Lição 01: A Autoridade da Bíblia | 1° Trimestre De 2022 | EBD – Adultos

EBD | 1° Trimestre De 2022 | CPAD – Adultos – Tema do Trimestre:  A Supremacia das EscriturasA Inspiração, Inerrante e Infalível Palavra de Deus  | Lição 01: A Autoridade da Bíblia | Escola Biblica Dominical

TEXTO ÁUREO

“Bem-aventurados os que trilham caminhos retos e andam na lei do Senhor.” (Sl 119.1)

VERDADE PRÁTICA

A Bíblia Sagrada é a autoridade final da nossa regra de fé e prática.

LEITURA DIÁRIA

Segunda – 2 Pe 1.20,21 As Sagradas Escrituras têm origem no próprio Deus
Terça – SI 19.1-4 A natureza manifesta a grandeza de Deus ao ser humano
Quarta – Jo 20.30,31 A Bíblia revela a pessoa de Jesus Cristo, o Filho de Deus
Quinta – Hb 4.12 Podemos ouvir a voz de Deus por meio da leitura da Bíblia
Sexta – Mc 13.31 As gerações passam, mas a Palavra de Deus permanece inalterada
Sábado – Ap 22.18,19 As Sagradas Escrituras transmitem toda a doutrina da salvação

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Salmos 119.1-8

1 – Bem-aventurados os que trilham caminhos retos e andam na lei do Senhor.
2 – Bem-aventurados os que guardam os seus testemunhos e O buscam de todo o coração.
3 – E não praticam iniquidade, mas andam em seus caminhos.
4 – Tu ordenaste os teus mandamentos, para que diligentemente os observássemos.
5 – Tomara que os meus caminhos sejam dirigidos de maneira a poder eu observar os teus estatutos.
6 – Então, não ficaria confundido, atentando eu para todos os teus mandamentos.
7 – Louvar-te-ei com retidão de coração, quando tiver aprendido os teus justos juízos.
8 – Observarei os teus estatutos; não me desampares totalmente.

Hinos da Harpa Cristã 258 – 499 – 559

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PLANO DE AULA

  1. INTRODUÇÃO
    Ler e compreender a Bíblia é um desafio. Neste trimestre, vamos enfrentá-lo. O pastor Douglas Baptista, líder da Assembleia de Deus Missão e presidente do Conselho de Educação e Cultura da CGADB, é o comentarista deste trimestre . Ele nos ajudará a reconhecer a Supremacia da Bíblia na fé cristã, sua autoridade, inspiração e Inerrância, e aplicá-la a vida cristã.
  2. APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO
    A) Objetivos da Lição:
    I) Relacionar a origem da Bíblia com a Revelação Divina;
    II) Pontuar as evidências da autenticidade da Bíblia;
    III) Apresentar a mensagem da Bíblia.
    B) Motivação : Por que nosso casamento, a nossa família, a nossa profissão e suas demandas éticas devem estar de acordo com a Bíblia?
    Por que a Bíblia é autoridade final para nós?
    C) Sugestão de Método: Apresente uma história em que os prejuízos espirituais e morais, como consequências de a Bíblia não ter autoridade final na vida, estejam em destaque.
  3. CONCLUSÃO DA LIÇÃO
    A) Aplicação
    : Você conhece a realidade de sua classe. Por isso, aplique a lição segundo essa realidade. Sugerimos que você desafie aos alunos a iniciar a leitura da Bíblia. Promova esse desafio em classe.
  4. SUBSÍDIO AO PROFESSOR
    A)
    Revista Ensinador Cristão: Vale a pena conhecer essa revista que traz reportagens, artigos, entrevistas e subsídios às Lições Bíblicas. Na edição 88, p.36, você encontrará um subsídio especial para esta lição.
    B) Auxílios Especiais: Ao final do tópico, você encontrará um auxílio que dará suporte na preparação de sua aula:
    1) O texto “ Categorias da Revelação Divina” aprofunda o primeiro tópico a respeito do tem a da Revelação Especial;
    2) O texto “ O Professor que veio de Deus” traz uma reflexão que servirá com o base de aplicação do terceiro tópico “A Mensagem da Bíblia”. Leia os auxílios com atenção e busque integrá-los à prática docente.

INTRODUÇÃO

A autoridade da Bíblia fundamenta-se em seu autor: Deus. Portanto, a Bíblia é a Palavra de Deus escrita. Assim sendo, a autoridade dela depende total e exclusivamente do Altíssimo e
não dos homens. Desse modo além da Bíblia, a Igreja não possui outra fonte infalível de autoridade. Nesta lição, veremos a origem da Bíblia, sua autenticidade e men­sagem revelada na Palavra de Deus.

PALAVRA-CHAVE: AUTORIDADE

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I – A ORIGEM DA BÍBLIA E A REVELAÇÃO DIVINA

1. A origem da Bíblia. Pedro enfatiza que os escritos sagrados não têm sua origem nos homens, m as no próprio Deus (2 Pe 1.20,21). Paulo corrobora que a mensagem bíblica veio do alto (2 Tm 3.16). E também os apóstolos ensinam que a Bíblia foi escrita por homens, porém,
sob a inspiração e supervisão divina (1 Co 2.13,14; Ap 1.1). Portanto, as Escrituras são a revelação que Deus fez de si mesmo. Dessa maneira, por ter a sua origem em Deus, a Bíblia é portadora de autoridade, e, por isso, constitui-se em única regra infalível de fé e prática para a vida e o caráter do cristão. Nossa Declaração de Fé professa que a Bíblia Sagrada é a Palavra
de Deus, única revelação divinamente escrita, dada pelo Espírito Santo, para a humanidade.

2. Revelação Geral. Chama-se revelação geral aquela em que Deus se fez conhecer em toda a parte por meio da História, do Universo e da Natureza Humana.
a) Na História. Deus se revela pela sua soberania. Ele controla o curso dos acontecimentos, remove e estabelece governos e nada acontece fora de sua vontade (Dn 2.21; 4.25; Rm 11.22);
b) No Universo. Deus se manifesta pelo seu poder nas coisas criadas, o Céu, a Terra, o mar, e tudo quanto há neles (Sl 19.1-4; At 14.15-17; Rm 1.18-21);
c) No Ser Humano criado à imagem e semelhança divina (Gn 1.26,27). A natureza moral da humanidade, embora de maneira inadequada por causa do pecado, revela o caráter moral de Deus (Rm 2.11-15; Ef 4.24; Cl 3.10).

3. Revelação Especial. Se por um lado a revelação geral denuncia a culpa humana em rejeitar o conhecimento acerca de Deus (Rm 1.18-21), a revelação especial oferece redenção para os perdidos pecadores (Cl 1.9-14). Ela é o complemento da revelação que Deus fez de si mesmo na história, no universo e na humanidade (Rm 10 .11-17; Hb 1.1-3). Reconhecemos a revelação especial tanto no Verbo vivo, Jesus Cristo, quanto nas Escrituras Sagradas (Jo 1.1; 5.39). É por
meio da revelação contida nas Escrituras que conhecemos a Pessoa de Cristo: “ Estes [os sinais], porém, foram escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome” (Jo 20.31).

SINÓPSE I

A Bíblia tem origem em Deus. Este se revela na história, no universo e na humanidade; e, de modo especial, por meio de Cristo e das Escrituras.

AUXÍLIO TEOLÓGICO

“ Categorias da Revelação Divina Revelação Especial
[…] A Bíblia, ao manter de forma perene a revelação especial de Deus, é tanto o registro de Deus e dos seus caminhos, quanto a intérprete dela própria. A revelação escrita é confinada aos 66 livros do Antigo e do Novo Testamento. A totalidade de sua revelação que Ele quis preservar para o benefício de toda a humanidade acha-se armazenada, em sua totalidade,
na Bíblia. Examinar as Escrituras é conhecer a Deus da maneira que Ele quer ser conhecido (Jo 5.39; At 17.11). A revelação divina não é um vislumbre fugaz, m as um desvendamento permanente. Ele nos convida a voltarmos repetidas vezes às Escrituras para, aí, aprendermos a respeito dEle. […] A totalidade das Escrituras é a Palavra de Deus em virtude da inspiração divina dos seus autores humanos. A Palavra de Deus, na forma da Bíblia, é um registro inspirado de eventos e verdades da autorrevelação de Deus” (HORTON, Stan ley (Ed.). Teologia Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal. 10.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006 ,pp .84 ,85 ).

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AMPLIANDO O CONHECIMENTO

A Bíblia, os homens e o Espírito Santo “As Escrituras Sagradas são de origem divina; seus autores hum anos falaram e escreveram por inspiração verbal e plenária do Espírito Santo […]. Deus soprou nos escritores sagrados, os quais viveram numa região e época da história e cuja cultura influenciou na composição do texto.” Amplie mais o seu conhecimento, lendo a Declaração de Fé das Assembleias de Deus, CPAD, pp.25,26.

II – EVIDÊNCIAS DA AUTENTICIDADE DA BÍBLIA

1. Evidências Internas. A palavra “ autenticidade” tem origem no grego authentês como significado daquilo que é “ verdadeiro”. Quando aplicado às Escrituras, o termo indica a autoridade da Bíblia. Nesse sentido, a Bíblia autentica a si mesma (2 Tm 3.16). Dentre as evidências internas, destacam -se:

a) Unidade e consistência: No período aproximado de 1.600 anos, a Bíblia foi escrita em dois idiomas principais e um dialeto, por cerca de quarenta pessoas de diferentes classes sociais, em lugares e circunstâncias distintas que abordaram centenas de tem as. Apesar de todas essas implicações, o conteúdo bíblico é consistente e os seus escritos se harmonizam formando um todo sem qualquer contradição (Sl 18.30; 33 -4 )
b) Ação do Espírito Santo: Por meio da leitura da Bíblia é possível ouvir a voz de Deus agindo como um a espada que “ penetra até à divisão da alma e do espírito” (Hb 4.12). Como os discípulos no caminho de Emaús, aquele que aceita a mensagem da Palavra experimenta a
chama do Espírito arder no coração e passa a compreender o plano da salvação (Lc 24.31,32).
c) Profecias de Eventos Futuros. A exatidão no cumprimento das profecias com prova a veracidade das Escrituras. As suas profecias foram anunciadas muito séculos antes dos eventos acontecerem com clareza e precisão. Entre tantos eventos, citam os o nascimento virginal de Cristo (Is 7.14; Mt 1.23); sua morte na cruz (Sl 22.16; Jo 1936); o local da sua sepultura (Is 53.9; Mt 27.57-60); e sua ressurreição (Sl 16.10; Mt 28.6).

2. Evidências externas. Compreende-se como evidências externas aquelas em que os acontecimentos narrados nas Escrituras são também ratificados por outras fontes históricas. Por vezes, essas com provações se identificam e se fundem aos conceitos de Inerrância, isto é, que a Bíblia não contém erros. Nessa direção, tanto o registro da história das nações, as descobertas arqueológicas e os pressupostos da ciência apontam para a autenticidade da Palavra de Deus. E, a despeito de ser contestada por ateus e incrédulos, a Bíblia permanece como o livro mais traduzido e lido de toda a história (cf. Mc 13.31).

SINÓPSE II

A Bíblia Sagrada autentica a si mesma, tendo sua veracidade confirmada por fontes e registros
históricos.

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III – A MENSAGEM DA BÍBLIA

l. A Supremacia da Bíblia . A expressão latina Sola Scriptura confirma que som ente a Bíblia é regra infalível e autoridade final em matéria de fé e prática. Nossa Declaração de Fé professa
que a Bíblia fornece o conhecimento essencial e indispensável à nossa comunhão com Deus e com o nosso próximo. Assim sendo, não necessitam os de uma nova revelação extraordinária para a nossa salvação e o nosso crescimento espiritual. Significa que todas as doutrinas necessárias para a salvação já nos foram transmitidas pelas Escrituras e que nenhum a tradição humana pode acrescer ou retirar coisa algum a (Ap 22.18,19). Assim, ratifica-se que a Bíblia é a fonte final de autoridade.

2. O poder da Palavra de Deus. O seu poder se assemelha ao fogo que consome e purifica, bem como um martelo que despedaça a penha (Jr 23.29). As qualidades de fogo e martelo indicam que nada pode impedir o cumprimento da Palavra de Deus (Is 55.11; Jr 5.14)- O seu
poder também é capaz de derrubar fortalezas espirituais que fazem oposição ao conhecimento divino (2 Co 10.4,5). A Palavra de Deus tem poder, tal qual uma espada, para penetrar no mais íntimo do ser hum ano e julgar os pensamentos e intenções do coração (Hb 4.12). Quando tentado no deserto, O próprio Cristo derrotou Satanás usando o poder da Palavra. Ele venceu as sugestões do Diabo ao fazer citações das Escrituras (Mt 4. 4,7,10).

3. O propósito da Bíblia. Nossa Declaração de Fé ensina que “ a Bíblia é a mensagem clara, objetiva, entendível, completa e amorosa de Deus, cujo alvo principal é, pela persuasão do Espírito Santo, levar-nos à redenção em Jesus Cristo” (Jo 16.8; 1 Jo 1.1-4). Nela também se
encontram revelados os códigos morais para a sociedade. Ratifica-se que a moral bíblica não se relativiza, pois seus valores são absolutos (Ap 22.18,19). Nessa compreensão, a Bíblia é a revelação de Deus e de sua vontade à humanidade. Dessa forma, o compromisso inegociável da Igreja deve ser de fidelidade e propagação da mensagem bíblica para a salvação e libertação dos pecadores (1 Tm 1.15).

SINÓPSE III

A Palavra de Deus é poderosa, autoridade infalível em matéria de fé e prática, cujo alvo principal é levar-nos à redenção em Jesus Cristo.

AUXÍLIO DE EDUCAÇÃO CRISTÃ

“ O Professor que veio de Deus
Em uma convenção da Evangelical Press Association (Associação das Editoras Evangélicas), A. W. Tozer, preocupado com o povo evangélico, recomendou quatro linhas de ação:
1- Os evangélicos precisam apresentar um cristianismo característico do século XX que seja manifestamente superior a qualquer outro estilo de vida. Somente a fé ancestral será capaz disso. Somente uma aplicação realista da fé aos dias de hoje pode torná-la eficaz.
2- Os evangélicos deviam fazer um chamado à ‘procriação espiritual’ e ir além das fileiras denominacionais e teológicas tradicionais, a fim de alcançar novas e vivificantes linhas de
ação e pensamento. Tal veio de poder está disponível através da comunhão com todos aqueles que creem na divindade de Cristo e na infalibilidade e autoridade das Escrituras Sagradas.
3- Os evangélicos deviam parar de seguir tendências e começar a lança-las. O mundo buscará nossa liderança quando avançarmos pelos campos da ação cristã com um a agenda nova e
revigorada. A trairemos os forma ­dores de opinião a novos e elevados patamares de visão e realização e, juntam ente com eles, a massa.
4- Os evangélicos carecem de uma nova ênfase na ‘interioridade’ da fé cristã. Devem dar menos atenção às superficialidades e aos aspectos exteriores do cristianismo, dedicando a
uma vida mais profunda com Cristo em Deus” (LEBAR, Lois E. Educação que é Cristã. Rio de Janeiro: CPAD, 2017, p.55).

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CONCLUSÃO

As Escrituras são de origem divina.
Deus se deu a conhecer por meio da história, do universo, da humanidade, de Cristo e das Escrituras. A autenticidade da Bíblia é confirmada por evidências internas e externas. A Palavra de Deus é a nossa autoridade final de fé e prática. O teólogo Antônio Gilberto escreveu que “ o autor da Bíblia é Deus, seu real intérprete é o Espírito Santo, e seu tema central é o Senhor Jesus Cristo”.

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VOCABULÁRIO
Penha
: grande massa de rocha saliente e isolada.

REVISANDO O CONTEÚDO

1- O que Pedro enfatiza a respeito dos escritos sagrados? R. Pedro enfatiza que os escritos sagrados não têm sua origem nos homens, mas no próprio Deus (2 Pe 1.20,21).
2- O que é Revelação Geral? R. Chama-se revelação geral aquela em que Deus se fez conhecer em toda a parte por meio da História, do Universo e da Natureza Humana.
3- Caracterize a Revelação Especial. R. Reconhecem os a revelação especial tanto no Verbo vivo, Jesus Cristo, quanto nas Escrituras Sagradas (Jo l.l; 5.39). É por meio da revelação contida nas Escrituras que conhecemos a Pessoa de Cristo.
4- Cite as três evidências internas que autenticam as Escrituras. R. Unidade e consistências das Escrituras; Ação do Espírito Santo nas Escrituras; Profecias de eventos futuros nas Escrituras.
5- Como podem os ratificar que a Bíblia é a autoridade final? R. Todas as doutrinas necessárias para a salvação já nos foram transmitidas pelas Escrituras e que nenhuma tradição humana pode acrescer ou retirar coisa algum a (Ap 22.18,19). Assim , ratifica-se que a Bíblia é a fonte final de
autoridade.

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