (6) para Deus, e permanecer em obediência moral a Ele, senão seria objeto da ira do Senhor Deus. Não era suficiente ser israelita, ou filho do melhor israelita, Não passava pela mente de Ezequiel a ideia de que uma pessoa é aceita por Deus por causa de algum decreto de eleição da parte de Deus. Um indivíduo é justo somente se ele de fato for justo. Com ou sem aliança, o Senhor olha por indivíduos cujos corações estão verdadeiramente rendidos a Deus e lhe obedecem. Mesmo assim, alguns israelitas sobreviverão aos quatro maus juízos (21) do Senhor. A KJV os denomina de “remanescentes” (v. 22 “resto”) mas eles deveriam ser chamados de “sobreviventes”, de acordo com a NVI visto que não são justos, como “um remanescente” no sentido bíblico geralmente é considerado. Eles não sofrem a morte porque o Senhor quer deixar que esses sobreviventes da pecaminosidade de Jerusalém revelem a outras pessoas através de suas vidas corruptas quão justo Ele foi ao castigar a maioria deles (22-23). Livro: “Comentário Bíblico Beacon: Volume 4: Isaías a Daniel” (Ross E. Price, C. Paul Gray, J. Kenneth Grider, Roy E. Swim. CPAD, 2012, p. 453).
TEXTO ÁUREO
“Ainda que estivesse no meio dela estes três homens, Noé, Daniel e Jó, eles, pela sua justiça, salvaria apenas a sua própria vida diz o Senhor Deus” Ez 14.14
Leitura Bíblica Com Todos
Ezequiel 14. 1-23
Verdade Prática
Noé, Daniel e Jó nos lembram que a presença ou intercessão dos outros, tem limitações e não substituem o arrependimento, obediência e relacionamento pessoal diante de Deus
INTRODUÇÃO
I- NOÉ E A CORRUPÇÃO GERAL 14.12-14
1- O juízo da fome 14.13
2- Noé andava com Deus Gn 6.9
3- A limitação de Noé 14.14
II- DANIEL E AS FERAS 14.15-15
1- Ojuizos das feras 14.15
2- Daniel na cova dos leões Dn 6.16
3- A limitação de Daniel 14.78
III- JÓ E O SOFRIMENTO HUMANO 14.19-23
1- O juízo da peste e do sangue 14.19
2- Jó é fiel na dor Jó 1.21
3- A limitação de Jó 14.20
APLICAÇÃO PESSOAL
INTRODUÇÃO
Ezequiel 14 apresenta uma revelação solene: ainda que Noé, Daniel e Jó estivessem presentes em Jerusalém, eles só poderiam salvar a si mesmos. O texto destaca a responsabilidade pessoal diante de Deus e não anula o valor da presença e da intercessão, pois a Bíblia apresenta exemplos de intercessores como Abraão, Moisés, Samuel e Paulo. Contudo, em certas circunstâncias de juízo, Deus estabelece limites intransponíveis. Cada um responde por si diante de Deus.
I- NOÉ E A CORRUPÇÃO GERAL (14.12-14)
O primeiro bloco de Ezequiel 14 (versos 12-14) revela a seriedade do pecado nacional. O Senhor anuncia o juízo da fome sobre a terra, declarando que nem mesmo Noé poderia livrar a coletividade.
1- O juízo da fome (14.13) Filho do homem, quando uma terra pecar contra mim, cometendo graves transgressões, estenderei a mão contra ela, e tornarei instável o sustento do pão, e enviarei contra ela fome, e eliminarei dela homens e animais,
Neste versículo, vemos três elementos: a causa, o agente e a consequência. À causa é o pecado, descrito como “graves transgressões” — expressão que ressalta a profundidade da infidelidade. O agente é o próprio Deus, que declara: “estenderei a mão contra ela” A consequência é a fome, vista não apenas como tragédia natural, mas como disciplina pedagógica. À expressão “tornarei instável o sustento do pão” sugere o colapso da base de sobrevivência. Ainda que houvesse homens justos, como Noé, a sentença não seria revogada. Isso corrige a falsa segurança do povo, que confiava na presença de alguns piedosos como se fosse um escudo coletivo. O Senhor mostra que, quando a corrupção se torna estrutural, não há substituto para o arrependimento comunitário.
2- Noé andava com Deus (Gn 6.9) Eis a história de Noé. Noé era homem justo e íntegro entre os seus contemporâneos;
Noé andava com Deus. Noé é exemplo de fidelidade em meio à corrupção generalizada. Ele não foi moldado pela cultura de sua geração, mas permaneceu íntegro diante do Senhor. Sua comunhão constante com Deus se traduziu em obediência prática, como se vê na construção da arca (Gn 6.22). Essa integridade preservou sua família, mas não foi capaz de impedir o juízo universal do dilúvio. O testemunho de Noé evidencia que a salvação é pessoal: sua fé o justificou, mas não salvou a geração incrédula. É justamente esse ponto que Ezequiel retoma: em Jerusalém, a presença de homens santos não bastaria para impedir o castigo sobre uma cidade inteira que havia se entregado à idolatria e à traição da aliança.
3- A limitação de Noé (14.14) Ainda que estivessem no meio dela estes três homens, Noé, Daniel e Jó, eles, pela sua justiça, salvariam apenas a sua própria vida, diz o Senhor Deus.
O ensino é repetido para fixar a verdade: o justo só livra a si mesmo. A menção a Noé, Daniel e Jó mostra que nem mesmo os mais fiéis poderiam salvar o povo. Aqui encontramos um limite estabelecido por Deus: em determinadas circunstâncias, a presença e intercessão não são aceitas para mudar o decreto. Abraão intercedeu por Sodoma, Moisés pelo Israel rebelde, e ambos foram parcialmente ouvidos. Mas em Ezequiel 14, 0 povo já havia passado do ponto de retorno. O exemplo de Noé deixa claro que, quando a rebeldia é coletiva e persistente, a justiça de um não se transfere aos demais. Cada indivíduo é chamado a assumir sua responsabilidade diante de Deus, e cada comunidade precisa reconhecer sua culpa e se arrepender. A obediência de Noé trouxe livramento para seus filhos e esposa. Contudo, a salvação não foi automática: sua família precisou entrar na arca. Assim também hoje, cada pessoa precisa decidir-se por Cristo, o verdadeiro Salvador.
II- DANIEL E AS FERAS (14.15-18)
O segundo bloco de Ezequiel 14 apresenta um cenário diferente do primeiro. Se antes o juízo vinha pela fome, agora é a própria terra que se torna inabitável por causa da ação das feras. Nesse contexto, o Senhor evoca a figura de Daniel como exemplo de fidelidade inquebrantável, mas deixa claro que nem ele poderia livrar o povo da desolação decretada.
1- O juízo das feras (14.15) Se eu fizer passar pela terra bestas-feras, e elas a assolarem, que fique assolada, e ninguém possa passar por ela por causa das feras.
O versículo descreve um cenário de destruição que vai além da fome. Deus fala de feras perversas percorrendo a terra e tornando-a desolada. O espaço que deveria servir de abrigo e sustento para o homem torna-se hostil e perigoso. A ideia de “não poder passar por causa das feras” mostra uma inversão da ordem criada: em Gênesis, o homem recebeu autoridade sobre os animais, mas aqui vemos os animais dominando o território e impedindo o trânsito humano. Esse detalhe ressalta a profundidade do juízo divino. O pecado humano rompe o equilíbrio da criação e produz efeitos em toda a ordem natural, Não é apenas a vida das pessoas que está em risco, mas a própria habitabilidade da terra. Quando a idolatria e a injustiça se instalam em uma sociedade, até o ambiente físico sofre as consequências, lembrando Romanos 8, no qual Paulo afirma que a criação geme por causa do pecado humano.
2- Daniel na cova dos leões (Dn 6.16) Então, o rei ordenou que trouxessem a Daniel e o lançassem na cova dos leões. Disse o rei a Daniel: O teu Deus, a quem tu continuamente serves, que ele te livre.
Para ilustrar, Deus chama o exemplo de Daniel, alguém que manteve sua fé viva em meio a um ambiente hostil, jogado na cova dos leões. Preso em uma cultura pagã, sob leis injustas, ele não cedeu à pressão. Quando o decreto real proibiu a oração, Daniel continuou a buscar a Deus três vezes ao dia, como sempre fizera. Isso revela a firmeza de sua integridade: sua espiritualidade não era circunstancial, mas disciplinada e constante. Essa fidelidade custou-lhe a ida à cova dos leões, mas também lhe trouxe livramento. O livro de Daniel registra que Deus enviou o Seu anjo e fechou a boca dos leões, preservando a vida de seu servo. Esse livramento, porém, foi pessoal. O testemunho de Daniel mostra que o justo pode ser protegido em meio ao perigo, mas não tem poder de livrar a terra ou a nação inteira quando o juízo divino está estabelecido. A fidelidade do profeta era suficiente para sua vida, mas não transferível a toda a coletividade.
3- A limitação de Daniel (14.18) Tão certo como eu vivo, diz o Senhor Deus, ainda que esses três homens estivessem no meio dela, não salvariam nem a seus filhos nem a suas filhas; só eles seriam salvos.
O versículo repete pela terceira vez e amplia o princípio estabelecido. Nem mesmo a presença e intercessão de Daniel, reconhecido pela sua fidelidade, poderia livrar filhos ou filhas. Isso mostra que a justiça não se herda, nem se transfere por descendência. Cada geração precisa assumir sua própria posição diante de Deus. Essa ênfase ensina que, em tempos de juízo, até mesmo os vínculos familiares não garantem proteção. O que vale é a justiça pessoal. O justo seria preservado, mas a terra continuaria assolada. Essa mensagem desconstrói qualquer ideia de proteção automática baseada na linhagem ou na presença de homens piedosos entre o povo. A repetição dessa verdade tem força pedagógica. Deus insiste no ponto porque sabia que o povo de Jerusalém estava enganado, confiando em mitos religiosos e em uma falsa segurança baseada na herança espiritual. O exemplo de Daniel mostra que a fidelidade inspira, mas não substitui o arrependimento dos outros. Cada indivíduo e cada comunidade são responsáveis diante do Senhor.
III- JÓ E O SOFRIMENTO HUMANO (14.19-23)
O terceiro bloco de Ezequiel 14 mostra a dimensão mais severa do juízo: a praga e o derramamento de sangue que atingem diretamente a carne humana. Nesse contexto, o Senhor evoca a figura de Jó, lembrado por sua paciência e perseverança em meio à dor.
1- O juízo da peste e do sangue (14.19) Ou se eu enviar a peste sobre essa terra e derramar o meu furor sobre ela com sangue, para eliminar dela homens e animais.
Este versículo aprofunda o tom de gravidade. Já não se trata apenas da fome ou da presença de feras, mas da praga acompanhada de sangue, atingindo diretamente a vida humana. O juízo aqui é descrito em termos de “furor”, mostrando que não é apenas uma calamidade natural, mas um ato deliberado da justiça divina contra uma terra rebelde. A “peste” é uma referência a epidemias que devastavam cidades inteiras no mundo antigo. O acréscimo do “sangue” aponta para violência, guerra e morte em larga escala. O quadro é de devastação total: homens e animais são ceifados. Em tal cenário, Deus declara que nem mesmo os justos poderiam impedir a execução de Sua vontade.
2- Jó é fiel na dor [Jó 1.21) E disse: Nu saí do ventre de minha mãe e nu voltarei; o Senhor o deu e o Senhor o tomou; bendito seja o nome do Senhor!
Jó é lembrado como paradigma de fidelidade em meio ao sofrimento. Ao perder bens, filhos e saúde, ele não blasfemou contra Deus. Sua declaração se tornou simbolo de aceitação reverente diante da soberania divina: reconhecer que tudo vem das mãos do Senhor e que, mesmo em meio à perda, Ele continua sendo digno de adoração. Sua paciência foi reconhecida nas Escrituras, sendo citada em Tiago 5.11 como exemplo de perseverança. Contudo, mesmo sendo um homem íntegro e intercessor — que orava até por Seus amigos (Jó 42.10) — sua justiça não teria o poder de salvar Jerusalém. O ensino de Ezequiel é que o justo pode ser consolado em sua integridade, mas não pode transferir sua fé e sua paciência para livrar outros do juízo divino.
3- A limitação de Jó (14.20) Tão certo como eu vivo, diz o Senhor Deus, ainda que Noé, Daniel e Jó estivessem no meio dela, não salvariam nem a seu filho nem a sua filha; pela sua justiça salvariam apenas a sua própria vida.
Deus repete o princípio pela quarta vez. O justo pode ser preservado, mas não livra filhos nem filhas. Essa repetição mostra a pedagogia do Senhor: a mensagem precisava ser gravada no coração do povo. Ao citar Noé, Daniel e Jó — três referências máximas de justiça em diferentes contextos (geração corrupta, terra estrangeira e sofrimento humano) — Deus cobre todos os âmbitos possíveis, mostrando que a justiça é sempre pessoal e intransferível. A limitação da presença e da intercessão de Noé, Daniel e Jó, portanto, não anulam a misericórdia, mas revela a seriedade do pecado e a necessidade de cada um viver em obediência ao Senhor.
APLICAÇÃO PESSOAL
Não podemos depender da fé alheia. À justiça de pais, líderes ou intercessores não substitui a necessidade de pessoal com o Senhor. Cada crente deve assumir sua posição diante de Deus em santidade e obediência.
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