Lição 05: Efésios: a Carta da Fé, do Amor e das Virtudes | EBD | 1° Trimestre De 2021

EBD | 1° Trimestre De 2021 | CPAD – Adolescentes – Tema do Trimestre: Aprendendo com as Cartas | Lição 05: Efésios: a Carta da Fé, do Amor e das Virtudes

Objetivos

Salientar A nossa condição espiritual antes da salvação; Enfatizar que a salvação é pela graça de Deus; Destacar que o Cristão foi salvo para praticar boas obras

TEXTO BÍBLICO

Efésios 2.1-10

1 E Vos vivificou, estando vós mortos em ofensas e pecados,

2 Em que noutro tempo andastes segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência.

3 Entre os quais todos nós também antes andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como os outros também.

4 Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou,

5 Estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo ( pela graça sois salvos ),

6 E nos ressuscitou juntamente com ele e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus;

7 Para mostrar nos séculos vindouros as abundantes riquezas da sua graça pela sua benignidade para conosco em Cristo Jesus.

8 Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus.

9 Não vem das obras, para que ninguém se glorie;

10 Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas.

DESTAQUE

“Pois pela graça de Deus vocês são salvos por meio da fé. Isso não vem de vocês, mas é um presente dado por Deus. A salvação não é o resultado dos esforços de vocês; portanto, ninguém pode se orgulhar de tê-la.” (Ef 2.8,9)

LEITURA DEVOCIONAL

Segunda – Ef 2.1-4

Terça – Jo 2.15

Quarta – Gl 5.16-21

Quinta – Rm 5.8

Sexta – Mt 5.13,14 

Sábado – Ef 2.10

Domingo – Rm 5.1

Material didático

Professor, Você precisará de um quadro, de giz vou dar uma cartolina e de um piloto.

Quebrando a rotina

Professor, ao falar sobre as boas obras que os alvos devem praticar, surgirá você que realize uma dinâmica chamada de brainstorming ou ” tempestade de ideias ”. Esta atividade visa explorar a potencialidade criativa das pessoas.  Iniciar a atividade com as Seguintes perguntas: ” que tipo de boas obras pessoalmente nós podemos realizar?”; ” Que tipo de boas obras nossa classe pode realizar a fim de demonstrar o amor de Deus?”.

A partir dessas perguntas você deverá estimulá-los a falar em tudo que vem à mente como solução ou resposta às questões. Estas devem ser escritas no quadro ou cartolina, sem exceção. Após, é interessante que você avaliem a equipe, quais ações podem ser colocadas em prática pelo grupo.

ESTUDANDO A BÍBLIA

Caro professor, você tem orado pelos seus alunos? Certamente eles precisam de sua ajuda. Muitos enfrentam grandes problemas em suas casas, com seus familiares; outros possuem problemas de ordem emocional, física e espiritual. A oração é uma ferramenta muito importante para a professor da Escola Dominical, Por meio dela temos a oportunidade de apresentar a nossa vida e a dos nossos alunos a Deus. Sugiro que você, sempre ao iniciar as aulas, convoque a classe a manifestar seus pedidos de oração para que uns orem pelos outros.

Mostra-se atencioso e preocupado com os problemas e dilemas mais simples que eles confidenciam a você. Faça questão de sempre após uma boa conversa, terminar com uma oração, a fim de incentivá-los a confiarem a Deus seus medos e preocupações. Paulo escreveu aos efésios quando estava preso em Roma, por volta de 61 d.C. Essa carta não foi escrita para responder questões problemáticas levantadas pela igreja, mas para encorajar os santos e compartilhar “uma visão exaltada da Igreja de Cristo”.

Conforme afirmou o comentarista bíblico Lawrence Richards, nela “descobrimos nossa identidade como o corpo de Cristo, como um templo que está sendo edificado pelo Espírito Santo, e como a família de Deus”.

O apóstolo começa sua carta louvando a Deus pelas bênçãos recebidas, ação de graças e oração (Ef 1.3-23); em seguida, narra a reconciliação entre judeus e gregos (2.1-22); exorta os irmãos a manterem-se unidos (4.1-5.20), bem como a permanecerem em Cristo e no Espírito para resistirem aos poderes do mal (6.10-20).A partir de agora passaremos a refletir sobre o alcance universal da obra de Cristo na Cruz do Calvário.

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QUEM NÓS ÉRAMOS ANTES DE ESTAR EM CRISTO?

Essa pergunta diz respeito à nossa condição espiritual no passado, quando nós ainda não havíamos confessado Cristo como Senhor e Salvador de nossas vidas.

A resposta de Paulo a esta pergunta envolve três aspectos:

a) Estávamos “espiritualmente mortos” (2.1). Em Adão, independente de cor, condição social ou capacidade intelectual, todos nós fomos feitos pecadores, e por isso, estávamos “afastados da presença gloriosa de Deus” (Rm 3.23). Com o pecado, o ser humano morreu espiritual e fisicamente, e teria morrido eternamente se não tivesse aceitado a provisão de salvação oferecida pelo Pai por intermédio do seu Filho. O pecado nos tornou inimigos de Deus.

b) Seguíamos “o mau caminho deste mundo” (2.2). Ou seja, vivíamos com base no pensamento mundano, hostil e descomprometido com os valores eternos de Deus revelados em sua Palavra (Cl 3.5-7). Éramos, nas palavras de João, “amantes do mundo” (Jo 2.15); escravos de “argumentos sem valor, que vêm da sabedoria humana. Essas coisas vêm dos ensinamentos de criaturas humanas e dos espíritos que dominam o Universo” (Cl 2.8); percorríamos as “trilhas de Satanás” ao invés de andarmos no caminho de Deus.

c) Vivíamos de acordo com a nossa natureza humana, fazendo o que o nosso corpo e a nossa mente queriam (2.3).

O apóstolo afirma que a nossa vontade era satisfazer nossa própria natureza pecaminosa. Éramos escravos de nossa natureza e as obras que praticávamos eram más, porque brotavam de um coração enganoso e perverso (Mc 7.21-23), que conspira contra o que o Espírito deseja (Gl 5.16-21).

Como podemos perceber, nosso problema não estava no lado de fora, mas nas profundezas de nosso próprio coração. Como diz o apóstolo Paulo, éramos filhos da ira, merecedores do justo castigo de Deus; pecadores nas mãos de um Deus irado. Mas graças a Deus que apesar de um passado de inimizade e justa condenação pelos pecados praticados, na Cruz do Calvário Jesus Cristo ofereceu-se a Deus por nós, para nos salvar, oferecendo-nos seu gracioso perdão. Hoje temos paz com Deus por meio de Jesus Cristo (Rm 5.1).

AUXÍLIO TEOLÓGICO

Entendendo o Texto

Estando vós mortos em ofensas e pecados (Ef 2.1-3). O termo “morto” é um dos conceitos bíblicos mais espantosos e complexos. Nós entendemos a morte biologia e até certo ponto a perdição espiritual está exemplificada nela. Assim como o corpo morto não pode sentir ou responder ao mundo material, também o espírito perdido não pode sentir ou responder a Deus. Mas a morte espiritual vai além disso, implicando a corrupção. Assim como o corpo físico se deteriora, também o espiritualmente morto se torna infestado de todo tipo de corrupção. Os espiritualmente mortos andarão segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar [Satanás].

A carne apodrecida dos espiritualmente mortos sofre e geme sob o domínio das ‘inclinações da carne’ (v. 3, ARA), cujos desejos e pensamentos os perdidos seguem cegamente. O retrato vívido mostrado por Paulo é horrível, e poderia nos fazer recuar. Mas ele queria que nós entendêssemos que esta é a matéria-prima da qual Deus constrói a sua igreja! Esta massa de corrupção é a que Deus pretende usar para mostrar a sua glória e a beleza da sua santidade.

Não é agradável. Mas é importante que sejamos totalmente honestos com nós mesmos e com Deus. Paulo fez esta descrição, e disse: ‘Este era você’. Ele prosseguiu, ‘Todos nós também vivemos entre eles outrora, andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos’. Graças a Deus isso é o que nós éramos, e não o que somos! E graças a Deus que Ele, assim mesmo, achou conveniente fazer com que você e eu pertencêssemos a Ele” (RICHARDS, Lawrence O. Comentário Devocional da Bíblia. Rio de Janeiro: CPAD, 2012, pp.855,56).

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SALVOS PELA GRAÇA MEDIANTE A FÉ

A salvação é um presente maravilhoso de Deus à humanidade. Não é fruto da engenhosidade dos filhos dos homens, mas do planejamento do Pai (Ef 1.4-6); não é conquistada por esforços pessoais de homens e mulheres bem-intencionados, mas ofertada gratuitamente pelo incalculável preço pago com o sangue de Jesus Cristo, o Filho (Ef 1.7-12). Essa salvação é aplicada e confirmada pelo Espírito Santo, o qual nos marcou como propriedade de Deus, sendo Ele mesmo a garantia de que receberemos o que Deus prometeu ao seu povo (Ef 1.13,14).

Paulo destaca que a salvação, do início ao fim, é obra de um Deus misericordioso e amoroso (Rm 5.8; Ef 2.4,5) que vem ao nosso encontro por intermédio de seu Filho Jesus Cristo. Se no passado estávamos mortos espiritualmente, no presente estamos vivos em Cristo. Agora pela graça de Deus somos salvos.

Em Efésios 2.8, o apóstolo ressalta que a graça, e não as obras, é a fonte da nossa salvação; caso contrário nós nos gloriaríamos em nossas próprias obras. Pois a graça é o favor de Deus para com aqueles que nada merecem. Entretanto, como bem afirmou o pastor Myer Pearlman: “uma dádiva precisa ser aceita. Como é que um homem aceita a salvação? Mediante a fé… A fé é a mão que recebe aquilo que Deus oferece”.

Como é possível observar, a salvação não pode ser comprada nem tampouco vendida pelos seres humanos. Ela não é uma moeda de troca, um bem negociável, mas um presente recebido pela fé das mãos de um Deus gracioso e que deve ser cuidado por nós.

Não se esqueça: você não é salvo porque é bom, bonito ou religioso, mas porque a graça de Deus revelada em Jesus o salvou. Valorize isso. Testemunhe dessa salvação. Não abra mão deste presente, é valioso demais para ser jogado na lata do lixo ou ser apagado como se faz com algo indesejado nas redes sociais.

AUXÍLIO DIDÁTICO

Professor, como nos tempos de Lutero, ainda hoje existem pessoas e instituições religiosas que tentam de alguma maneira comercializar a salvação e/ou a bênção de Deus. As indulgências do passado continuam sendo vendidas e compradas por centenas de religiosos na atualidade. No mercado da fé surge vassoura, cimento, rosa, tijolo, água, sabonete, lenço ungido com preços exorbitantes.

Entretanto, é preciso que você sedimente no entendimento dos alunos que nada que façamos é capaz de tornar a salvação um direito nosso, senão a graça de Deus. Reafirme na aula de hoje que a cura, a prosperidade e a salvação não podem ser compradas. Elas são dádivas de Deus aos homens.

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UMA VIDA DE AMOR E DE BOAS OBRAS

Se é verdade que não fomos salvos porque praticamos boas obras, também é verdade que somos salvos para praticar as boas obras. Pois são por elas que demonstramos nosso amor, gratidão e serviço a Deus e aos homens. Paulo deixa isso claro quando diz que “em nossa união com Cristo Jesus, ele nos criou para que fizéssemos as boas obras que eleja havia preparados para nós” (2.10). A prática das boas obras não é uma opção para os salvos, mas um compromisso com o Deus que nos salvou.

Jesus, no sermão da montanha, disse aos seus discípulos que eles deveriam ser o “sal da terra” e a “luz do mundo” (Mt 5.13,14). Essas alegorias revelam o compromisso que Jesus espera de seus seguidores para com o mundo. Eles devem exercer influência positiva, contagiante e transformadora tanto na terra que está em estado de deterioração como no mundo marcado por profundas trevas, por causa do pecado; devem praticar boas obras para que os homens as vejam e glorifiquem ao Pai que está nos céus (Mt 5.16).

O Pai deve ser glorificado não apenas com mensagens virtuais, mas acima de tudo com atitudes reais na vida. Essa influência só será possível com um engajamento radical de nossa parte. Precisamos tornar nossa vida um instrumento de glorificação a Deus e de serviço ao próximo. Devemos utilizar toda nossa capacidade intelectual, criativa, emocional e física para o Reino de Deus. Nossas relações, sejam interpessoais ou virtuais, devem revelar Cristo.

O nosso compromisso deve ser integral; precisamos cuidar não só do próximo, mas também da terra que o Senhor nos deu (Gn 2.15); precisamos orar e respeitar tanto as autoridades, como nossos pais (Ef 5); devemos falar a verdade na igreja, mas também na escola, no trabalho, em casa. A nossa luz precisa brilhar em todos os lugares onde as trevas do pecado estão a dominar.

AUXÍLIO TEOLÓGICO

Professor, embora ainda hoje a Igreja Católica Apostólica Romana defenda a salvação pelas obras, é importante reafirmarmos que fomos salvos pela graça de Deus para praticarmos boas obras. Razão pela qual destacamos um texto do apologista cristão Dr. Norman Geisler para reflexão em sala de aula com seus alunos: “[…] o Catolicismo falha em não reconhecer a importante diferença entre obras para a salvação e obras que surgem a partir da nossa salvação.

Nós não fazemos nada para obter a salvação; fazemos boas obras porque já recebemos a salvação. Deus opera a salvação em nós por meio da sua justificação, e nós ‘operamos a nossa salvação com temor e tremor’ pela sua graça (cf. Fp 2.12,13)” (GEISLER, Norman. Teologia Sistemática. Vol.2. Rio de Janeiro: CPAD, 2010, p.237).

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Recapitulando

Mortos em nossos pecados decorrentes completamente de nascer quadros ao desafio de viver segundo a boa, perfeita e agradável à vontade de Deus. Mas a morte de Jesus nos deu condição de experimentar a graça do bondoso pai. Hoje temos paz com Deus e somos desafiados a viver em paz com os homens. Fomos salvos para manifestar o amor de Deus, E isso fazemos através das boas obras. Que Deus nos abençoe em Cristo e nos dê condições de continuar o ministério da Reconciliação deixada por Cristo à igreja (2 Co 5.17-21).

Refletindo

1.  Quais os três aspectos abordados por Paulo quanto a nossa condição antes de confessarmos Cristo como Senhor da nossa vida? (1)  estávamos espiritualmente mortos, (2) seguimos o mal caminho deste mundo e (3) vivíamos de acordo com a nossa natureza humana fazendo o que o nosso corpo e a nossa mente queria.

2. A salvação é pela fé ou pela graça? Pela graça por meio da Fé.

3.  No contexto da Salvação, o que é a fé, segundo o pastor Myer Pearlman ? É a mão que recebe aquilo que Deus oferece.