EBD | 4° Trimestre De 2026 | CPAD JOVENS – TEMA: REGOZIJAI-VOS NO SENHOR – Vivendo com propósito à luz da Carta aos Filipenses | Escola Bíblica Dominical | Lição 06: Guardando-se dos falsos mestres
TEXTO PRINCIPAL
“Guardai-vos dos cães, guardai-vos dos maus obreiros, guardai-vos da circuncisão!” (Fp 3.2)
RESUMO DA LIÇÃO
Os falsos mestres, com a sedução das heresias, podem trazer enorme destruição a indivíduos, famílias e igrejas, mas a sã doutrina produz vida em abundância.
LEITURA SEMANAL
SEGUNDA – Gl 5.9 Um pouco de fermento leveda toda a massa
TERÇA – Tt 1.11 É preciso fazê-los calar
QUARTA – 2 Pe 2.17 Fontes sem água
QUINTA – Tg 3.1 Deus julgará os mestres com maior rigor
SEXTA – 1 Tm 6.3-5 Soberbo e nada sabe
SÁBADO – Dn 12.3 Os verdadeiros mestres brilharão
OBJETIVOS
ENSINAR os jovens a discernir falsas doutrinas e priorizarem o conhecimento de Cristo.
MOSTRAR que os maus obreiros sempre aparecem, principalmente quando a obra de Deus prospera;
ANUNCIAR que se deve ter precaução com os maus obreiros, pois são especialistas em seduzir com suas falsas doutrinas.
INTERAÇÃO
Professor, esta lição é um convite a refletir sobre um tema de grande relevância para a Igreja de Cristo: a necessidade de permanecer firme na verdade do evangelho em meio à influência de falsos ensinos e falsos obreiros. Ao escrever aos filipenses, o apóstolo Paulo demonstra profundo amor pela igreja ao advertir os irmãos sobre aqueles que, aparentando piedade, distorciam a mensagem da salvação. Ao ministrar esta aula, procure enfatizar que o objetivo do apóstolo não era gerar medo ou desconfiança generalizada, mas despertar discernimento espiritual para que os crentes permanecessem firmados na Palavra de Deus. Vivemos em uma geração marcada pelo relativismo, pela superficialidade da vida espiritual e pela multiplicação de mensagens que procuram adaptar o evangelho aos desejos humanos. Por isso, mais do que nunca, os jovens precisam desenvolver intimidade com as Escrituras, aprender a examinar os ensinos que recebem e fortalecer sua comunhão com Deus para que possam identificar aquilo que não procede do Senhor. Esta aula despertará nos jovens o amor pela sã doutrina, o compromisso com a verdade bíblica e o discernimento necessário para permanecerem fiéis a Cristo nesses tempos trabalhosos.
ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Professor(a), a fim de que seus alunos compreendam a importância do discernimento espiritual, da fidelidade à Palavra de Deus e da vigilância diante dos falsos ensinos que ameaçam a fé, é importante que eles reconheçam como é vital o relacionamento com Deus e a comunhão com o Senhor para que possam se proteger contra o engano. Os falsos ensinos não são um problema exclusivo da atualidade, e é por isso que Paulo alerta os filipenses sobre a necessidade de vigilância e discernimento, pois existem ensinos que parecem corretos, mas usam linguagem cristã e versículos bíblicos, mas não representam a verdade do Evangelho. Leve os seus alunos a refletirem sobre as seguintes questões:
– Tenho o hábito de conferir tudo o que ouço à luz da Bíblia?
– Minha fé está fundamentada em experiências ou na Palavra de Deus?
– Tenho buscado crescimento espiritual através da oração e do estudo bíblico?
– Consigo identificar quando uma mensagem contraria os princípios das Escrituras?
TEXTO BÍBLICO
Filipenses 3:1-11
1 Resta, irmãos meus, que vos regozijeis no Senhor. Não me aborreço de escrever-vos as mesmas coisas, e é segurança para vós.
2 Guardai-vos dos cães, guardai-vos dos maus obreiros, guardai-vos da circuncisão!
3 Porque a circuncisão somos nós, que servimos a Deus no Espírito, e nos gloriamos em Jesus Cristo, e não confiamos na carne.
4 Ainda que também podia confiar na carne; se algum outro cuida que pode confiar na carne, ainda mais eu:
5 circuncidado ao oitavo dia, da linhagem de Israel, da tribo de Benjamim, hebreu de hebreus; segundo a lei, fui fariseu,
6 segundo o zelo, perseguidor da igreja, segundo a justiça que há na lei, irrepreensível.
7 Mas o que para mim era ganho reputei-o perda por Cristo.
8 E, na verdade, tenho também por perda todas as coisas, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; pelo qual sofri a perda de todas estas coisas, e as considero como esterco, para que possa ganhar a Cristo
9 e seja achado nele, não tendo a minha justiça que vem da lei, mas a que vem pela fé em Cristo, a saber, a justiça que vem de Deus, pela fé;
10 para conhecê-lo, e à virtude da sua ressurreição, e à comunicação de suas aflições, sendo feito conforme a sua morte;
11 para ver se, de alguma maneira, eu possa chegar à ressurreição dos mortos.
INTRODUÇÃO
Ao longo da Epístola aos Filipenses, o apóstolo Paulo menciona, em diferentes momentos, a existência de obreiros que não eram sinceros: os maus obreiros. Logo no início da carta, ele relata que alguns pregavam a Cristo “por inveja e porfia”, tentando aumentar ainda mais o sofrimento do apóstolo durante sua prisão (Fp 1.15-17). Ou seja, havia pessoas que, mesmo anunciando o Evangelho, tinham motivações incorretas. Agora, novamente, Paulo traz uma nova nuance sobre obreiros que não eram sinceros diante de Deus: falatavam provavelmente em Filipos. Esse será o enfoque desta lição.
I – MAUS OBREIROS: UMA REALIDADE INQUESTIONÁVEL
Paulo, quando escreve a Timóteo, diz que em uma grande casa não há vazios somente para honra, mas também vasos para desonra (2 Tm 2.20), denotando que numa agremiação eclesiástica dificilmente não florescerão os maus obreiros. Assim, não se pode fugir da verdade inquestionável de que os maus obreiros sempre estarão presentes, em maior ou menor número, aqui ou acolá. Observe-se que os maus obreiros são indivíduos que, deliberada, consciente e dolosamente enganam, mentem, manipulam, amam as coisas e usam as pessoas, são avarentos, egoístas, egocêntricos, que têm a aparência de piedade (2 Tm 3.5), mas “usam disfarce”, atuando como atores na vida, os quais podem ser achados até o sal e o qualem em qualquer denominação.
1- No Antigo Testamento. Desde o início da obra ministerial, logo após Deus entregar a lei no monte Sinai, que o surgimento de maus obreiros se tornou uma realidade inegável. Vale lembrar dos sobrinhos de Moisés, Nadabe e Abiú, os quais levaram fogo estranho perante o altar do Senhor e foram consumidos instantaneamente (Lv 10.1,2). Ao longo da história dos juízes de Israel, inúmeros foram os sacerdotes que fizeram o que era mau diante do Senhor, realçando, como exemplos, os corruptos filhos do sacerdote Eli (1 Sm 2.12-17, 22-25), bem como os filhos do abençoado profeta Samuel (1 Sm 8.3). Isso mostra que, desde o início, a fidelidade a Deus sempre foi um desafio dentro da própria liderança espiritual.
2- No Ministério de Jesus. No Ministério de Jesus, igualmente, inúmeros maus obreiros se levantaram, e Ele mesmo advertiu: “Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores” (Mt 7.15). Os sacerdotes, por exemplo, contemporâneos ao tempo da encarnação do Verbo, Anás e Caifás, bem como os abundantes escribas e fariseus, aos quais Jesus classificou como sepulcros caiados, raça de víboras etc., semelhantemente, ajudam a formar um rol pouco recomendável.
Não se pode esquecer, como maior estrela decaída desta lista, o filho da perdição, o qual se constituía num dos discípulos mais honrados do Salvador, o tesoureiro Judas Iscariotes, cujo fracasso ministerial estava profetizado séculos antes.
3- No Novo Testamento. Na Igreja Primitiva, no primeiro século, por todos os rincones em que o Evangelho floresceu, inúmeros foram os maus obreiros que causaram mal ao apóstolo Paulo como Alexandre, o latoeiro (2 Tm 4.14-17)? Demais, que amou o presente século (2 Tm 4.9,10), dentre muitos outros. Inquestionavelmente, assim, ressalta de maneira palmar, que a profecia do apóstolo Paulo aos obreiros em Éfeso, de que “dentre vós mesmos, se levantarão homens que falarão coisas perversas, para atraírem os discípulos”, lobos vorazes, que não pouparam o rebanho (At 20.29,30), restou plenamente cumprida. No mesmo sentido, Paulo escrevendo a Timóteo menciona que, nos últimos tempos, muitos crentes dariam ouvidos a espíritos enganadores e a doutrina de demônios, amontoando para si mestres segundo as suas próprias concupiscências. Não é isso, porventura, o que vem ocorrendo na sociedade dos dias atuais?
SUBSÍDIO 1
Professor(a), explique aos alunos que “obreiros do mal tinham se infiltrado no seio da igreja, aproveitando a ausência física do apóstolo Paulo. Eram obreiros que falsificavam a doutrina genuína e lançavam ideias judaizantes, seduzindo e desviando da verdade. Paulo ergue sua voz de alerta, provando que ele mesmo, muito mais que outros, confiava” no judaísmo com suas leis, ritos e dogmas. Entendiam estar servindo a Deus confiados apenas na carne (Fp 3.4). Isto é, em procedimentos humanos. Mas, ao encontrar a Cristo, entendeu que esse fundamento do judaísmo era nulo e que toda vantagem pessoal que tivera no judaísmo lhe dava agora a oportunidade de descobrir que a “justiça que é de Deus é pela fé” (Rm 1.17; Fp 3.9). CABRAL, Elienai. Filipenses: A humildade de Cristo como exemplo para a Igreja. Rio de Janeiro: CPAD, 2013, pp. 92-93).
II – INIMIGOS DO EVANGELHO
Paulo, observando o cenário e a consequência do trabalho dos maus obreiros nos seus dias, analisava o alto grau de reprovabilidade que esses “missionários da primeira hora” alcançaram. Certamente tiveram grandes oportunidades de mudarem o rumo de suas vidas, porém foram insensíveis à voz do Espírito Santo e enveredaram, com isso, por um caminho tortuoso, vergonhoso, que os levou à perdição eterna.
1- Guardai-vos dos cães. Os cães, como catadores de lixo, eram normalmente detestados pela sociedade greco-romana e considerados impuros pelos judeus que, por vezes, designavam o termo para os gentios. Assim, Paulo reverte a crítica dos judaizantes, denominando esses falsos mestres (judaizantes), que queriam tornar “puros” os cristãos gentios, chamando-os de “cães” (impuros). É preciso lembrar, também, de que Apocalipse 22.15 diz que os cães ficarão de fora da cidade celestial, fazendo alusão às pessoas que não fazem distinção entre o certo e o errado, as quais podem ser assemelhadas aos relativistas dos nossos dias, que, sendo reputados por mestres, possuem potencial para causar danos ao rebanho.
2- Guardai-vos dos maus obreiros. O segundo aspecto que Paulo abordava desses mestres que perturbavam o trabalho diz respeito a eles serem “praticantes do mal”, tentando impor que os gentios se submetessem à Torá. Eles não realizavam a justiça de Deus, mas eram instrumentos do mal, pois pervertiam o caminho do Senhor. Na versão NVI das Escrituras, a frase “guardai-vos dos maus obreiros” aparece traduzida por “cuidado com os que praticam o mal”, denotando que esses cães, os quais perturbavam os gentios convertidos, empreendiam obra maligna. Eles eram maus obreiros porque faziam maldades.
3- Guardai-vos da circuncisão. Por fim, de maneira estratégica, Paulo exorta que os filipenses se guardassem da “mutilação”, uma referência irônica à circuncisão dos gentios, haja vista que usa aqui o vocábulo grego katatomé, que significa “cortar em pedaços, mutilação”, e não a expressão peritomé que se traduz por “cortar ao redor, circuncisão”. Esse malabarismo linguístico realiza-se quando, logo após, Paulo diz “porque a circuncisão somos nós”.
Portanto, Paulo deseja transmitir a ideia de que esses maus obreiros eram como cães impuros, que praticavam o mal ao mutilarem a fé das pessoas, a pretexto de as circuncidarem, quando, na verdade, “nós” que servimos a Deus no Espírito, nos gloriamos em Jesus Cristo e não confiamos na carne, é que “somos a circuncisão” (v. 3). O contraponto foi perfeito, e os filipenses certamente entenderam muito bem.
PENSE!
Por que Deus, por vezes, permite que surjam maus obreiros?
PONTO IMPORTANTE!
O surgimento de maus obreiros, de fato, constitui-se numa grande incógnita. Até Jesus teve que suportar Judas Iscariotes.
SUBSÍDIO 2
Indiscutivelmente, Paulo experimentou a maior tristeza no seu ministério por causa daqueles que distorceram a verdadeira mensagem de Cristo e aqueles que, consequentemente, comprometeram ou abandonaram a sua fé. Seu amor por Cristo, pela igreja e pela verdadeira mensagem de salvação espiritual através da fé em Cristo era tão forte que o levou a se opor apaixonadamente àqueles que procuravam perverter a verdade. Ele descreveu os que instigavam o engano como ‘cães’ e maus obreiros (veja 1.17, nota; Gl 1.9, nota; cf. Mt 23) devido à gravidade do erro dos mesmos e dos resultados destrutivos e devoradores que provocavam. ‘Mutiladores da carne’ é a expressão original que Paulo usa para o rito da circuncisão ensinado pelos judaizantes (veja Gl 2.4, nota), que alegavam que o sinal da circuncisão praticado no Antigo Testamento (listo é, o corte do prepúcio) era necessário para a salvação (veja Gl 2.12, nota). Estes falsos ensinadores tinham distorcido de tal forma o significado e o propósito do antigo sinal da aliança da circuncisão que a prática havia se tornado nada mais do que um corte inútil no corpo (v. 3). Paulo afirma que a verdadeira circuncisão é resultado da obra do Espírito Santo no coração de uma pessoa quando o pecado e o mal são cortados (v. 3; veja Rm 2.29, nota; cf. Rm 2.25-29; Cl 2.11).
Bíblia de Estudo Pentecostal. Edição Global. Rio de Janeiro: CPAD, 2024, p. 2202)
III – O PERIGO DAS FALSAS DOUTRINAS
O versículo “um pouco de fermento leveda toda a massa” (Gl 5.9) dá o tom do perigo das falsas doutrinas, ou seja, não se faz necessário que existam elementos heréticos abundantes para ocorrerem sérios prejuízos no Corpo de Cristo. Assim, todo o cuidado é pouco ao tratar com os falsos mestres, os quais têm, em regra, personalidade cativante, como a da serpente do Éden, e suas mensagens possuem a mesma natureza daquela que fez pecar os pais da humanidade: Deus disse “Não comerás”; mas não é bem assim, fazendo ruir a gloriosa harmonia espiritual e material existente.
1- As falsas doutrinas agradam. Paulo, em 2 Timóteo 4.3, fala sobre o perigo das falsas doutrinas, notadamente nos últimos tempos, pois os homens “amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências”, isto é, os falsos mestres serão admitidos de acordo com a “docilidade” de suas ideias doutrinárias, as quais devem “encantar o cliente”.
Dessa forma, em regra, na afã de conquistar adeptos, os falsos mestres amaciam o “negar-se a si mesmo e tomar sua cruz”, e acrescentam a ideia de que “você é o ponto fraco de Deus”, trazendo elementos psicológicos de autoajuda, e arrematam garantindo um bem-estar sem precedentes, o pacote completo do autoengano.
2- As falsas doutrinas seduzem. A sedução dos falsos ensinos apoia-se em dois elementos básicos: carisma (não caráter) dos seus propagadores (são experts na arte da enganação, como Satanás), como diziam os antigos pastores: “vêm com sapatinhos de lã”, sem fazer barulho, e suas mensagens apresentam, — isso é o mais decisivo —, vantagens, mas irreais promessas, tais como a que Satanás fez a Eva: “e sereis como Deus, sabendo o bem e o mal” (Gn 3.5); ou mesmo quando tentou a Jesus dizendo: “Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares” (Mt 4.9). Uma fórmula maligna que tem logrado sucesso por milênios! Como dito: todo cuidado é pouco.
3- As falsas doutrinas destroem impiedosamente. Paulo, ao falar sobre as consequências dos ensinos dos falsos mestres, menciona que “transformam casas inteiras, ensinando o que não convém, por torpe ganância” (Tt 1.10,11). O vocábulo grego traduzido, nessa passagem, por transformam, é anatrepô, que também pode significar perverter (ARA, NAA), derrubar, arruinar (NVI), destruir (VFL), subverter, esclarecendo o alcance do que uma falsa doutrina pode causar em casas inteiras, ou seja, não prejudica somente uma pessoa, mas produz uma enxurrada com potencial de destruir toda a família.
SUBSÍDIO 2
Professor(a), diga aos alunos que sempre foi preocupação de Jesus e dos apóstolos alertar-nos quanto aos falsos ensinadores. Os seguidores de Jesus dos dias de hoje devem estar cientes de que, dentro das igrejas, poderá haver ministros e líderes que progridem e ensinam a Palavra de Deus e sejam como os corruptos doutores da lei de Deus dos tempos de Jesus (Mt 24.11,24). Jesus adverte que nem todos os que afirmam conhecê-lo e segui-lo são verdadeiros crentes. Há escritores, missionários, pastores, evangelistas, professores, músicos e líderes de algumas igrejas e obreiros ‘cristãos’ que não são realmente o que dizem ou aparentam ser.
Estes impostores adquirem influência na igreja de duas maneiras. (a) Alguns falsos mestres/pregadores começam o seu ministério com motivos sinceros e dedicados à verdade espiritual, à pureza moral e à genuína fé em Cristo. Então, por causa do orgulho (muitas vezes devido à insegurança, ao desejo de aceitação ou de caminhar para o sucesso) e de seus próprios desejos imorais, perdem gradualmente o seu amor e compromisso com Cristo. No final, a sua devoção morre, e eles perdem o lugar que teriam no reino de Deus (tCo 6.9-10; Gl 5.19-21; Ef 5.5-6). Consequentemente, eles se tornam instrumentos de Satanás, ao mesmo tempo em que se disfarçam como ministros da verdade (ver 2Co 11.15). (b) Outros falsos mestres/pregadores nunca foram genuínos seguidores de Cristo. Satanás plantou-os dentro da igreja desde o início do seu ministério (Mt 13.24-28.36-43), usando suas habilidades e personalidades carismáticas para influenciar as pessoas e promover seu ‘sucesso’. A estratégia do diabo é colocá-los em posições de influência para que possam prejudicar a obra genuína de Cristo. Satanás sabe que quando esses líderes desonestos estão em evidência, mais danos serão feitos à mensagem e à reputação da igreja, e o nome de Cristo será colocado em uma condição de vergonha patente’. Bíblia de Estudo Pentecostal. Edição Global. Rio de Janeiro: CPAD, 2024, p. 1737
CONCLUSÃO
Hoje, em dias de relativismo e ecumenismo, muitos cristãos têm dado as mãos a falsos mestres, que proliferam ensinos heréticos. Todavia, a Bíblia sempre advertiu a manter distância dos tais. O apóstolo Paulo (Tt 1.10,11) e o apóstolo João (2 Jo 1.10), por exemplo, ensinavam “tolerância zero” com os falsos mestres! Que Deus ajude sua igreja a se manter livre dos engodos do Maligno.
HORA DA REVISÃO
1- Segundo a lição, o que Paulo quis dizer quando escreveu para Timóteo falando que em uma grande casa não há vasos somente para honra?
Paulo está denotando que numa agremiação eclesiástica dificilmente nos livraremos dos maus obreiros.
2- Segundo a lição, qual o conceito que os cães tinham nas culturas greco-romana e judaica?
Os cães, como catadores de lixo, eram normalmente detestados pela sociedade greco-romana e considerados impuros pelos judeus.
3- Por que os maus obreiros eram instrumentos do mal?
Eles não realizavam a justiça de Deus, mas eram instrumentos do mal, pois pervertiam o caminho do Senhor.
4- No afã de conquistar adeptos, o que fazem os falsos mestres?
Amaciam o “negar-se a si mesmo e tomar sua cruz”, e acrescentam a ideia de que “você é o ponto fraco de Deus”, trazendo elementos psicológicos de autoajuda, e arrematam garantindo um bem-estar sem precedentes, o pacote completo do autoengano.
5- Quais os dois apóstolos, citados na lição, ensinavam “tolerância zero” com os falsos mestres?
O apóstolo Paulo (Tt 1.10,11) e o apóstolo João (2 Jo 1.10) por exemplo, ensinavam “tolerância zero” com os falsos mestres.
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