EBD | 1° Trimestre De 2026 | Editora Jovens Betel | TEMA: O SERMÃO DA MONTANHA – As Bem-Aventuranças do Reino | Escola Bíblica Dominical | Lição 03: Bem-Aventurados os pobres de espírito
VERSÍCULO DO DIA
“Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus” Mt 5.3
Texto de Referência: Sl 34.6
OBJETIVOS DA LIÇÃO
Compreender o significado da expressão “pobre de espírito”;
Ressaltar que confiar somente em Deus é uma atitude de humildade;
Conhecer a bênção prometida aos pobres de espírito.
VERDADE APLICADA
Felizes são os que adotam uma postura de humildade diante da vida, independente de condição material ou méritos pessoais, pois recebem a bênção de pertencer ao Reino de Deus.
MOMENTO DE ORAÇÃO
Ore para que possamos ser pobres de espírito, tendo nossa confiança somente em Deus.
LEITURA SEMANAL
Seg | Pv 16.19 Melhor é ser humilde de espírito.
Ter | Fp 2.7 Jesus nos deixou um legado de humildade.
Qua | Pv 22.4 O galardão do humilde.
Qui | Pv 11.2 Com os humildes se encontra a sabedoria.
Sex | Mq 6.8 Ande humildemente com o seu Deus.
Sáb | Tg 4.6 Deus abençoa os humildes e resiste aos soberbos.
INTRODUÇÃO
A expressão “pobres de espírito” refere-se àqueles que reconhecem sua incapacidade de alcançar a Salvação por méritos próprios. É a postura humilde de quem abre mão do orgulho, da auto-suficiência e da confiança em si mesmo para colocar-se inteiramente na dependência de Deus.
Ponto-Chave
“Os pobres de espírito conservam uma postura humilde diante das muitas demandas da vida, pois se despojam de si mesmos ao reconhecer sua necessidade e dependência de Deus.”
1- O QUEM SÃO OS POBRES DE ESPÍRITO?
Os pobres de espírito são as pessoas que cultivam um coração humilde, reconhecem suas limitações e buscam a Deus com sinceridade. Isso envolve admitir pecados, depender da Graça divina em todas as áreas da vida e valorizar o relacionamento com Deus acima das conquistas pessoais.
1.1. As características dos pobres de espírito. O Bispo Abner Ferreira (Ser Relevante. RJ: Editora Betel, 2022, p.16) afirma que: “No Sermão da Montanha, a pobreza não é vista propriamente como falta de bens materiais, mas como uma necessidade da alma em relação à dependência de Deus”. Os pobres de espírito compreendem que, longe de Deus, estão espiritualmente perdidos. Além disso, eles vivem com a certeza de que a verdadeira riqueza está em Deus e não em bens materiais e status. Assim, essas pessoas enfrentam as dificuldades da vida priorizando os valores espirituais do Reino.
1.2. A recompensa dos pobres de espírito. Ao proferir que os pobres de espírito são bem-aventurados, Jesus causou um grande desconforto entre os fariseus e mestres da Lei, que eram arrogantes e presunçosos por se considerarem mais justos que os demais. O convite de Jesus foi para que eles tivessem um coração humilde, sem apego às coisas do mundo, porque esse é o tipo de atitude que nos garante como recompensa o Reino dos Céus (Mt 5.3).
Refletindo
“Pobre espírito refere-se à profunda humildade de reconhecer a absoluta falência espiritual de si mesmo quando separados de Deus.” John MacArthur
2- A VIRTUDE DE SER POBRE DE ESPÍRITO
Jesus inicia o Sermão da Montanha falando dos pobres de espírito. O mundo exalta o orgulho, a autoconfiança e a busca por poder e riqueza, mas Jesus nos ensina que a verdadeira bem-aventurança vem de um espírito humilde, que se submete a Deus. Os pobres de espírito manifestam humildade em atitudes de amor e serviço, colocando as necessidades do próximo acima das suas.
2.1. Ser pobre de espírito é reconhecer que tudo vem de Deus. de Ser pobre de espírito é não se vangloriar conquistas materiais nem exaltar a si mesmo por isso. Para John Wesley (Sermão da Montanha. SP: Editora Vida, 2012, p.69): “Aquele que é pobre de espírito não depende de suas posses materiais. Não consegue dizer: “Sou rico e abastado em bens; de nada careço. Ou seja, mesmo se esforçando e fazendo jus às suas realizações pessoais, o pobre espírito dá toda honra e glória ao Senhor. Ele sabe que o problema não está em conquistar e crescer na vida, mas em alimentar a soberba e colocar as coisas terrenas no lugar das coisas do Reino.
2.2. Ser pobre de espírito é confiar em Deus. Segundo comenta o Bispo Abner Ferreira (Revista Betel Dominical. 3° Trimestre de 2022. L. 2): “Para os hebreus, pobre é o humilde que põe toda a sua confiança em Deus. É nesse mesmo sentido que, em vários Salmos, o pobre é apresentado como alguém humilde que coloca sua esperança e confiança em Deus (Sl 9.18; 34.6; 68.10; 72.4; 107.41; 132.15)”. Assim, conforme ensinado nas Bem-Aventuranças ser pobre de espírito é reconhecer nossa total dependência de Deus, confiando plenamente em Sua providência e graça. É abrir mão do orgulho e da autossuficiência, buscar a vontade de Deus acima de tudo e encontrar paz na promessa de Jesus: “Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus”, Mt 5.3.
3- O REINO DE DEUS É UMA REALIDADE PRESENTE E FUTURA
Num certo aspecto, o Reino de Deus já existe na experiência daqueles que creem em Jesus Cristo, mas continuará se desenvolvendo até que atinja sua consolidação completa e categórica no momento que Cristo retornar majestosamente.
3.1. O aspecto presente do Reino de Deus. O Reino de Deus é uma realidade espiritual que está presente na vida dos discípulos de Cristo, dos que creem nEle de todo o coração (Rm 10.9). Livres do pecado pela Graça de Deus somos chamados a viver uma vida que O honra. Agora, libertos das garras do diabo, somos conduzidos ao “Reino do Filho do seu amor” (Cl 1.13). Viver de maneira que honre a Deus implica submeter todos os aspectos da nossa vida aos ensinamentos e princípios divinos encontrados na Sua Palavra. Com base nessa experiência de Salvação, podemos concluir que cada indivíduo que renasce em Cristo Jesus passa a ser norteado pelo Espírito Santo e, por isso, sua vida é dirigida pelos princípios do Reino (Ef 2.10).
3.2. O aspecto futuro do Reino de Deus. Já recebemos a prévia do Reino, mas seguimos esperando pela sua finalização. A perspectiva futura do Reino de Deus está associada ao domínio milenar de Cristo na Terra durante a Sua Segunda Vinda em grande esplendor (1Co 15.22). Paulo nos diz na Carta aos Romanos que até mesmo a criação inanimada “aguarda” por esse sub-lime dia (Rm 8.19-22). No momento estabelecido pelo Senhor, esse acontecimento não nos pertence, por isso permanece desconhecido para todas as pessoas (At 1.7). Quando o Reino de Deus se realizar em sua totalidade, a vontade divina será atendida completamente no Universo restaurado.
SUBSÍDIO PARA O EDUCADOR
A pobreza de espírito, portanto, é um justo senso de pecado interior e exterior. É o reconhecimento da nossa verdadeira culpa e impotência. Esse é o primeiro passo que damos na corrida espiritual à nossa frente. Alguns perverteram isso num orgulho do próprio pecado. Querem que tenhamos orgulho de saber que merecemos a condenação, mas a expressão de Jesus é de natureza inteiramente diferente. Ele nos ensina sobre a nossa carência total, o nosso pecado desnudo e a nossa culpa e miséria desesperadora. [..] Assim é que a verdadeira espiritualidade começa exatamente onde termina a moralidade pagã. Começa com a pobreza de espírito e a convicção do pecado. John Wesley. O Sermão da Montanha. SP: Editora Vida, 2012, p.71).
CONCLUSÃO
A bem-aventurança de ser pobre de espírito nos convida a uma transformação profunda, sendo a humildade e a confiança em Deus a base da nossa existência. Ao reconhecer nossa fragilidade e dependência do Criador, abrimos o coração para receber o Reino dos Céus, prometido aos que se entregam plenamente à Sua vontade. Ser pobre de espírito não se refere a nenhuma privação, mas à libertação que nos conduz à verdadeira riqueza: a comunhão eterna com Deus.
Complementando
Os pobres de espírito reconhecem sua dependência de Deus (Pv 3.5,6; Sl 40.17); são humildes no trato com o próximo (Fp 2.3); tremem diante da Palavra de Deus, rejeitando o orgulho e a autossuficiência (Is 66.2) e têm plena confiança em Deus (Sl 37.5), por isso se submetem à Sua orientação e aceitam os Seus caminhos (Tg 4.10). Resumindo, ser pobre de espírito é adotar uma postura de humildade diante da vida e de confiança em Deus.
Eu ensinei que:
Reconhecer nossa dependência de Deus acima de qualquer condição terrena nos faz bem-aventurados, uma vez que dos pobres de espírito é o Reino dos Céus.
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