EBD Pecc (Programa de Educação Cristã Continuada) | 2° Trimestre De 2025 | TEMA: GÁLATAS E EFÉSIOS – A Verdadeira Liberdade e a Unidade do Corpo de Cristo | Escola Biblica Dominical | Lição 02: Gálatas 2 – Evangelho, Graça e Circuncisão
SUPLEMENTO EXCLUSIVO DO PROFESSOR
Afora o suplemento do professor, todo o conteúdo de cada lição é igual para alunos e mestres, inclusive o número da página.
ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Em Gálatas 2 há 21 versos. Sugerimos começar a aula lendo, com os alunos, Gálatas 2.1-21 (5 a 7 min.). A revista funciona como guia de estudo e leitura complementar, mas não substitui a leitura da Bíblia.
Dois aspectos precisam ser salientados na aula de hoje. Primeiro, a necessidade de Paulo defender o seu ministério. O contexto da carta deixa cristalino que os ataques ao conteúdo da mensagem pregada por Paulo estão indissociavelmente ligados a dúvidas levantadas pelos judaizantes acerca de sua legitimidade apostólica. Por isso, Paulo inicia o capítulo 2 mostrando que as “colunas da igreja” (Tiago, Cefas e João) ratificaram sua mensagem e lhe estenderam “a destra da comunhão” (Gl 2.9). Em segundo lugar, a universalidade do Evangelho da graça. Seja Pedro aos da circuncisão, ou Paulo aos gentios, um único e genuíno Evangelho é anunciado ao homem caído. O Evangelho de Cristo é poderoso para romper barreiras étnicas, temporais e culturais, e continua trazendo salvação a homens de toda tribo, língua, raça e nação.
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OBJETIVOS
Conectar Paulo com os outros apóstolos.
Demonstrar que ninguém pode ser justificado pela lei.
Compreender que só a fé em Jesus redime judeus e gentios.
PARA COMEÇAR A AULA
Como professores da Escola Bíblica Dominical, precisamos incutir boas práticas de manejo da Escritura em nossos alunos. O estudo de hoje está intimamente ligado ao texto de Atos 15. Inicie a aula pontuando em classe o quanto as informações apresentadas em Atos 15 lançam luz sobre o tema desenvolvido por Paulo em Gálatas 2. Ressalte a importância de uma leitura mais abrangente e comprometida com toda a Escritura, afinal, a regra de ouro da interpretação bíblica é: A BÍBLIA INTERPRETA A BÍBLIA.
LEITURA ADICIONAL
Tiago é colocado primeiro nos manuscritos mais antigos, mesmo antes de Pedro, por ser aquele bispo de Jerusalém, e portanto, presidente do concílio (Atos 15). Foi chamado “o justo”, por sua estrita aderência à lei, e assim foi especialmente popular entre o partido judaico, embora não praticasse os extremos deles; enquanto que Pedro estava um pouco afastado deles devido a seu trato com os cristãos gentios. A cada apóstolo foi destinada a esfera mais bem apropriada ao seu temperamento: a Tiago, que era tenaz à lei, foi encomendada a obra entre os judeus de Jerusalém; a Pedro, que tinha aberto a porta aos gentios, mas que estava judaicamente disposto, foi-lhe encomendado a obra entre os judeus da dispersão; a Paulo, que pelo inusitado de sua milagrosa conversão, na qual todos seus primeiros preconceitos judaicos tinham tomado uma direção completamente contrária, foi-lhe encomendado a obra entre os gentios. Não separada e individualmente, mas sim coletivamente, os apóstolos representavam a Cristo, a única Cabeça, no apostolado. As doze pedras fundamentais de cores distintas, são unidas à grande pedra fundamental sobre a qual elas descansam (1Co 3.11; Ap 21.14, Ap 21.19-20). João tinha recebido, na vida de Jesus, uma intimação da admissão dos gentios (Jo 12.20-24).
Livro: Comentário Crítico e Explicativo de toda a Bíblia: Gálatas (Jamieson-Fausset-Brown, Hendrickson Pub, 1996, Pags. 25-26).
Texto Áureo
“E, quando conheceram a graça que me foi dada, Tiago, Cefas e João, que eram reputados colunas, me estenderam, a mim e a Barnabé, a destra de comunhão, a fim de que nós fôssemos para os gentios, e eles, para a circuncisão;” Gl 2.9
Leitura Bíblica Com Todos
Verdade Prática
Uma vez que nos identificamos com a morte de Cristo, estamos mortos para a lei e aptos a viver para Deus.
INTRODUÇÃO
I- DEFESA DO EVANGELHO EM JERUSALÉM 2.1-6
1- Viagem revelada a Jerusalém 2.2
2- Os falsos irmãos 2.4
3- O Evangelho é superior aos homens 2.6
II- ÚNICO EVANGELHO PARA JUDEUS E GENTIOS 2.7-10
1- O Evangelho da incircuncisão 2.7
2- O Evangelho da circuncisão 2.8
3- O ministério de Paulo é aprovado 2.9
III- PAULO RESISTE A PEDRO 2.11-21
1- O mau exemplo de Pedro 2.11
2- A justificação é somente pela Fé 2.16
3- Crucificado com Cristo 2.20
APLICAÇÃO PESSOAL
DEVOCIONAL DIÁRIO
Segunda – Gálatas 2.10
Terça – Gálatas 2.16
Quarta – Gálatas 2.18
Quinta – Gálatas 2.19
Sexta – Gálatas 2.20
Sábado – Gálatas 2.21
Hinos da Harpa: 205 – 18
INTRODUÇÃO
Paulo defende seu apostolado em um acalorado embate com os judaizantes e recebe o reconhecimento dos apóstolos quanto à sua missão entre os gentios. Os judaizantes tentaram disseminar a ideia de que o Evangelho pregado por Paulo era distinto daquele proclamado pelos apóstolos de Jerusalém, em uma clara tentativa de semear discórdia no círculo apostólico. No entanto, Paulo demonstra que o Evangelho que ele anuncia provém de Deus. Posteriormente à carta, o Concílio de Jerusalém, ratificou que os gentios não estavam sujeitos à Lei mosaica, incluindo a circuncisão, como condição para a salvação (At 15).
I- DEFESA DO EVANGELHO EM JERUSALÉM (2.1-6)
Tendo em vista os ataques por parte dos judaizantes, Paulo vai a Jerusalém para um encontro com a liderança apostólica.
1- Viagem revelada a Jerusalém (2.2) Subi em obediência a uma revelação; e lhes expus o evangelho que prego entre os gentios, mas em particular aos que pareciam de maior influência, para de algum modo não correr ou ter corrido em vão.
Deus direcionou que Paulo fosse a Jerusalém a fim de encontrar-se com a liderança apostólica da Igreja. A finalidade era fazer uma exposição a respeito de seu trabalho entre aqueles que não faziam parte da comunidade judaica (gentios). Paulo não foi convocado para ir a Jerusalém e tampouco foi pedir permissão para continuar anunciando o Evangelho. Ele queria esclarecer o trabalho que fazia e, assim, livrar-se da perseguição dos judaizantes. O apóstolo é um exemplo de como ser dirigido pelo Espírito Santo e buscar apoio nos momentos difíceis da caminhada. Os companheiros que seguem Paulo nessa visita são: Barnabé, um judeu ligado ao ministério gentilico, e Tito, um convertido gentio à fé cristã, produto do Evangelho que os judaizantes punham em dúvida. A presença de ambos foi muito significante na defesa do apóstolo.
2- Os falsos irmãos (2.4) E isto por causa dos falsos irmãos que se entremeteram com o fim de espreitar a nossa liberdade que temos em Cristo Jesus e reduzir-nos à escravidão
Diante da liderança apostólica, Paulo denuncia o que ele chamou de falsos irmãos. Quem eram essas pessoas? Eram os judaizantes que, embora se passassem por cristãos, demonstravam viver uma fé fingida. Se diziam convertidas a Cristo, mas estavam envolvidos até a alma nos ritos judaicos. A intenção deles era convencer os gentios convertidos a Cristo a aderir às práticas judaicas como condição para a salvação. Os judaizantes não acreditavam na salvação como um dom divino, sendo possível apenas pela fé, por isso, o apóstolo Paulo os considerou pseudocristãos ou falsos irmãos.
3- O Evangelho é superior aos homens (2.6) E quanto àqueles que pareciam ser de maior influência (quais tenham sido, outrora, não me interessa; Deus não aceita a aparência do homem), esses, digo, que me pareciam ser alguma coisa, nada me acrescentaram.
Depois de bater forte nos legalistas, Paulo comenta a respeito de Pedro, Tiago, João e companhia. Tudo nos leva a crer que existia uma certa veneração em relação a esses líderes. Embora reconhecesse a importância desses líderes, o apóstolo não os considerou superiores a ele quanto à compreensão do evangelho. Ele os respeitava e até se considerava menor do que eles (1Co 15.9), mas só se subordinava aos apóstolos originários enquanto estes estivessem a viver o genuíno Evangelho do Reino. Paulo rechaça veementemente o “culto à personalidade”, muito comum hoje em dia.
II- ÚNICO EVANGELHO PARA JUDEUS E GENTIOS (2.7-10)
Após os argumentos de Paulo, a liderança aprova o seu apostolado entre os gentios.
1- O Evangelho da incircuncisão (2.7) Antes, pelo contrário, quando viram que o evangelho da incircuncisão me fora confiado, como a Pedro o da circuncisão.
É importante salientar que não havia dois evangelhos diferentes, um para os praticantes da circuncisão (judeus) e outro para os chamados incircuncisos (gentios). Contudo, fica claro que os apóstolos de Jerusalém aprovaram o trabalho missionário de Paulo inteiramente voltado para os povos não pertencentes à comunidade judaica. De posse da ratificação de seu apostolado entre os gentios, Paulo avança contra os legalistas que insistiam em impor a circuncisão aos gentios convertidos. Aqui cabe uma retomada ao versículo 3, onde Paulo se refere ao fato de que nem Tito, sendo grego, foi constrangido a circuncidar-se. Paulo levou Título para o encontro propositalmente. Os defensores da circuncisão para os gentios foram vencidos, e Tito foi fundamental para essa vitória paulina.
2- O Evangelho da circuncisão (2.8) Pois aquele que operou eficazmente em Pedro para o apostolado da circuncisão também operou eficazmente em mim para com os gentios.
É importante salientar que a circuncisão era um importante ato que integrava o pacto de Deus com a nação judaica a partir de Abraão (Gn 17.9-14). Paulo, Pedro, os fariseus e todos os judeus eram circuncidados. Com o sacrifício do calvário inaugura-se uma nova aliança onde Cristo se torna o cumprimento de toda a Lei. Paulo não era contra a circuncisão em si, mas sim que esta fosse imposta como condicionante para a salvação. Portanto, o evangelho da circuncisão nada mais era do que o evangelho da salvação em Cristo entre os judeus representados em Pedro.
3- O ministério de Paulo é aprovado (2.9) E conhecendo Tiago, Cefas e João, que eram considerados como as colunas, a graça que se me havia dado, deram-nos as destras, em comunhão comigo e com Barnabé, para que nós fôssemos aos gentios e eles à circuncisão.
A expressão “a graça que me foi dada” refletem a imensidão do favor divino que foi conferido a Paulo para que ele pudesse cumprir sua missão, em conformidade com o trecho de 1 Coríntios 15.10. Naquele encontro, os apóstolos de Jerusalém viram em Paulo, pelo menos duas coisas:
a) Reconheceram que o outrora perseguidor agora era uma nova criatura em Cristo. O episódio do caminho de Damasco foi um divisor de águas na trajetória de Paulo. De fato, ali houve um encontro pessoal entre um judeu legalista e a encarnação da graça salvadora. Entendemos que essa experiência de salvação é sempre o fundamento do nosso trabalho como obreiros do Senhor. Antes de nos tornarmos propagandistas das verdades do evangelho, essas verdades devem fazer parte de nosso viver;
b) Reconheceram que o chamamento de Paulo para a obra missionária entre os gentios era incontestável. A liderança da Igreja está unida pelo Evangelho, mas reconhece a pluralidade de ministérios. “A fim de que nós fossemos para os gentios e eles para a circuncisão” (2.9b). O final do encontro nos oferece uma mensagem maravilhosa: O ministério de Paulo entre os gentios é reconhecido e a circuncisão não é exigida dos gentios convertidos a Cristo e todos dão as mãos. Dessa forma, é inequívoco que a Igreja de Cristo é formada por pessoas de todos os povos, tribos e nações (Gl 3.28; Ap 5.9).
III- PAULO RESISTE A PEDRO (2.11-21)
Agora o embate é entre Paulo e Pedro. Eles estavam reunidos em Antioquia, e Pedro participou normalmente das refeições junto com os cristãos gentios. Com a chegada de um grupo de Judeus, Pedro recua e deixa de fazê-lo, levando Paulo a reprovar a sua atitude.
1- O mau exemplo de Pedro (2.11) Quando, porém, Cefas (Pedro) veio à Antioquia, resisti-lhe face a face, porque se tornara repreensível.
Paulo tinha a convicção de que a verdade fundamental do evangelho era a justificação pela fé. Por isso, ele não hesitou em defendê-la a qualquer preço, ainda que isso implicasse num confronto com um dos maiores líderes da Igreja, Pedro. Talvez essa não seja uma atitude, como se diria hoje, “politicamente correta”. Paulo afirma que Pedro cometeu um equívoco lamentável, e que por essa razão o enfrentou cara a cara em público. Na época de Paulo, o trabalho missionário da Igreja estava centrado em Jerusalém onde Cristo morreu e ressuscitou, e em Antioquia da Síria, onde nasceu uma grande igreja gentílica que foi base para várias ações missionárias para fora da comunidade judaica. Em Jerusalém estava o cristianismo judaico e, em Antioquia, o cristianismo gentílico, mas um só era o Evangelho. Pedro visitou a comunidade cristã de Antioquia, como já dito, uma comunidade de gentios convertidos a Cristo. Ele sabia que no Evangelho de Cristo não cabe a acepção de pessoas, então, não haveria nenhum problema com os cristãos gentios. Pedro já havia recebido, por parte do próprio Deus, uma instrução a esse respeito. A visão do lençol cheio de animais imundos e a ordenança de Deus; “mata e come…. não chames de profano o que Deus purificou” (At 10.13-16). A partir daí, Pedro entendeu que aquela orientação de Deus não se tratava de comida, mas de pessoas. Em Antioquia, Pedro se assenta à mesa com os irmãos gentios em perfeita comunhão. Em seguida, chega um grupo de irmãos enviados de Jerusalém que certamente eram daqueles que não aceitavam que alguém fosse considerado cristão sem guardar a Lei de Moisés. Pedro se mostra constrangido e passa a não mais comer com os irmãos gentios. Ao perceber a cena, Paulo repreendeu a Pedro na presença de todos por considerar o ato uma hipocrisia. “Mas quando vi que não agiam corretamente, conforme a verdade do evangelho, disse a Cefas na presença de todos: Se tu, sendo judeu, vives como os gentios, e não como os judeus, por que obrigas os gentios a viverem como judeus?” (Gl 2.14).
2- A justificação é somente pela Fé (2.16) Sabendo, contudo, que o homem não é justificado por obras da lei, e sim mediante a fé em Cristo Jesus, também temos crido em Cristo Jesus, para que fôssemos justificados pela fé em Cristo e não por obras da lei, pois, por obras da lei, ninguém será justificado.
Os judeus que receberam a Lei por intermédio de Moisés, achavam que a justificação diante de Deus não se dava apenas pela fé, mas era necessário praticar todas as exigências da Lei. Entre essas exigências estavam a circuncisão, a observância a uma dieta religiosa que não permitia ingerir sangue, carne de porco e certos animais, além da proibição de entrar na casa de quem comesse essas coisas, e a observância das festas e dias do calendário judaico. O objetivo maior da Carta aos gálatas é ajudar os cristãos daquela comunidade a permanecerem no Evangelho de Cristo anunciado a eles pelo apóstolo, ou seja, que o pecador é aceito, perdoado, recebido por Deus e justificado de seus pecados mediante a fé no sacrifício substitutivo de Jesus na cruz. Eles precisavam entender que o martírio de Cristo foi completo e definitivo.
3- Crucificado com Cristo (2.20) Já estou crucificado com Cristo, e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim, e a vida que agora vivo na carne vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou e se entregou a si mesmo por mim.
Este texto nos ensina que a morte para a Lei equivale à crucificação com Cristo que é a participação na Sua morte e na Sua vida. A morte para a Lei se dá por causa da nossa identificação com a morte de Cristo. Paulo e todos nós cristãos fomos crucificados com Cristo a fim de morrer para o pecado, para a Lei e para o presente século mau (Gl 1.4). Embora vivamos num corpo físico, Cristo também vive em nós espiritualmente. Nesse processo o crente vai sendo transformado pelo Espírito de Deus na natureza ética e moral de Cristo, cuja vida vai se expressando por intermédio Dele.
APLICAÇÃO PESSOAL
A salvação pela graça, mediante a fé em Cristo, deve produzir em todos os cristãos o pleno conhecimento da eficácia e suficiência do sacrifício de Cristo.
RESPONDA
1) Os companheiros de Paulo na viagem à Jerusalém:
R. Barnabé e Tito.
2) O foco do trabalho missionário de Paulo:
R. Os gentios.
3) O foco do trabalho missionário dos outros apóstolos:
R. Os judeus.
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