Lição 09: Uma Parábola sobre Israel | 2° Trimestre De 2024 | EBD – Adolescentes

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OBJETIVOS

ENSINAR sobre a importância do arrependimento;
EXPLICAR o significado e a mensagem da parábola para Israel e para a Igreja;
REFLETIR sobre a importância de termos uma vida de propósito com Deus e uma vocação ministerial frutífera.

LEITURA BÍBLICA

Lucas 13.6-9

A MENSAGEM

“E a natureza gloriosa do meu Pai se revela quando vocês produzem muitos frutos e assim mostram que são meus discípulos.” João 15.8

DEVOCIONAL

Segunda » Sl 1.1-3
Terça » Jo 15.1-5
Quarta » Lc 9.23,24
Quinta » 2 Pe 3.9
Sexta » At 3.19
Sábado » Mc 11.20-22

EI PROFESSOR!

No livro “Liderando Adolescentes lemos que “o ativismo religioso geralmente está vestido de serviço ao Reino de Deus; porém, aos poucos, toma todo o tempo dos líderes, limitando os períodos de oração, meditação na Palavra e de adoração a quase nada. E isso é fatal. É impossível ser um líder cristão sem ter comunhão com Jesus. De forma que cada um, independentemente dos seus anos de experiência, precisa zelar pelo seu relacionamento com Deus. É necessário ter momentos regulares de oração e amar as Escrituras. É preciso buscar o Espírito Santo”. E estes princípios são fundamentais para termos frutos no ministério do ensino cristão. Por isso, revise sua agenda e garanta que Deus recebe o melhor do seu tempo.

PONTO DE PARTIDA

Os anos de 2020 e 2021 foram atípicos na história da humanidade. Fomos assolados pela pandemia da Covid-19 que matou centenas de milhares de pessoas, em diversos países. Muitos viram tal situação como um juízo de está sobre os seres humanos, outros como uma consequência do pecado do homem. Seja como for, antes de tentarmos encontrar um culpado, ou melhor, um agente causador de tal mal e justificarmos que a morte de algumas pessoas foi punição de Deus, precisamos fazer exatamente o que Jesus nos ensinou no texto que estudaremos hoje. Diante de calamidades que ocorreram naquela época. Jesus convocou o povo a refletir e se arrepender dos próprios pecados.

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VAMOS DESCOBRIR

Imagine que você fosse um dono de uma empresa e ficasse sabendo que um dos seus funcionários é improdutivo. Você o chama para conversar e fica esperando que ele mude de comportamento. Porém, para sua tristeza, nada mudou. Ele continua sem trabalhar. O que você faria? Daria uma nova oportunidade ou o demitiria? Na aula de hoje falaremos sobre a paciência de Deus diante da improdutividade do seu povo e seu convite ao arrependimento e a mudança de comportamento.

HORA DE APRENDER

Quando uma pessoa é tomada por desânimo espiritual, isso faz com que ela se torne insensível às coisas do Espírito e infrutífera em sua vida. Na aula de hoje, trabalharemos o antídoto desse mal: um chamado urgente ao arrependimento sincero e à frutificação no Reino.

I – UMA ADVERTÊNCIA SOBRE O ARREPENDIMENTO

O capítulo 13 do Evangelho de Lucas começa com algumas pessoas abordando Jesus para falar sobre o massacre promovido por Pilatos (o governador romano da Judéia) contra algumas pessoas da Galileia, no momento em que sacrificavam no tempo de Jerusalém (v.1). Logo em seguida, Jesus lhes relembra o trágico episódio acontecido no bairro de Siloé, onde uma torre caiu e dezoito pessoas foram a óbito (v.4). Jesus, então, aproveita essas duas tragédias para advertir seus ouvintes sobre a necessidade de olharem para suas próprias vidas e se arrependerem dos seus pecados enquanto há tempo (vv.3,5).

A grande questão levantada por Jesus é que precisamos fazer uma autoanálise da vida que estamos vivendo e sermos sinceros diante de Deus. O pecado, por menor que seja ou inofensivo que pareça aos nossos olhos, é sempre uma afronta à santidade de Deus e, por isso, é grave e requer imediato arrependimento, caso contrário, no tempo oportuno, o juízo do Deus santo virá sobre nós. Aceitemos, diariamente, o convite ao arrependimento do Evangelho do Senhor Jesus Cristo (Mt 3.2,8; Mc 6.12).

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I – AUXÍLIO DEVOCIONAL

“Jesus explicou que o sofrimento não tem nada a ver com o estado espiritual da pessoa. Na verdade, todas as pessoas são pecadoras, e, a menos que se arrependam, todas irão perecer. Isto não quer dizer que todos serão mortos dessa maneira. Isto pode querer dizer que a morte será súbita, sem uma segunda oportunidade para o arrependimento, ou que os ouvintes de Jesus iriam sofrer nas mãos dos conquistadores romanos (o que aconteceu com toda a nação em 70 d.C., quando Jerusalém foi destruída e milhões de judeus foram mortos). Assim como o sofrimento não é um indicador do estado espiritual de um indivíduo, tampouco é a tragédia. […] Ao invés de culpar outras pessoas, cada um deveria considerar o seu próprio dia do julgamento. O fato de que uma pessoa morra em um trágico acidente, ou sobreviva milagrosamente, não é uma medida de justiça” (Comentário do Novo Testamento – Aplicação Pessoal (Vol.1). Rio de Janeiro: CPAD, 2010, p.412)

II – UMA DEMONSTRAÇÃO DE PACIÊNCIA

De acordo com a parábola, o dono de uma terra tinha uma expectativa para a figueira cultivada no meio de sua plantação de uvas (Lc 13.6). Ela tinha tudo que precisava para dar frutos no tempo determinado. Entretanto, para a tristeza do dono da terra, aquela que deveria produzir em abundância não dava nenhum sinal de frutos. Muito paciente, o dono, com suas expectativas frustradas, declara seu descontentamento: “[…] Já faz três anos seguidos que venho buscar figos nesta figueira e não encontro nenhum […]” (v.7). Decidido a cortá-la, o dono aceita a intervenção do trabalhador da vinha que pede por mais um tempo de tolerância, ou seja, uma segunda chance para a árvore infrutífera (v.8).

Essa parábola faz referência ao povo de Israel, que obstinadamente escolheu rejeitar o Messias enviado por Deus. Durante sua primeira vinda à Terra, Jesus foi ignorado, perseguido e morto. Ele convocou seus compatriotas ao arrependimento e demonstrou com atitudes concretas o amor e a misericórdia do Pai, mas eles se recusavam a dar frutos para Deus. Mas, segundo o texto bíblico, o nosso Deus tem demonstrado paciência: “[…] porque não quer que ninguém seja destruído, mas deseja que todos se arrependam dos seus pecados” (2 Pe 3.9). Se não fosse a misericórdia paciente de Deus e a intercessão de Cristo tanto por Israel, quanto pela Igreja e pela humanidade, já teríamos perecido. Todos nós recebemos uma segunda oportunidade de Deus e não devemos desprezá-la. Não podemos abusar de sua santa paciência, pois como está explícito na parábola, onde falta arrependimento, o juízo é inevitável.

O dono da figueira atende ao pedido do trabalhador e estende o tempo da paciência. Entretanto, ele é claro, diante da oportunidade concedida: “Se no ano que vem ela der figos, muito bem. Se não der, então mande cortá-la” (Lc 13.9). Essa história ilustra que, embora Deus seja gracioso e misericordioso ao dar ao seu povo tempo poro se arrepender, vir até Ele e crescer nELe, a sua paciência não durará para sempre.

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II – AUXÍLIO DIDÁTICO

“De acordo com Levítico 19.23 deveriam se passar três anos até que o fruto de uma figueira fosse ritualmente “limpo”, e pudesse ser comido. Portanto, o dono da terra havia plantado a árvore há cerca de seis anos. Tudo indica que a árvore era permanentemente estéril. O problema é que as figueiras tiram da terra quantidades extremamente grandes de minerais, fazendo com que as outras plantas morram de fome. Era apenas uma questão de prudência para o dono da terra ordenar a remoção da árvore inútil que exauria a terra sem fornecer nada em troca. […] Deus havia sentenciado Israel por não gerarem frutos; contudo, em sua graça, Ele fez muito mais do que alguém tinha o direito de esperar” (RICHARDS, Lawrence O. Comentário histórico-cultural do Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2007, p.171).

III – UM CONVITE À FRUTIFICAÇÃO

Como vimos, Deus procura frutos entre seus filhos. Toda tentativa permanente de desculpas para uma vida infrutífera será ineficaz, pois Ele nos conhece e tem nos dado todas as condições necessárias para frutificar no seu Reino. Ele nos deu sua Palavra, seu Espírito, sua presença, seu poder, por isso espera de nós muitos frutos (Jo 15.5-8), e jamais se contentará apenas com folhas e galhos, ou seja, com uma vida espiritual de aparência. Jesus disse: “Não foram vocês que me escolheram; pelo contrário, fui eu que os escolhi para que vão e deem fruto e que esse fruto não se perca” (Jo 15.16). É importante que entendamos que a frutificação espiritual depende fundamentalmente da nossa comunhão com Jesus Cristo (Jo 15.5). É preciso viver para glória de Deus, pois “quem põe os seus próprios interesses em primeiro lugar nunca terá a vida verdadeira; mas quem esquece a si mesmo por minha causa terá a vida verdadeira” (Lc 9.24).

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III – AUXÍLIO TEOLÓGICO

“A parábola afirma que a falta de produtividade é uma causa de juízo. Jesus apontou para o seu próprio ministério como sendo um tempo de protelação, de alerta, antes da vinda do juízo. Nos nossos dias temos pouca consciência do juízo e, seguramente, perdeu-se a ideia da época do juízo ou o senso de crise […]. Não sabemos quando seremos chamados a prestar contas das nossas vidas, mas precisamos recuperar a noção de que as nossas ações são realmente significativas e que o Evangelho inclui o juízo, a misericórdia e um chamado ao arrependimento e a uma vida produtiva.

A falta de frutos continua sendo motivo de acusação diante de Deus. Se o privilégio de sermos o povo de Deus não nos leva à produtividade, ele nos levará ao juízo. A Igreja cristã está enquadrada na acusação feita por essa parábola da mesma forma que Israel esteve” (SNODGRASS, Klyne. Compreendendo todas as parábolas de Jesus – Guia completo. Rio de Janeiro; CPAD, 2012, p.378).

CONCLUSÃO

O nosso Deus é misericordioso com os pecadores. Mas para aqueles que o rejeitam, Ele não será misericordioso para sempre. Haverá um dia que serão punidos os que vivem como se Ele não existisse. Por essa razão, somos chamados ao arrependimento sincero e verdadeiro e à uma vida marcada por frutos dignos da conversão que experimentamos.

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VAMOS PRATICAR

1- O que a parábola da figueira improdutiva ilustra? Ilustra que, embora Deus seja gracioso e misericordioso ao dar ao seu povo tempo para se arrepender, vir até Ele e crescer nELe, a sua paciência não durará para sempre.
2- Por que as desculpas para não vivermos uma vida frutífera são ineficazes? Porque Deus tem nos dado todas as condições necessárias para frutificar no seu Reino. Ele nos deu sua Palavra, seu Espírito, sua presença, seu poder.
3- Complete a frase abaixo conforme estudamos na lição:
Ele nos deu sua Palavra , seu Espírito , sua presença, seu poder , por isso espera de nós muitos frutos (Jo 15.5-8), e jamais se contentará apenas com folhas e galhos, ou seja com uma vida espiritual de aparência .

PENSE NISSO

Como você tem experimentado sua caminhada com Deus? Você está crescendo espiritualmente? Não importa quantos anos você tenha de cristão, sempre é um bom tempo para crescermos em intimidade com Deus, em conhecimento da Palavra e na vida de oração. É através dessas práticas que nos tornamos frutíferos no Reino de Deus.

SAIBA TUDO SOBRE A ESCOLA DOMINICAL:

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