Lição 10: O Terceiro Diário de Viagem | 3° Trimestre de 2022 | EBD Adolescentes

EBD Adolescentes | 3° Trimestre De 2022 | Tema: Apóstolo Paulo – Um Grande Missionário | Escola Biblica Dominical | CPAD | Lição 10: O Terceiro Diário de Viagem

LEITURA BÍBLICA

Atos 19.1-11

A MENSAGEM

“Eu disse com firmeza aos judeus e aos não judeus que eles deviam se arrepender dos seus pecados, voltar para Deus e crer no nosso Senhor Jesus.” Atos 20.21

Devocional

Segunda » Sl 115.2-9
Terça » Mt 3.11
Quarta » Mt 12.17,18, 21
Quinta » Rm 3.29
Sexta » 2 Tm 1.8-11
Sábado » Gl 3.13,14

Objetivos

ENSINAR os principais eventos que ocorreram na cidade de Éfeso;
DEMONSTRAR que as conversões ao Evangelho trouxeram impacto para a sociedade;
MOSTRAR como foi a recepção de Paulo em Jerusalém.

Ei Professor!

Toda semana você tem o desafio de ensinar a Palavra de Deus para sua classe. O preparo da lição pressupõe a leitura e pesquisa bíblica, a leitura de obras de apoio para aprofundamento no tema e a elaboração de uma estratégia pedagógica. Tudo isso visa a eficácia na comunicação da Palavra. A dedicação a esse preparo é fundamental para a frutificação do seu ministério. Lembre-se que, na sua sala de escola dominical, os adolescentes irão aprender conteúdos singulares, que não serão ensinados em nenhuma outra escola ou curso. Você está ensinando a viva, poderosa e transformadora Palavra de Deus. Ele te recompensará.

Ponto de Partida

Chegamos ao trecho de Atos que narra os acontecimentos da terceira viagem de Paulo. O destaque desta lição será o período de três anos que o Apóstolo passou em Éfeso. Tal período foi suficiente para o Apóstolo notar as consequências da ação do Espírito Santo na vida das pessoas. Quando os efésios aceitaram a Jesus e buscaram a santidade, seus hábitos foram mudados. Eles abandonaram o pecado. E, então, a cidade de Éfeso viu que sua estrutura social e econômica não seria mais a mesma. Por outro lado, a Bíblia não esconde que, por onde Paulo passou, o Evangelho desagradou alguns. Tais pessoas passaram a ser opositores da pregação do Evangelho e perseguidores de Paulo.

Vamos Descobrir

Nesta terceira viagem, o apóstolo Paulo permaneceu três anos em Éfeso. Durante esse tempo, foi possível preparar obreiros e discipular os novos convertidos. Foram diversos os desafios que o Apóstolo enfrentou nessa cidade, por conta da pregação do Evangelho. Desafios estes de natureza teológica e social, dentro e fora da igreja. Após a estadia, Paulo dedicou-se a chegar em Jerusalém, e, nesta jornada, outros contratempos ganharam força.

Hora de Aprender
I- A PARADA DE 3 ANOS EM ÉFESO

Através do livro de Atos percebemos que o tempo de Paulo em Éfeso foi trabalhoso.

1- O derramamento de Poder em Éfeso. Um judeu chamado Apoio, que cria em Jesus, chegou em Éfeso e anunciava com entusiasmo “o Caminho do Senhor” (At 18.24,25). Ele tornou-se um líder e pregava para judeus e gentios. Apoio, porém, não tinha vivido a experiência do Batismo no Espírito Santo, como a do dia de Pentecostes. Por isso, ele ensinava sobre o batismo de João e o arrependimento para receber a salvação em Jesus Cristo, mas não falava sobre o batismo no Espírito Santo (At 18.25). Algum tempo depois, ele partiu para Acaia (At 18.27). Quando Paulo chegou a Éfeso, a igreja não entendia sobre o Batismo no Espírito Santo; eles apenas conheciam o batismo em águas feito por João Batista (At 19.1-3). Então, Paulo explicou que era necessário serem batizados em nome de Jesus. E também ressaltou que o Batismo no Espírito Santo é diferente do batismo em águas (At 19.4). Após essa instrução, Paulo os batizou em nome de Jesus — conforme o mandamento (Mt 28.19). Depois disso, fez uma oração com imposição de mãos e eles receberam o Batismo no Espírito Santo. E, assim, falaram em línguas e profetizaram (At 19.6,7).

2- O Enfrentamento de Espíritos Malignos. O tempo passou e Paulo continuou ensinando sobre o Reino de Deus. A Bíblia nos mostra que Deus fazia grandes milagres através de Paulo, promovendo cura dos enfermos e Libertação dos oprimidos (At 19.11,12). Estas maravilhas despertaram a curiosidade de alguns judeus e eles tentaram imitar o Apóstolo, invocando o nome de Jesus (At 19.13). Como resultado, um espírito maligno lhes disse: Eu conheço Jesus e sei quem é Paulo. Mas vocês, quem são?” (At 19.15). Esse evento teve um grande impacto na cidade, a ponto de os praticantes de magia queimarem em público seus Livros de encantos (At 19.18-20).

AUXÍLIO TEOLÓGICO

“Paulo percorreu o interior da Ásia menor, chegando a Éfeso, um ponto de junção de transportes por mar e terra, que era considerada, juntamente com Antioquia da Síria e Alexandria no Egito, como uma das grandes cidades do mar Mediterrâneo. A população de Éfeso, durante o século I, pode ter chegado a 250 mil pessoas […] Éfeso era um centro de prática de magia negra e outras práticas de ocultismo. A superstição e a feitiçaria eram comuns. Muitos dos convertidos de Éfeso tinham estado envolvidos nestas obras das trevas. Entretanto, o poder do nome de Jesus demonstrado sobre os maus espíritos tornou-se um impulso para uma limpeza espiritual geral na vida de muitos novos crentes de Éfeso.

Eles renunciaram especificamente ao fascínio que tinham por todas as práticas de ocultismo. A seguir, tomando o que restava do seu passado pagão, eles trouxeram os seus livros e queimaram na presença de todos. Romper claramente com o pecado foi custoso — somente os Livros de magia valiam cinquenta mil peças de prata, o equivalente a diversos milhões de dólares” (Comentário do Novo Testamento Aplicação Pessoal VoL 1. Rio de Janeiro: CPAD, p.712,714).

II- O CONFLITO RELIGIOSO E ECONÔMICO

O número de cristãos aumentou na cidade, ou seja, muitos abandonaram os rituais idólatras. E isso provocou controvérsia em meio aos produtores de objetos do templo da “deusa” Diana. Na cidade de Éfeso havia um grande templo dedicado à “deusa’’ Diana (ou Ártemis). A movimentação religiosa neste templo atraia milhares de pessoas todos anos para a cidade e garantia uma grande arrecadação financeira. A conversão de muitas pessoas à fé em Cristo trouxe um penoso prejuízo para o mercado dos ídolos. E, assim, instalou-se uma revolta contra Paulo e seus companheiros, liderada por Demétrio e os outros artesãos (At 19.24-28).

A multidão ficou revoltada e descontrolada. Eles arrastaram Gaio e Aristarco para o teatro (At 19.29-31). O nível do conflito aumentou e os cidadãos e os cristãos poderiam ser acusados de cometer crime contra a ordem no Império (At 19.32,40). Assim, o secretário da prefeitura instruiu o povo e os acusadores a se acalmarem e tratarem do assunto no tribunal ou nas reuniões formais da cidade (At 19.35-39). E, assim, a multidão foi dispersada (At 19.41). Observe! Parte da economia da cidade de Éfeso estava relacionada ao turismo e comércio voltado para o templo de Diana. Muitos moradores da cidade tiveram encontro com Jesus, por isso, não mais praticavam os rituais pecaminosos e não mais compravam os objetos idólatras. Alguns cristãos até foram desprezados por seus amigos por abandonarem a tradição da cidade. O compromisso de servir a Deus traz mudanças de hábitos e impacta a família e o ciclo social.

II- AUXÍLIO DIDÁTICO

Os gregos e os romanos acreditavam em diversos deuses. Para cada aspecto da vida havia uma divindade correspondente, como por exemplo, amor, agricultura, guerra, fertilidade e outros. Existiam diversos rituais, templos e grupos religiosos; era uma mistura de superstição, adivinhação e magia. O Estado não se importava com as crenças das pessoas, desde que a prática religiosa não atrapalhasse a ordem na sociedade. Vejamos alguns ídolos deles:

III – A PARADA FINAL EM JERUSALÉM

Após tudo ser resolvido, Paulo seguiu viagem para seu destino final. A chegada de Paulo e seus companheiros foi festejada pela igreja em Jerusalém (At 21.17). O Apóstolo entregou a oferta das igrejas da Macedônia e Acaia (Rm 15.22-28) e compartilhou com eles como as Boas-Novas de Jesus estavam sendo pregadas entre os não judeus (At 21.19). Os irmãos explicaram que alguns judeus estavam falando mal de Paulo pela cidade, espalhando que ele ensinava o abandono da Lei de Moisés (At 21.20,21). O Apóstolo, então, aceitou participar de um ritual de purificação para demonstrar que essa ideia era um boato (At 21.22-24). Passados os dias da purificação, Paulo estava no templo e foi visto por alguns daqueles judeus que o perseguiam por onde ele passava na Ásia Menor. Eles o acusaram falsamente de ensinar contra o povo de Israel, a Lei de Moisés e o templo e de profanar o lugar sagrado por ter levado gentios ali (At 21.27,28). Foi um alvoroço! O povo arrastou Paulo para fora do templo para matá-lo. Foi quando chegou o comandante romano com suas tropas. Somente neste momento os agitadores pararam de bater em Paulo. A confusão cessou e o apóstolo foi levado preso (At 21.30-33).

III- AUXÍLIO TEOLÓGICO

Havia no Segundo Templo uma cerca, chamada em hebraico de soreq, inexistente no Primeiro Templo, construído pelo rei Salomão. Qualquer não judeu que ultrapassasse essa cerca deveria ser morto. Era assim que os sacerdotes interpretavam a Lei. Quando Paulo foi ao Templo para o ritual de purificação, alguns judeus que o tinham visto em Éfeso, o acusaram de supostamente levar um gentio a esta área exclusiva dos judeus (At 21.12,30). “Lucas explicou que os acusadores judeus tinham visto Paulo, na cidade, com Trófimo, que eles sabiam ser um gentio. Sem nenhuma investigação, pensavam que Paulo introduzira Trófimo no Templo, e relataram este fato como se efetivamente tivesse acontecido (At 21.28)! A cidade se alvoroçou […] no tumulto, Paulo foi arrastado para fora do Templo, e logo as portas se fecharam. Estas eram as portas entre o pátio interior e o pátio dos gentios.

Os guardas do Templo (Levitas) fecharam as portas para impedir que a multidão entrasse […]. Como Jerusalém estava sob domínio romano, um tumulto na cidade deveria ser investigado pelas autoridades romanas. O tribuno da coorte (o regimento romano) nesta época era Cláudio Lísias (veja At 23.26)” (Comentário do Novo Testamento Aplicação Pessoal. Vol. 1. Rio de Janeiro: CPAD, p.724, 725).

CONCLUSÃO

O ministério do Apóstolo Paulo foi conduzido por Deus. Mesmo quando a situação parecia complicada, havia um propósito maior: a pregação do Evangelho do Senhor Jesus e a salvação de almas.

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“Dai, e dar-se-vos-á; boa medida, recalcada, sacudida, transbordante, generosamente vos dará; porque com a medida com que tiverdes medido vos medirão também.” Lc 6:38 

VAMOS PRATICAR

1- Marque Verdadeiro (V) ou falso (F):

(F) Batismo de João e Batismo no Espírito Santo são a mesma coisa.
(V) Milagres de Deus não podem ser reproduzidos por ação humana.
(V) As igrejas da Macedônia e Acaia enviaram ofertas para a igreja de Jerusalém.

2- Qual o nome do local onde houve conflito com Demétrio e seus companheiros de profissão?

(X) Éfeso
( ) Trôade
( ) Frígia
( ) Atenas

Pense Nisso

Quando decidimos servir a Jesus, nos comprometemos em buscar uma vida de santidade. Como assim? Ser santo é querer estar mais perto de Deus e recusar viver no pecado. Quando se tem esse objetivo, mais parecido com Jesus nos tornamos. Através da nossa mudança de vida, a luz de Cristo brilha em nós.

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