EBD | 3° Trimestre De 2026 | EDITORA BETEL | TEMA: PROVERBIOS: SABEDORIA QUE EDIFICA A VIDA – Principios divinos que moldam o carater, fortalecem a fé e abençoam a familia. | Escola Bíblica Dominical | Lição 07: Provérbios a arte de viver com sabedoria
TEXTO ÁUREO
“O caminho do tolo é reto aos seus olhos, mas o que dá ouvidos ao conselho é sábio”,
Provérbios 12.15
VERDADE APLICADA
Andar em Espírito nos guia ao discernimento e à aplicabilidade dos conselhos da Palavra
de Deus em todas as áreas da vida
OBJETIVOS DA LIÇÃO
Compreender a importância do planejamento financeiro.
Ressaltar os problemas de envolver-se com más companhias.
Reconhecer que Deus não nos criou para sermos escravos de vícios.
TEXTOS DE REFERÊNCIA
PROVÉRBIOS 22
17- Inclina o teu ouvido, e ouve as palavras dos sábios, e aplica o teu coração à minha ciência.
18- Porque é coisa suave, se as guardares nas tuas entranhas, se aplicares todas elas aos
teus lábios.
19- Para que a tua confiança esteja no Senhor, a ti tas faço hoje, sim, a ti mesmo.
20- Porventura não te escrevi excelentes coisas acerca de todo o conselho e conhecimento,
21- Para te fazer saber a certeza das palavras de verdade, para que possas responder palavras
de verdade aos que te enviarem?
22- Não roubes ao pobre, porque é pobre, nem atropelos na porta ao aflito.
LEITURAS COMPLEMENTARES
SEGUNDA | Pv 11.15 Advertência sobre ser fiador.
TERÇA | Pv 21.5 0 planejamento financeiro produz paz.
QUARTA | Sl 1.1,2 Aviso sobre as más companhias
QUINTA | 1Co 15.33 Más companhias corrompem os bons costumes.
SEXTA | 1Co 6.10 Os que alimentam vícios não herdarão o Reino de Deus.
SÁBADO | Pv 14.30 A inveja é a podridão dos ossos.
HINOS SUGERIDOS: 96, 364, 560
MOTIVO DE ORAÇÃO – Ore para que possamos viver segundo as orientações do Senhor.
ESBOÇO DA LIÇÃO
Introdução
1- Conselhos sábios sobre finanças
2- Conselhos sábios sobre más companhias
3- Conselhos sábios evitam comportamentos
destrutivos
Conclusão
INTRODUÇÃO
Nesta lição, à luz do Livro de Provérbios, veremos a relevância de identificar e aplicar, com a ajuda do Espírito Santo, os conselhos da Palavra de Deus na organização da vida financeira e na construção e manutenção de laços de amizade. Analisaremos ainda práticas e comportamentos que atrapalham a caminhada cristã e, portanto, devem ser evitados.
PONTO DE PARTIDA – Lições para uma vida bem sucedida.
1- O Conselhos sábios sobre finanças
A gestão financeira é importante para evitarmos problemas nesta área, mas costuma ser
deixada de lado por muitos crentes. A Bíblia, porém, nos proporciona princípios práticos para aplicarmos às nossas finanças, e um deles é administrá-las com sabedoria (Pv 21.5). Seguir os princípios preciosos encontrados no Livro de Provérbios nos leva a exercer a mordomia dos bens que Deus nos confiou de maneira inteligente, sábia e abençoadora.
1.1. Finanças: planejamento e controle. Evitar o desperdício é um princípio básico na gestão financeira, inclusive se considerarmos a possibilidade de passar por alguma escassez (Pv 13.11). Para isso, devemos evitar gastos supérfluos e administrar nossos recursos assertivamente. O planejamento adequado é ainda mais necessário nos dias atuais, pela oferta e a facilidade de adquirirmos bens e serviços muitas vezes desnecessários. Quem trabalha com casais logo percebe como a falta de controle e planejamento financeiro afeta o casamento; sendo, inclusive, uma das principais causas de conflitos e desentendimentos. Portanto, manter o controle, sem se tornar avarento, é um desafio a ser enfrentado.
Bispo Abner Ferreira (2020,1° trimestre, L. 6): “É evidente que a realização do casamento e a lua de mel são momentos marcantes na vida do casal. É natural que desejem organizar uma festa especial e uma viagem após a cerimônia. Porém, o ideal é que tudo seja planejado com antecedência, inclusive no aspecto financeiro. A Bíblia recomenda prudência para não
contrair dívidas acima da capacidade financeira (Pv 22.26,27). Para tanto, o casal precisa agir com planejamento, análise, sinceridade e transparência. Os jovens casais têm sido tremendamente influenciados e pressionados pelo consumismo e pelo marketing. É preciso prudência e domínio próprio’
1.2. Presos no ciclo das dívidas. A Bíblia nos orienta a ter prudência para não cairmos no atoleiro das dívidas. Em Provérbios 22.7, lemos que quem toma emprestado é escravo de quem empresta. Daí o alerta sobre o assunto. Infelizmente, muitas pessoas cedem à tentação do consumo excessivo. E, quando aparecem despesas inesperadas e urgentes, precisam pedir dinheiro emprestado, ficando endividadas. Isso significa que a sabedoria está em evitar gastos desnecessários e, em caso de dívidas, priorizar pagá-las logo que possível.
Bispo Abner Ferreira (2024, p.279). “Em termo de análise, podemos dizer que um dos maiores vilões no controle financeiro de uma pessoa é a falta de disciplina. O excesso de gastos e a falta de um projeto financeiro sólido e disciplinado são fatores de risco na vida de qualquer pessoa. Tal visão possibilita o entendimento de que, para manter um orçamento saudável, a disciplina nos gastos é um caminho eficaz. Vale a pena mencionar que quem é disciplinado financeiramente nunca gasta mais do que ganha. É oportuno lembrar que a disciplina é uma coluna muito importante não apenas para alcançar o sucesso financeiro, mas também em todos os nossos projetos. Sem disciplina, é impossível chegar ao sucesso do planejamento estabelecido’.
1.3. O risco de ser fiador. “Fiador” é “quem responde por outro; que assume o pagamento de uma dívida, se o devedor não pagar” (Houaiss, 2011, p.436). No Livro de Provérbios, somos advertidos sobre essa prática. O sábio nos diz que o fiador do estranho acabará sofrendo
(Pv 11.15). Em Provérbios 6.1-5, aprendemos que é preciso prudência quanto à aplicação dos recursos financeiros que temos sob nossa responsabilidade. A generosidade não anula a importância do cuidado no gerenciamento dos compromissos que nos são apresentados.
A. J. Higgins (2013, p.229): “Mais uma vez, mordomia sábia é o tema deste provérbio. O Velho Testamento não proíbe emprestar dinheiro. De fato, o hebreu consciencioso deveria cuidar do seu irmão e emprestar sem cobrar juros do seu empréstimo (Dt 23.19). O perdão de todas as dívidas, todo sétimo ano, também equilibra a tendência natural de negociar com dinheiro na expectativa de lucrar com juros. O aviso aqui, é sobre o perigo de se tomar fiador sem ter como pagar’
EU ENSINEI QUE
Devemos evitar o desperdício e ser criteriosos com nossas finanças.
2- O Conselhos sábios sobre más companhias
O discípulo de Cristo deve estar atento aos seus relacionamentos interpessoais para não ser levado a se afastar dos caminhos do Senhor (Pv 1.10-19). O Apóstolo Paulo alertou a Igreja a não se deixar enganar, pois as más companhias corrompem os bons costumes (1Co 15.33). E Salomão advertiu: “Filho meu, se os pecadores, com brandícias, te quiserem tentar, não consintas’ Pv 1.10.
2.1. Cuidado com as más companhias. Apesar de seus conselhos sábios, Salomão, em sua velhice, escolheu a companhia de esposas idólatras, as quais desviaram seu coração para deuses estrangeiros. Ele, então, afastou-se do Senhor, Deus também de Davi, seu pai (1Rs 11.4). Esse é um triste exemplo do risco das más companhias e do convívio intenso com quem pode nos levar para longe do Reino Eterno.
Vivemos em dias em que muitos tentam influenciar crianças, adolescentes e jovens a se afastarem dos caminhos do Senhor. A Bíblia adverte que “as más companhias corrompem
os bons costumes” (1Co 15.33) e que “há caminhos que parecem certos, mas terminam em morte” (Pv 14.12). A sedução do erro é sempre disfarçada: promete prazer imediato, mas oculta suas consequências (Hb 3.13). O pecado oferece liberdade, mas escraviza (Jo 8.34); promete vida, mas conduz ao vazio (Rm 6.23). Por isso, os jovens precisam estar firmados na verdade, guardando a Palavra no coração para não pecarem contra Deus (S1119.9,11) e permanecendo atentos às instruções do Senhor (Pv 1.10).
2.2. A escolha das amizades. As amizades certas elevam a nossa fé, pois nos aproximam de Deus. Por outro lado, amizades com pessoas que não O conhecem devem ser bem administradas, pois podem ser um convite para nós nos afastarmos dEle. Portanto, devemos cultivar amizades sinceras, mas nunca nos afastar de Deus por causa delas: “O justo é um guia para o seu companheiro, mas o caminho dos ímpios os faz errar’; Pv 12.26.
R.N. Champlin (2001) comenta sobre os amigos de Deus: “Observamos o tipo de Condescendência com que nosso Senhor compartilhava sua amizade pessoal com os discípulos, Jesus chamou de amigos’ os Seus apóstolos (ver João 15.14-15 e Lucas 12.4). […] Compare-se com isso a declaração neotestamentária de que Abraão eraamigo de Deus’ (Tg 2.23)”.
2.3. Caminhando com o Deus de Israel. A vida espiritual se define pela direção que escolhemos seguir. Não existe neutralidade: ou caminhamos com Deus ou nos afastamos dEle (Mt 6.24). Enoque decidiu andar em comunhão com o Senhor, e essa escolha marcou sua história (Gn 5.24). Assim como ele, somos chamados a escolher diariamente a presença de Deus, porque Seu caminho é proteção e segurança para os justos (Pv 10.29). Caminhar com o Senhor não nos isenta de desafios, mas garante que não estaremos sozinhos, pois Ele promete dirigir nossos passos (Sl 37.23) e conduzir-nos pelo caminho da vida (Sl 16.11).
A. J. Higgins (2013, p.109): “Os caminhos soberanos de Deus fornecem uma tremenda fonte de força ao cristão. Ele está consciente de que tem um Deus que não só é Todo-Poderoso,
mas também é bom e justo. Como o salmista, ele pode descansar na grande verdade: `Tu és bom e abençoador’ (Sl 119.68)”
EU ENSINEI QUE:
As amizades certas elevam a nossa fé, porque nos aproximam de Deus.
3- Conselhos sábios evitam comportamentos destrutivos
Tudo que escraviza e nos faz abrir mão de nossos valores destrói a imagem e semelhança de Deus em nós. Os vícios dominam o ser humano, que perde o controle de suas ações; assim, fica tão sem defesa quanto uma cidade sem muralhas (Pv 25.28). Quem não governa a si
mesmo fica vulnerável ao pecado e à ruína.
3.1. O vício em pornografia. A pornografia imprime imagens na mente de quem a consome, tornando-se um vício tão destrutivo quanto qualquer outro. Esse tipo de comportamento ofende a Santidade de Deus, ou seja, consumir pornografia é pecado. Portanto, para que haja restauração, a pessoa deve experimentar o arrependimento bíblico, que envolve reconhecimento, confissão e mudança de vida (1Jo 1.9). Como alertou o sábio, quem alimenta essa prática não tem juízo e está destruindo a si mesmo (Pv 6.32). Entre os malefícios da pornografia estão: dificuldade de estabelecer relacionamentos sérios e duradouros; busca constante por prazer imediato; problemas nos relacionamentos sociais. Diante desses fatos, devemos repudiar qualquer tipo de pornografia e fugir dos embaraços e pecados que tão de perto nos rodeiam.
Pastor Valdir A. Oliveira (2024, 1° trimestre, L. 7): “A vigilância deve ser a marca registrada do cristão. Um simples vacilo pode nos custar a fé, a vida espiritual e pôr tudo a perder. Há um grande perigo em cedermos à tentação e cairmos em pecado. Na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca (Mt 26.41). É necessário estarmos revestidos da Armadura de Deus, não apenas de algumas partes, mas de todas elas (Ef 6.11); assim, todas as áreas da nossa vida estarão protegidas contra as “astutas ciladas do diabo” , vício de difamar o outro.
3.2. A difamação é usada para ofender e caluniar o próximo. Quem recorre a ela mostra
Um caráter perverso, porque se agrada de fofocas e intrigas. Sobre a difamação, lemos no Livro de Provérbios: “O que encobre o ódio tem lábios falsos, e o que difama é um insensato”, Pv 10.18. Atitudes assim separam até os melhores amigos (Pv 16.28), por isso sofrerá o juízo divino a pessoa que fala mal de quem não está presente para se defender (S1 101.5).
A. J. Higgins (2013, p.107): “Este não é um provérbio antitético, pois a segunda parte do Provérbio reforça ou acrescenta algo à primeira parte. Tanto o homem que esconde o ódio
com lábios mentirosos e o homem que difama o próximo são tolos. Portanto, aqui vemos tanto a hipocrisia como a malícia. Um homem faz de conta que tudo está bem; o difamador diz o que considera ser verdade. Entretanto, ambos são descritos como insensatos. A ligação dessas duas afirmações pode nos fazer questionar se o que temos aqui é realmente a difamação como uma expressão do ódio, enquanto a hipocrisia é o ódio escondido.
3.3. O vício da embriaguez. Deus condena veementemente o vício da embriaguez: “O vinho é escarnecedor, e a bebida forte, alvoroçadora; e todo aquele que neles errar nunca será sábio’; Pv 20.1. Quem se entrega ao álcool perde o autocontrole, fala tolices, toma decisões
destrutivas e abre portas para a pobreza, as brigas e a ruína moral. O sábio foge da bebedice, que afasta o homem do Senhor e o leva à vergonha e à morte precoce (Pv 23.29-35).
Na Epístola aos Efésios 5.18, Paulo apresenta um contraste entre a embriaguez provocada pelo vinho, que proporciona uma sensação momentânea de prazer, e a Plenitude do Espírito, que gera alegria duradoura. O ato de se embriagar com vinho remete ao estilo de vida
anterior e aos prazeres pecaminosos. Em Cristo, experimentamos uma alegria que é superior, mais sublime e estável, capaz de aliviar os aborrecimentos da vida, os enfados e o desânimo espiritual.
EU ENSINEI QUE:
Tudo que escraviza e nos faz abrir mão de nossos valores destrói a imagem e semelhança de
Deus em nós.
CONCLUSÃO
A sabedoria como resultado do temor do Senhor nos conduz a conhecer e aplicar os conselhos da Sua Palavra na administração das finanças, na seleção das amizades e no discernimento e abandono de práticas e comportamentos prejudiciais ao nosso crescimento e desenvolvimento em Cristo.
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