EBD Pecc (Programa de Educação Cristã Continuada) | 2° Trimestre De 2025 | TEMA: GÁLATAS E EFÉSIOS – A Verdadeira Liberdade e a Unidade do Corpo de Cristo | Escola Biblica Dominical | Lição 03: Gálatas 3 – O Cristão, a Lei e a Fé
SUPLEMENTO EXCLUSIVO DO PROFESSOR
Afora o suplemento do professor, todo o conteúdo de cada lição é igual para alunos e mestres, inclusive o número da página
ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Em Gálatas 3 há 29 versos. Sugerimos começar a aula lendo, com os alunos, Gálatas 3.1-22 (5 a 7 min.). A revista funciona como guia de estudo e leitura complementar, mas não substitui a leitura da Bíblia.
A riqueza da argumentação de Paulo depõe sobre a importância que ele dava à defesa do Evangelho. Após encerrar a sessão de defesa de seu apostolado, Paulo inicia, no capítulo 3, a apologética da mensagem do Evangelho, para tal, faz uso de um vasto leque de temas e citações veterotestamentárias, formando uma argumentação densa e inconteste. Não é de admirar que esta carta tenha tido um importante papel no tempo da Reforma Protestante, muito embora o foco da argumentação paulina esteja distante dos problemas enfrentados por Lutero. Não resta dúvida de que a intrepidez demonstrada por Paulo em Gálatas inflamou Lutero a denunciar a “doutrina da salvação” propalada em seus dias.
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OBJETIVOS
Entender o perigo de começar na fé e terminar nas obras.
Aprender com Abraão, que foi justificado pela fé.
Saber que a fé nos torna filhos de Deus, em Jesus Cristo.
PARA COMEÇAR A AULA
Caro professor, inicie a aula alertando a classe sobre o perigo da falta de convicção doutrinária. Tão logo os judaizantes lançaram seus ardis, os recém-convertidos gálatas apostataram da fé genuína. Lembre a seus alunos do alerta de Jesus sobre nossos dias, nos quais muitos “falsos ensinadores” se levantaram, a iniquidade aumentaria e o amor de muitos se esfriaria (Mt 24.11,12). Três coisas perigosíssimas à fé quando ocorrem juntas. Mencione também o zelo doutrinário demonstrado por Paulo nessa passagem, bem como a importância de momentos de ensino doutrinário mais sistemático, como a Escola Dominical.
LEITURA ADICIONAL
Agora Paulo pode confrontar os leitores com a pergunta pela sua coerência e, assim, também pela sua razão. Sois assim insensatos…? É irracional viver na contradição consigo mesmo: tendo começado no Espírito, estejais, agora, vos aperfeiçoando na carne? Nesse texto, o “Espírito” é o Espírito do Criador que começa e lança o fundamento, sem ter de depender de qualquer preparação. Ele produz do nada o milagre da fé. Não é apenas possível, mas também necessário, lembrar cristãos desse começo. “Não sabeis que sois santuário de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?” – exortava Paulo aos coríntios, que já não se lembravam mais muito bem disso, razão pela qual estavam fracassando eticamente (1Co 3.16). É esse o ponto de partida do verdadeiro aconselhamento cristão. Ele encoraja com vistas ao fato de que foi concedido o Espírito criador da vida que habita em nós. O que era fundamental para o tornar-se cristão também permanece fundamental para o permanecer cristão. É legítimo o anseio por crescimento espiritual. O Novo Testamento fala de aumentar na fé, crescer no conhecimento, na justiça, na santificação, no amor, no trabalho e na entrega. Contudo deveria acontecer na sequência certa, como diz Filipenses 1.6: “Aquele que começou boa obra em vós (ele) há de completá-la”. A Bíblia tem alto apreço pela memória e recordação, por não perder benefícios anteriores (Sl 103.1-5) e, em seguida, pela continuação lógica. Os tolos gálatas, no entanto, careciam dessa lógica. Eles procuraram aperfeiçoamento, do bem e do caminho espiritual iniciados, justamente pela carne (quanto ao termo, cf. introdução sobre Gl 5.13-15), ou seja, fora do acontecimento criador através do Espírito de Cristo (v. 2). Entregaram-se às mãos de pessoas que realizavam nelas cerimônias como, p. ex., a circuncisão. Obedeciam a instruções de alimentação e prescrições sobre festas, i. é, a “rudimentos fracos e pobres” (Gl 4.9), a fim de coroar a obra de Deus com essas coisas. Essa ordem de preferência, que “sobe” do Espírito para a carne, é simplesmente absurda. Um triste progresso para trás!
Livro: Carta aos Gálatas: Comentário Esperança (Adolph Pohl, Esperança, 1999, Pg. 66).
Texto Áureo
“Quero apenas saber isto de vós: recebestes o Espírito pelas obras da lei ou pela pregação da fé?” Gl 3.2
Leitura Bíblica Com Todos
Verdade Prática
Enquanto a Lei mostra ao homem sua condição pecaminosa, o Evangelho da graça lhe dá a remissão dos pecados.
INTRODUÇÃO
I- A INSENSATEZ DOS GÁLATAS 3.1-5
1- Convertidos, mas não convictos 3.1
2- Saindo do Espírito para a carne 3.3
3- Tudo é pela fé 3.5
II- O EXEMPLO DE ABRAÃO 3.6-14
1- Abraão foi justificado pela fé 3.6
2- Os verdadeiros filhos de Abraão 3.7
3- A justificação dos gentios 3.8
III- FINALIDADE DA LEI 3.15-29
1- A Lei mostra a transgressão 3.19
2- A lei não invalida a promessa 3.21
3- A Lei aponta para Cristo 3.24
APLICAÇÃO PESSOAL
DEVOCIONAL DIÁRIO
Segunda – Gálatas 3.1
Terça – Gálatas 3.10
Quarta – Gálatas 3.11
Quinta – Gálatas 3.26
Sexta – Gálatas 3.27
Sábado – Gálatas 3.29
Hinos da Harpa: 181 – 379
INTRODUÇÃO
Neste capítulo, Paulo continua fazendo a defesa do Evangelho da graça. Ele questiona os gálatas contra as novidades dos judaizantes; expõe a experiência de fé do patriarca Abraão; reitera que a Lei foi dada a Moisés; e esclarece a real finalidade da Lei no processo da salvação. Paulo defende que tanto judeus como gentios tornam-se aceitáveis perante Deus mediante a fé, e não por intermédio das obras da Lei.
I- A INSENSATEZ DOS GÁLATAS (3.1-5)
Paulo faz uma análise da qualidade da fé dos gálatas. O apóstolo cita as manifestações espirituais que tiveram lugar entre eles, e como isso tudo se fragilizou após os ataques dos judaizantes legalistas.
1- Convertidos, mas não convictos (3.1) Ó gálatas insensatos! Quem vos fascinou a vós outros, ante cujos olhos foi Jesus Cristo exposto como crucificado?
Paulo está aborrecido. Ele chama os “filhos” de insensatos e sem juízo. O descontentamento do apóstolo tem relação com o tempo empreendido no discipulado dos irmãos e a facilidade com que eles abandonaram a fé. O “expor” Cristo crucificado significa que os gálatas receberam todo o ensinamento sobre a morte substituta de Cristo em favor da salvação deles. Paulo está a dizer que eles tinham a “obrigação” de serem fortes e determinados diante dos ataques dos judaizantes. Os gálatas tiraram os olhos da cruz para contemplar “outro evangelho”. Enquanto cristãos, devemos seguir a orientação bíblica de sempre manter os olhos naquele que é o autor e consumador de nossa fé (Hb 12.2). A maturidade de um cristão pode ser atestada quando este é capaz de defender a fé que diz professar (1 Pe 3.15). Aqui aprendemos que conhecer algumas coisas não é suficiente; precisamos prosseguir em conhecer ao Senhor (Os 6.3).
2- Saindo do Espírito para a carne (3.3) Sois assim insensatos que, tendo começado no Espírito, estais agora vos aperfeiçoando na carne?
Aqui, o apóstolo Paulo está remetendo os gálatas às experiências espirituais que eles tiveram no início da caminhada cristã. O verbo grego que ele usa no original, traduzido aqui por “aperfeiçoar”, significa “atingir o alvo plenamente”, daí a ideia de perfeição. O verdadeiro cristão anseia pela perfeição, mesmo sabendo que jamais a alcançará enquanto for possuidor da velha natureza. A perfeição plena só ocorrerá no dia da glorificação da Igreja quando o “corruptível se revestir de incorruptibilidade, e o que é mortal se revestir de imortalidade.” (1Co 15.54). Aperfeiçoar na carne não significa necessariamente uma maneira pecaminosa, e sim uma dependência do esforço humano. Era exatamente essa prática que muitos irmãos gálatas estavam vivendo, ou seja, aderindo às observâncias dos rituais judaicos como condicionantes para a salvação. Aperfeiçoar-se no Espírito significa caminhar a jornada da fé dependendo daquilo que Deus fez por nós como fruto de sua imensa graça.
3- Tudo é pela fé (3.5) Aquele, pois, que vos concede o Espírito e que opera milagres entre vós, porventura, ou faz pelas obras da lei ou pela pregação da fé?
O apóstolo Paulo fundou as congregações da Galácia do Sul. Esses cristãos se converteram e foram discipulados pela instrumentalidade dele. Que privilégio! Nos primórdios, eles foram testemunhas oculares de grandes manifestações espirituais. Receberam toda a sorte de bênçãos, sem nunca ter precisado praticar nenhum ritual judaico, até porque nem judeus eram. Paulo confronta os gálatas com perguntas mais ou menos assim: Que tipo de pregação produz convertidos, sinais e prodígios entre vocês? As curas estão acontecendo em nome de quem? Seria no nome de Moisés? As pessoas estão sendo curadas pelo poder da circuncisão? Ou tudo acontece em nome de Jesus Cristo. A resposta só poderia ser uma: Tudo de glorioso que estava acontecendo em meio às igrejas da Galácia era fruto da operação da graça de Cristo por meio da pregação da fé. Tudo era efeito da simples mensagem do Evangelho da cruz. Glória a Deus!
II- O EXEMPLO DE ABRAÃO (3.6-14)
Como profundo conhecedor do Antigo Testamento, Paulo faz comparações precisas entre as duas alianças; entre a Lei e a graça, usando a figura de Abraão, um patriarca judeu.
1- Abraão foi justificado pela fé (3.6) É o caso de Abraão, que creu em Deus, e isso lhe foi imputado para justiça.
Como já dito, Paulo é um profundo conhecedor da lei. Ele continua fazendo uma brilhante defesa da justificação pela fé, deixando os legalistas sem argumentação. Abrão foi declarado justo por ter crido na promessa que Deus lhe fez (Gn 15.6). Na ocasião, Ele já estava com 85 anos e sua esposa era estéril. Foi nesse contexto que Deus lhe prometeu ser pai de descendentes incontáveis como as estrelas. Ali ele creu em Deus definitivamente e recebeu o perdão dos seus pecados; naquela noite foi selada a sua redenção. É isso que a Bíblia quer dizer quando afirma que a justiça de Deus foi atribuída a Abraão. O patriarca creu e foi declarado justo antes da entrega da Lei a Moisés e ainda na condição de incircunciso. Importante destacar que Abraão antecede a Lei em quatro séculos (Gn 15.6; 17.10-14, 23-27).
2- Os verdadeiros filhos de Abraão (3.7) Sabei, pois, que os da fé é que são filhos de Abraão
Os judeus se orgulhavam ao afirmar que eram filhos de Abraão. João Batista e Jesus tiveram acalorados embates com os judeus por causa dessa questão (Mt 3.9; Jo 8.33). Aqui, o apóstolo Paulo aplica um golpe mortal no conceito legalista que pregava que a salvação visava “aos judeus somente”. Essa argumentação se fundamentava nos conceitos de “raça” e “religião”. Mas ninguém precisa participar da raça ou da religião tradicional de Israel para que seja filho de Abraão. Paulo diz que esse direito repousava sobre a fé, e não sobre alguma identificação física ou religiosa com o povo israelita. Sobre este assunto, Augustus Nicodemus comenta: “De fato, se alguém é judeu, descendente físico de Abraão, mas não tem a mesma fé do patriarca, quem a tem é mais filho de Abraão que ele”. Paulo está afirmando aos gálatas que só existe um caminho para alguém ser considerado “filho de Abraão”: é o caminho da fé, a marca registrada do patriarca.
3- A justificação dos gentios (3.8) Ora, tendo a Escritura previsto que Deus justificaria pela fé os gentios, prenunciou o evangelho a Abraão: Em ti, serão abençoados todos os povos
Paulo sustenta que a defesa do Evangelho da justificação pela fé está fundamentada nas Escrituras. O que aconteceu nos dias de Abraão foi, na realidade, uma previsão do futuro. O elemento da fé, incluso no método de Deus para a justificação, é, portanto, eterno. Deus disse que, no patriarca, seriam abençoadas todas as famílias da terra. O Evangelho da salvação foi, primeiramente, anunciado e prometido a Abraão e se configurou no sacrifício de Cristo em favor de judeus e gentios. “para que todo aquele que nele crê” (Jo 3.16). Somos justificados perante Deus somente pela fé. Assim, uma vez alcançados por essa graça, devemos compartilhar essa bênção com todas as nações, pois esse é o desejo de Deus.
III- FINALIDADE DA LEI (3.15-29)
Paulo passa a mostrar que a Lei entregue através de Moisés não invalida a promessa feita a Abraão, mas que essa Lei tem um importante papel no plano da salvação. Vejamos três pontos importantes.
1- A Lei mostra a transgressão (3.19) Qual, pois, a razão de ser da lei? Foi adicionada por causa das transgressões, até que viesse o descendente a quem se fez a promessa, e foi promulgada por meio de anjos, pela mão de um mediador.
O papel da Lei é mostrar ao homem o quanto ele é pecador e incapaz de, por si mesmo, ser justificado. A Lei não tem o condão de remover o pecado, ou justificar alguém. Sem a existência da lei não haveria a tipificação legal do pecado. Quando a lei diz para “fazer” ou “não fazer” alguma coisa, ela, na verdade, está a estabelecer um código de conduta. Portanto, a utilidade da lei está em revelar os erros, os pecados e as limitações da raça humana.
2- A lei não invalida a promessa (3.21) É, porventura, a lei contrária às promessas de Deus? De modo nenhum! Porque, se fosse promulgada uma lei que pudesse dar vida, a justiça, na verdade, seria procedente de lei
A Lei e a promessa se complementam. Ambas integram o plano salvífico de Deus em favor do homem pecador, cumprindo papéis distintos. A Lei, por si só, não pode dar vida e nem justificar o peса-dor, mas cumpre o importante papel de mostrar a esse pecador a sua escuridão espiritual. Ela exige que o homem a cumpra, mas este é incapaz de fazê-lo. Em contrapartida, a promessa traz a redenção através da morte substitutiva de Cristo que, no calvário, cumpriu a Lei em nosso lugar. Que maravilha!
3- A Lei aponta para Cristo (3.24) De maneira que a lei nos serviu de aio para nos conduzir a Cristo, a fim de que fôssemos justificados por fé.
Paulo volta a distinguir o papel da Lei e da fé no processo da salvação. Ele afirma que a Lei é o “aio” que nos conduz a Cristo”. “Aio” vem do grego paidagogos, no sentido de “guia” ou “auxiliar”. Tratava-se de um escravo que cuidava de uma criança dos 06 aos 16 anos de idade. Este possuía a tarefa de acompanhar a escola, disciplinar e atuar como guardião contra os perigos. Quando a criança atingia a idade apropriada, então cessava a autoridade temporária do protetor. A Lei é um “aio” porque gera em nós o autoconhecimento, fazendo-nos compreender nossa condição espiritual e a necessidade de salvação. O papel da Lei é levar os homens a Cristo, a fim de que sejam justificados por fé, mas tendo vindo a fé (Cristo), já não permanecem mais subordinados ao “aio”. Na época de Cristo, os escribas legalistas tinham dissecado e catalogado a Torá (os cinco primeiros livros da Bíblia) alistando 613 mandamentos – 365 do tipo “não faça” e 248 do tipo “faça”. На-via também diversos rabinos (ou mestres) que debatiam incessante e exaustivamente entre si sobre como a pessoa temente a Deus deveria interpretar e aplicar esses decretos divinos, muitas vezes de modo confuso e contraditório. Então, entra em cena o Rabi Jesus. Ele oferece um novo jugo (cf. Mt 11.28-30), um estilo de vida transformador que se inicia quando alguém vem a Ele (cf. Jo 6.35,37). Essa era a forma de Jesus ensinar que a verdadeira paz com Deus e a vida abundante não são conquistadas pelo esforço humano em cumprir a Lei, mas são recebidas pela fé Nele. Não é através de obras que alcançamos a salvação, mas confiando em Jesus, que tomou sobre Si os nossos pecados e nos concede Sua justiça eterna.
APLICAÇÃO PESSOAL
O Evangelho da graça gera no cristão a consciência de que ele não é salvo por aquilo que faz, mas por aquilo que Jesus já fez de forma plena e definitiva.
RESPONDA
Complete as frases adequadamente:
1) De acordo com os escritos, os gálatas eram convertidos e não CONVICTOS
2) Abraão foi justificado por sua FÉ
3) A lei mostra a TRANSGRESSÃO
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