EBD Pecc (Programa de Educação Cristã Continuada) | 1° Trimestre De 2026 | TEMA: EZEQUIEL – O Atalaia de Israel | Escola Bíblica Dominical | Lição 05: Ezequiel 12 e 13 – A Profecia Verdadeira e as Falsas Profecias
ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Em Ezequiel 12 e 13 há 51 versos. Sugerimos começar a aula lendo, com os alunos, Ezequiel 12.21-28 (5 a 7 min). A revista funciona como guia de estudo e leitura complementar, mas não substitui a leitura da Bíblia. Esta lição deve nos alertar para o discernimento da voz de Deus em meio a muitas vozes. É fundamental que você estimule seus alunos a fugir da idolatria que se manifestava na incredulidade do povo, a ponto de crerem em provérbios populares e falsas promessas de paz. Mostre que a verdadeira profecia se cumpre e se cumpre no tempo de Deus. À partir disso, incentiva a classe a praticar contínuo arrependimento, rejeitando mensagens que apenas agradam, mas não confrontam o pecado. Por fim, reforça a ideia de que Deus disciplina o seu povo e que os falsos profetas, ao oferecerem uma segurança ilusória, impediam – e ainda impedem – o povo de se arrepender e, por isso, seriam julgados juntamente com suas mentiras.
OBJETIVOS
Fugir da idolatria, Praticar contínuo arrependimento.
Saber que Deus disciplina o seu povo.
Saber que Deus exige exclusividade na adoração
PARA COMEÇAR A AULA
Proponha uma dinâmica rápida de “Verdadeiro ou Falso”. Faça três afirmações sobre Deus ou a vida cristã, sendo uma verdadeira, uma claramente falsa e outra que soe bem, mas seja enganosa. Peça para a turma identificar a falsa. Use a atividade para explicar que o povo no tempo de Ezequiel estava cercado por vozes enganosas (falsos profetas) e precisava aprender a discernir a verdadeira Palavra de Deus, um desafio que permanece atual, Será que podemos dar crédito a todas as vozes que falam sobre Deus?
LEITURA ADICIONAL
TRÊS DENÚNCIAS CONTRA A FALSA PROFECIA
Uma das razões por que o povo não se dispunha a crer nas advertências proféticas era a persuasão e intensidade dos “falsos profetas” que continuavam a manipulá-los com “coisas agradáveis” (Is 30.10), em vez de lhes contar a verdade intragável. Os profetas denunciados aqui por Ezequiel são aqueles com quem Jeremias teve de lutar em Jerusalém (cf. especialmente Jr 23.9-40). a) Primeira denúncia: os mensageiros auto- comissionados (13.1-9). v. 2. profetize contra os profetas de Israel, a maioria deles pertencia a escolas e ordens profissionais (chamados em dias antigos de “os filhos dos profetas”), alguns dos quais eram associados a santuários. b) Segunda denúncia: os que passam cal (13.10-16). O estado de Judá e Jerusalém é como o de um muro que está para cair; os falsos profetas, em vez de tomarem iniciativas corretivas, escondem as suas condições precárias ao cobri-lo com uma camada de cal e assim tornam o seu colapso ainda mais certo. c) Terceira denúncia: as caçadoras de almas (13.17-23). As mulheres contra as quais esse oráculo é dirigido profetizam pela sua própria imaginação (v. 17) como os seus correspondentes masculinos (v. 2), mas, em vez de ajudar o povo de Deus, elas enlaçam a vida do povo (v. 18,20) e assim precipitam a sua destruição. Livro: “Comentário Bíblico NVI: Antigo e Novo Testamento” (F. F. Bruce. Editora Vida, 2008, p. 1137-1138).
TEXTO ÁUREO
“Filho do homem, que provérbio é esse que vós tendes na terra de Israel: Prolongue-se o tempo, e não se cumpra a profecia? Ezequiel 12.22
Leitura Bíblica Com Todos: Ezequiel 12.21-28
Verdade Prática
A profecia de Deus é certa e se cumpre no tempo determinado; já a falsa profecia procede do homem, e não se cumpre.
INTRODUÇÃO
I- A PROFECIA VERDADEIRA 12.21-28
1- O fim do provérbio da demora 12.22
2- A profecia verdadeira se cumpre 12.25
3- A profecia se cumpre no tempo certo 12.28
II- OS FALSOS PROFETAS 13.1-16
1- Substituem a palavra divina pela humana 13.3
2- Enganam com falsas promessas 13.10
3- Devem ser rejeitados 13.15
III- AS FALSAS PROFETISAS 13.17.23
1- Encantamentos e superstições 13.18
2- Profecia como fonte de lucro 13.19
3- As falsas profetisas são desmascaradas 13.21
APLICAÇÃO PESSOAL
INTRODUÇÃO
Os capítulos 12 e 13 de Ezequiel tratam da diferença entre a verdadeira profecia, que vem do Senhor e se cumpre, e a falsa, que nasce do coração enganoso do homem e conduz ao erro. Assim, aprendemos que a autenticidade de uma profecia está no fato de ela proceder de Deus e se realizar no tempo determinado por Ele.
I- A PROFECIA VERDADEIRA (12.21-285)
Em Ezequiel 12.22-28, Deus confronta a incredulidade do povo e põe fim ao provérbio que zombava das visões proféticas, afirmando que a sua palavra não se atrasaria, mas se cumpriria. O verdadeiro profeta é aquele que transmite fielmente a palavra do Senhor, sem acrescentar nem diminuir. Ele não fala de si mesmo, mas daquilo que Deus lhe comunica.
1- O fim do provérbio da demora (12.22) Filho do homem, que provérbio é esse que vós tendes na terra de Israel: Prolongue-se o tempo, e não se cumpra a profecia?
O povo de Israel havia transformado sua incredulidade em ditado popular. O provérbio sobre a demora das visões expressava a convicção de que a palavra dos profetas não passava de ameaças vazias. Deus, porém, não toleraria que sua revelação fosse tratada como algo sem valor. O profeta Ezequiel é enviado para anunciar que esse provérbio seria abolido, porque o tempo do cumprimento da palavra havia chegado. Esse episódio nos mostra como a cultura popular pode distorcer a percepção da palavra de Deus. Expressões e ditados que zombam das promessas divinas surgem do coração endurecido. O Senhor, entretanto, não se curva diante da descrença coletiva. Ele prova, pela realização de sua Palavra, que é verdadeiro. Assim, a incredulidade humana não pode cancelar o propósito divino. O profeta de Deus é chamado a denunciar a falsa confiança do povo e a proclamar a veracidade da revelação.
2- A profecia verdadeira se cumpre (12.25) Porque eu, o Senhor, falarei, e a palavra que eu falar se cumprirá e não será retardada; porque, em vossos dias, ó casa rebelde, falarei a palavra e a cumprirei, diz o Senhor Deus.
Neste versículo, o Senhor declara solenemente que sua Palavra não voltaria vazia. Não haveria mais espaço para ilusões ou adivinhações que confundiam o povo. O que Ele falasse se cumpriria de modo certo e no tempo determinado. O profeta, portanto, deveria transmitir ao povo essa certeza inabalável: a palavra de Deus é eficaz e jamais falha. A palavra profética deve ser avaliada pela fidelidade de Deus. Diferente das palavras humanas, sujeitas a erros e mudanças, a palavra divina é estável e imutável. A Igreja precisa viver sob essa convicção: a promessa de Deus não se prolonga além do necessário, mas se realiza no momento exato. A fé se sustenta na confiança de que o Senhor cumpre o que fala, ainda que os homens duvidem.
3- A profecia se cumpre no tempo certo (12.28) Portanto, dize-lhes: Assim diz o Senhor Deus: Não será retardada nenhuma das minhas palavras; e a palavra que falei se cumprirá, diz o Senhor Deus.
O povo insistia em imaginar a realização da profecia, como se fosse algo sempre distante. Deus, no entanto, encerra a questão afirmando que nenhuma de suas palavras seria retardada. O tempo de cumprimento havia chegado, e nada poderia impedi-lo. Essa mensagem revela que a palavra de Deus é atual, concreta e eficaz. Aqui encontramos um princípio que se estende por toda a Escritura: Deus age no seu tempo soberano, mas sem atrasos ou falhas. O Novo Testamento retoma essa ideia em Hebreus 10.37: “Ainda dentro de pouco tempo aquele que vem virá e não tardará” O profeta verdadeiro lembra continuamente ao povo que Deus cumpre sua palavra. Essa confiança é o fundamento da esperança cristã, pois todas as promessas em Cristo têm o seu “sim” e o seu “amém” (2Co 1.20).
II- OS FALSOS PROFETAS (13.1-16)
A denúncia contra os falsos profetas ocupa o centro da mensagem de Ezequiel no capítulo 13, Esses homens falavam sem ter recebido revelação divina, iludiam o povo com mensagens de paz quando havia juízo, e ofereciam uma segurança falsa. O Senhor os compara a construtores de paredes frágeis, cobertas de cal, que não resistem ao tempo. Os falsos profetas não apenas se enganam, mas também colocam em risco a vida espiritual de muitos.
1- Substituem a palavra divina pela humana (13.3) Assim diz o Senhor Deus: Ai dos profetas loucos, que seguem o seu próprio espírito sem nada ter visto!
O primeiro sinal do falso profeta é que ele fala a partir de sua própria imaginação, sem revelação de Deus. Eles são chamados de “loucos”, não por falta de razão natural, mas porque agem sem discernimento espiritual. Falavam como se fossem porta-vozes do Senhor, mas não passavam de eco de seus próprios desejos e da mentalidade da época. Esse tipo de profecia gera confusão, pois substitui a palavra divina pela voz humana. Essa advertência é atual, Muitos, em nome de Deus, transmitem opiniões pessoais, sonhos ou expectativas, mas sem direção do Espírito. O resultado é desorientação espiritual. O verdadeiro profeta não segue a si mesmo, mas se submete inteiramente ao Espírito de Deus. É por isso que a Igreja precisa exercer discernimento e examinar todas as coisas pela Escritura, a fim de distinguir entre a palavra de Deus e as palavras dos homens.
2- Enganam com falsas promessas (13.10) Visto que andam enganando, sim, enganando o meu povo, dizendo: Paz, quando não há paz, e quando se edifica uma parede, e os profetas a caiam.
Outro traço do falso profeta é prometer paz e prosperidade em tempos de juízo. Eles alimentavam a ilusão de que nada aconteceria a Jerusalém, enquanto a cidade estava prestes a ser destruída. A metáfora da parede caiada ilustra a fragilidade de suas mensagens. Por fora parecia sólido, mas na prática não oferecia segurança. Assim são as palavras dos falsos profetas: agradáveis à vista, mas incapazes de proteger o povo no dia da adversidade. Na Igreja também há o risco de mensagens que escondem a realidade do pecado e da disciplina divina. Promessas de prosperidade e bem-estar, quando divorciadas da verdade do Evangelho, são paredes caiadas. O profeta verdadeiro fala a verdade, ainda que dura, para salvar vidas. Já o falso prefere agradar, ainda que conduza à ruína. Essa lição nos chama a valorizar a integridade da palavra de Deus acima do conforto imediato das promessas fáceis.
3- Devem ser rejeitados (13.15) Assim, cumprirei o meu furor contra a parede e contra os que a caiaram e vos direi: a parede já não existe, nem aqueles que a caiaram.
O destino das profecias falsas é a ruína. Deus declara que faria cair tanto a parede quanto os que a caiavam. À imagem mostra que a mensagem e o mensageiro compartilhariam o mesmo fim. Quando a verdade viesse à tona, a falsidade seria exposta e desfeita. Essa sentença revelava que não há futuro para aqueles que se levantam em nome de Deus sem ter sido enviados por Ele. A aplicação é clara: toda obra erguida sobre o engano não permanece. À Igreja deve estar alicerçada sobre a rocha da palavra de Deus, e não sobre as paredes frágeis das ilusões humanas. Mais cedo ou mais tarde, o Senhor desmascara a mentira e derruba tudo o que não tem fundamento em sua verdade. Por isso, é dever do povo de Deus rejeitar o falso ensino e permanecer firme naquilo que está revelado nas Escrituras.
III- AS FALSAS PROFETISAS (13.17.23)
O profeta agora volta-se contra as mulheres que se apresentavam como profetisas em Israel, Elas utilizavam práticas supersticiosas, manipulação espiritual e promessas de vida para enganar o povo. Chegavam a fazer o uso distorcido da influência feminina para conduzir o povo ao erro, em contraste com mulheres fiéis como Débora e Ana, exemplo de profetisas verdadeiras.
1- Encantamentos e superstições (13.18) e dize: Assim diz o Senhor Deus: Ai das que cosem invólucros feiticeiros para todas as articulações das mãos e fazem véus para cabeças de todo tamanho, para caçarem almas! Querereis matar as almas do meu povo e preservar outras para vós mesmas?
As falsas profetisas eram acusadas de confeccionar objetos com fins mágicos, como faixas e véus usados em rituais. Esses símbolos representavam sua tentativa de manipular e controlar as pessoas. Em vez de apontarem para o Deus vivo, elas exploravam a credulidade do povo, “caçando almas” com práticas semelhantes às da feitiçaria. À gravidade da acusação mostra que não se tratava apenas de engano doutrinário, mas de verdadeira manipulação espiritual. Esse versículo nos alerta contra toda forma de espiritualidade que substitui a fé em Deus por objetos, rituais ou símbolos mágicos. O profeta verdadeiro não aprisiona, mas conduz à liberdade. Já o falso prende as pessoas em dependências e práticas humanas. Devemos rejeitar toda superstição, reconhecendo que a vida e a liberdade só podem ser encontradas em Cristo e em sua palavra.
2- Profecia como fonte de lucro (13.19) Vós me profanastes entre o meu povo, por punhados de cevada e por pedaços de pão, para matardes as almas que não haviam de morrer e para preservarmos com vida as almas que não haviam de viver, mentindo, assim, ao meu povo, que escuta mentiras.
As falsas profetisas exploravam o povo em troca de benefícios materiais insignificantes, como cevada e pão. Vendiam falsas promessas de vida e de proteção, enquanto oprimiam os justos e fortaleciam os ímpios. Essa profanação consistia em perverter a justiça divina, colocando de pé quem Deus havia condenado e derrubando quem Deus desejava sustentar. Era um comércio de mentiras que desonrava o nome do Senhor. A lição é atual e contundente: quando a mensagem de Deus é usada para interesse pessoal, ocorre profanação. Transformar o ministério profético em fonte de lucro ou em instrumento de manipulação é pecado grave diante do Senhor. O profeta verdadeiro jamais comercializa a palavra de Deus, mas a entrega como recebeu, sem buscar vantagem própria. A Igreja deve estar atenta a esse perigo, rejeitando líderes que trocam a verdade por ganhos passageiros.
3- As falsas profetisas são desmascaradas (13.21) Também rasgarei os vossos véus e livrarei o meu povo das vossas mãos, e nunca mais estará ao vosso alcance para ser caçado; e sabereis que eu sou o Senhor.
Deus anuncia que desfaria os instrumentos das falsas profetisas e libertaria o povo de sua influência. O ato de rasgar os véus simboliza a anulação de suas práticas mágicas. O Senhor mostra que, por mais que esses enganos prendam as pessoas por um tempo, Sua verdade e Seu poder são capazes de quebrar toda cadeia. Esse versículo nos lembra que Deus não abandona o seu povo às mãos da mentira. Ele intervém para libertar, expor e julgar os falsos. O verdadeiro profeta traz vida, mas o falso aprisiona. Quando o Senhor age, Ele desfaz as ilusões e restabelece a verdade. Deus não tolera falsidade, venha ela de homens ou mulheres, pois ambos são igualmente responsáveis diante do Senhor, muito mais quando se utilizam do título de profeta.
APLICAÇÃO PESSOAL
A profecia de Deus é verdadeira e se cumpre a seu tempo. Devemos permanecer vigilantes, rejeitando tudo o que não tem fundamento na palavra de Deus.
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