Lição 11: Quem segue a Jesus frutifica no Reino de Deus | 3° Trimestre De 2022 | EBD – Jovens

EBD | 3° Trimestre De 2022 | CPADRevista Jovens – Tema: Imitadores de Cristo – Ensinos Extraídos das Palavras de Jesus e dos Apóstolos | Escola Bíblica Dominical | Lição 11: Quem segue a Jesus frutifica no Reino de Deus

TEXTO PRINCIPAL

“Eu sou a videira, vós, as varas; quem está em mim, e eu nele, este dá muito fruto, porque sem mim nada podereis fazer.” (Jo 15.5)

RESUMO DA LIÇÃO

Somente através de uma comunhão verdadeira com Jesus podemos frutificar no Reino de Deus.

LEITURA SEMANAL

SEGUNDA – Is 5-1 A vinha de Deus
TERÇA – Mt 3.10 O que acontece com os improdutivos
QUARTA – 2 Tm 4.2 Sendo produtivo no Reino
QUINTA – Jo 15.4 Vida só em Jesus
SEXTA – CL 3.9 Em Cristo somos renovados
SÁBADO – Rm 11.23 Fomos enxertados para servir

OBJETIVOS

EXPLICAR a respeito da imagem da vinha e o grande vinhateiro;
COMPREENDER os princípios da comunhão;
SABER dos impactos da comunhão.

INTERAÇÃO

Prezado(a) professor(a) veremos nesta lição que somente através de uma comunhão verdadeira com Jesus podemos frutificar no Reino de Deus. Fomos enxertados na Videira Verdadeira para servir ao Senhor. Não podemos nos esquecer de que há um potencial em nós, dons, talentos e ministérios, que nos foi dado para realizarmos a obra do Todo-Poderoso. Vivamos então para servir ao Reino e produzir muitos frutos para a glória do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Professor(a),.peça que os alunos formem grupos. Depois sugira que eles encontrem na Bíblia algumas referências relacionadas à videira e seus frutos. Dê um tempo para que façam a pesquisa. Depois, peça que os alunos leiam as seguintes referências: Salmos 80.8, Isaías 5.1-7 e Ezequiel 19.10-14. Em seguida explique que segundo a Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal a videira é uma planta fecunda; um simples ramo da videira produz muitas uvas. No Antigo Testamento, estas frutas simbolizavam a fecundidade de Israel ao fazer a obra de Deus na terra. Na refeição da Páscoa, o fruto da videira simbolizava a bondade de Deus para com o seu povo.

TEXTO BÍBLICO
João 15.1-4

1 Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o lavrador.
2 Toda vara em mim que não dá fruto, a tira; e limpa toda aquela que dá fruto, para que dê mais fruto.
3 Vós já estais limpos pela palavra que vos tenho falado.
4 Estai em mim, e eu, em vós; como a vara de si mesma não pode dar fruto, se não estiver na videira, assim também vós, se não estiverdes em mim.

INTRODUÇÃO

A salvação é um processo de readequação da humanidade ao plano eterno de Deus. Estávamos apartados das bênçãos divinas, enraizados em pecados e iniquidades. Foi quando, por meio do sacrifício de Jesus na cruz, fomos feitos novas criaturas, reenxertados na Videira Verdadeira. O resultado foi nossa reabilitação ao caminho de uma vida boa, produtiva e significante para o Reino de Deus. Devemos então reconhecer nosso lugar junto ao Senhor, e assim frutificar para a glória dEle.

I- A IMAGEM DA VINHA

1- A vinha e o grande vinhateiro. Esta é uma clássica imagem do relacionamento de Deus com o seu povo que remonta aos profetas do Antigo Testamento (Is 5.1-7; Jr 2.20-22). Os filhos de Israel sempre foram cuidados diligentemente pelo Senhor, gerados por suas mãos de misericórdia e amor, o que se esperava de um povo gerado tão miraculosamente? Bênçãos, obediência e gratidão. Todavia, o testemunho do Senhor é outro, a vinha produziu frutos amargos, ou seja, pecado e desobediência. No caso de Judá, a idolatria é o principal ato pernicioso que aquela comunidade pratica e que o Senhor veementemente reprova. Tomando essa imagem tão presente na memória daquele povo, Jesus apresenta o maravilhoso plano divino de restauração do relacionamento com a humanidade. Cristo é a própria vinha, isto é, a fonte fundamental de vida. Já seus discípulos são os ramos que se conectam diretamente à vinha, e que não possuem qualquer possibilidade de auto subsistência. Por fim, o Pai é 0 sábio agricultor, com autoridade tanto para podar como para cortar (Jo 15.1).

2- Sobre cortes e podas. João 15 é uma reflexão a respeito da necessidade individual de comprometimento com as múltiplas tarefas no Reino. Para ensinar seus amigos sobre a frutificação no Reino, o Mestre explorou um pouco mais a metáfora da vinha e esclareceu duas questões importantíssimas: no Reino dos céus não há espaço para improdutivos, pois a missão de proclamação do Evangelho é enorme e a necessidade de colaboração com o plano de Deus é contínua. Frutificar, isto é, atuar significativamente no Reino, é um imperativo, quem assim não vive, será cortado e lançado fora, Além disso, a atuação nas missões estabelecidas por Deus não são uma garantia de isenção de problemas ou uma carta branca para se fazer o que se quer. Se os inúteis são cortados, numa clara associação ao discurso de João Batista (Mt 3.10), os cristãos produtivos e sadios, em algum momento de suas vidas precisarão passar por uma poda, uma limpeza espiritual, para que no próximo ciclo de frutificação, na próxima missão para o Reino, eles sejam mais produtivos e ricos em dons, talentos e ministérios (Jo 15.2).

3- Os princípios bíblicos como instrumentos de poda espiritual. Como podemos melhorar espiritualmente? De que forma podemos crescer e demonstrar maturidade diante de Deus? Através de uma vida adequada aos princípios das Sagradas Escrituras (Jo 15.3), A Bíblia é nosso parâmetro de vida, se estamos vivendo de acordo com 0 que ela aponta, prosperamos e crescemos livremente; se em algum momento nos afastamos do propósito divino, o Altíssimo como bom agricultor e Pai, nos poda, pela exortação da Palavra, para que possamos viver a plenitude de sua vontade (2 Tm 4.2). Em tempos tão difíceis como os nossos, precisamos cada vez mais estabelecer a Palavra de Deus como instrumento de orientação espiritual para a nossa vida, e assim, seremos mais que vencedores.

PENSE! Ter comunhão com Cristo não nos isenta de dores, apenas nos faz mais fortes a elas.
PONTO IMPORTANTE! Jesus está ao nosso lado em todo o tempo.

PROFESSOR(A), a função de uma vinha é produzir frutos. A responsabilidade do lavrador é cultivar videiras de qualidade, de forma que elas sejam produtivas. Para fazer isto, duas coisas são necessárias: ‘Toda vara em mim que não dá fruto, a tira’ (cf. Lc 13.6-9) Isto pode se referir especificamente a Judas certamente, a qualquer apóstata. O corpo de Cristo não deve ser enfraquecido por aqueles que apenas 0 professam, mas se recusam dar fruto. E aqui que a ação do Pai é revelada na purificação moral dos verdadeiros discípulos que estão em seu Filho… O pai tira as varas inúteis, e limpa aquelas que dão fruto’ (Comentário Bíblico Beacen. Rio de Janeiro: CPAD. 2014. p 127)

SUBSÍDIO 1

“Cristo é a Videira, e Deus é o Lavrador que cuida dos ramos para torná-los frutíferos. Os ramos são todos aqueles que se declaram seguidores de Cristo, Os ramos frutíferos são os verdadeiros crentes que, por meio da união da sua vida com a de Cristo, produzem muito para o Reino. Mas aqueles que se tornaram improdutivos, que negam a seguir a Cristo depois de estabelecerem um compromisso superficial com Ele, serão separados da videira. Os seguidores improdutivos são como mortos; serão cortados e lançados fora.” (Extraído da Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal, CPAD, p. 1449).

II- PRINCÍPIOS DA COMUNHÃO

1- A necessidade de um relacionamento verdadeiro com Jesus. Não há vida fora de Jesus, é a esta constatação que chegamos ao refletir sobre a necessidade de um relacionamento com o Altíssimo (Jo 15.4). Afastados de Deus, todas as nossas ações são apenas fragmentos de indignidades, já que nós mesmos somos nada sem Ele. Longe de Jesus, todas as nossas ações espelham apenas o pecado que reina nos corações daqueles que estão apartados do Pai. Se algo está sendo feito sob o pretexto de agradar a Deus e promove a mentira, a violência e a injustiça, isso jamais poderá ser associado ao bondoso Deus, não passa de uma espiritualidade morta e palavras vazias (Tg 2.15- 20). Precisamos ensinar às pessoas a desenvolverem um relacionamento verdadeiro com Jesus de Nazaré, pois somente assim um mundo mais próximo do projeto divino poderá começar a surgir.

2- A comunhão com Jesus como condição de frutificação no Reino. Ter um relacionamento verdadeiro com Jesus é uma exigência prévia para qualquer atuação no Reino (1 Jo 1.3). Sem Jesus tudo o que fazemos não passa de futilidade, rapidamente passa, o efeito é meramente ilusório. É nesses termos que o Cristo declara que sem uma comunhão verdadeira com Ele tudo o que fazemos redunda em nada (Jo 15.5). Se de fato queremos ser relevantes para nossa geração, precisamos abandonar as vaidades, os projetos pessoais, e nos doar completamente num relacionamento profundo e sincero com o Criador. Deste modo, as ambições humanas serão postas de lado e poderemos ver a glória de Deus em tudo que fizermos. Não precisamos de super-heróis, basta-nos uma vida de comunhão com 0 Pai para realizarmos as obras que Ele previamente sonhou para cada um de nós (Jo 5.20; 14.12).

3- A terrível condição de quem não permanece na comunhão. A falta de permanência em Cristo produz um resultado terrível: a condenação eterna (Jo 15.6). As pessoas procuram inúmeras formas de justificar uma suposta dignidade para merecerem o Reino do Céus – boas ações, abstinência de bebidas alcoólicas, doações financeiras etc. – mas a verdade é que apenas um relacionamento íntimo e sincero com Cristo pode nos livrar da condenação eterna. Diante desse fato, porque as pessoas procuram tantos outros subterfúgios e não o Cristo? Porque a comunhão com o Salvador exige um confronto diário com os nossos pecados (1 Jo 1.9), uma mudança radical de vida (Rm 6.6; Cl 3.9), a negação contínua de nossa inclinação carnal, para que assim vivamos o padrão de Cristo nesta geração. A condenação eterna é um fato, precisamos anunciar a graça salvadora hoje.

PENSE! A salvação nos deu o privilégio de uma conexão direta com o Pai.
PONTO IMPORTANTE! Cada um de nós é útil e importante no Reino de Deus.

SUBSÍDIO 2

Professor(a) pergunte aos alunos o que significa ter comunhão com o Pai e estar em Cristo. Ouça os alunos com atenção. Depois, explique que “estar em Cristo significa: (1) crer que Ele é o Filho de Deus (1 Jo 4.15): (2) recebê-lo como Salvador e Senhor (Jo 1.12), (3) fazer o que Deus diz (1 Jo 3.24), (4) continuar a crer nas Boas Novas (1 Jo 2.24) e (5) relacionarse em amor com os demais crentes que formam o Corpo de Cristo.” (Extraído da Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal, CPAD, p. 1450 )

III- OS IMPACTOS DA COMUNHÃO

1- Comunhão com Jesus implica em adequação à Palavra. Vivemos num tempo muito difícil, onde multidões querem Cristo, mas rejeitam as Escrituras que o anunciam. Os indivíduos professam publicamente uma suposta “fé” em Cristo, porém, no cotidiano de suas vidas eles desrespeitam continuamente os princípios e valores do Reino, contradizendo a Bíblia e seus atos e falas públicas. Só há comunhão com Cristo se houver adequação à Palavra (Jo 15.7). Quem não se submete às orientações da Bíblia jamais poderá ser denominado de discípulo de Cristo (Jo 8.31).

2- Como orar e ser respondido? A resposta a esta questão pode nos servir de instrumento de aferição da espiritualidade de uma pessoa, assim como da seriedade de um líder ou igreja. Multidões de pessoas estão lotando templos em busca de uma “fórmula mágica” para serem ouvidas em suas orações. Pessoas promíscuas, de vidas reprováveis, gente que não tem nenhum compromisso com o Cristo ou com a Palavra, mas que estão sendo enganadas por falsos ensinos. Estas pessoas pensam, assim como o mágico em Atos, que podem comprar a bênção de Deus (At 8.19,20). Quanta heresia, quanta mentira! Jesus deixa bastante claro em João 157 qual é o “segredo” para termos nossas orações respondidas de modo imediato: “Se estiverdes em mim, e as minhas palavras estiverem em vós”.

Para termos nossas orações respondidas, também precisamos orar segundo a vontade de Deus, pois sua vontade é boa, perfeita e agradável (Rm 12.2), a vontade de Deus está expressa em suas palavras, que para nós chegou através da Bíblia (Ap 1.2), logo, se obedecermos às Escrituras cumpriremos a vontade do Senhor, a qual se cumprirá e nos trará plena felicidade. Não tem segredo: quem ora pelo cumprimento da vontade de Deus em sua vida, e busca obedecer tudo o que o Senhor ordenou, tanto será respondido em todas as orações, pois verá o plano do Eterno, e não os seus, se cumprindo.

3- A verdadeira marca de um cristão. Um cristão não pode ser alguém inútil (Jo 15.8). Deus não nos vocacionou para uma existência limitada. O que o Criador deseja para nós é uma vida frutífera, produtora de bênçãos para os outros e para nós. Lembremo-nos desse simples princípio que pode ser extraído da imagem da vinha, do vinhateiro e dos ramos: o fruto produzido pelo ramo conectado à vinha nunca beneficia diretamente o ramo, mas quem dele se alimentará. Não somos salvos para uma existência egoísta, fomos enxertados em Cristo para servirmos aos outros, crendo que assim nossas vidas atingem o potencial máximo para o qual elas foram criadas.

PENSE! Alguém que não se esforça para seguir a Palavra jamais será cristão.
PONTO IMPORTANTE! Fora de Cristo não há vida abundante.

SUBSÍDIO 3

Professor(a) explique que só podemos frutificar se estivermos em comunhão com Cristo. Sem Ele nada podemos fazer. Depois diga que “o fruto que produzimos para Deus não se limita à atividade de ganhar almas. Neste capítulo, a oração respondida, a alegria e o amor são mencionados como frutos (Jo 15.7,11,12). As passagens em Gálatas 5 22-24 e 2 Pedro 1.5-8 descrevem um fruto adicional: as qualidades do caráter cristão.” (Extraído da Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal, CPAD, p. 1450.)

CONCLUSÃO

A vocação cristã tem um propósito: nossa ligação com Jesus. Tal comunhão tem como finalidade restaurar nosso estado eterno que foi perdido com a desobediência no Éden. Há muito potencial em nós, dons, talentos e ministérios, que nos foi dado para realizarmos grandes obras para Deus. Vivamos então para servir o Reino

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“Dai, e dar-se-vos-á; boa medida, recalcada, sacudida, transbordante, generosamente vos dará; porque com a medida com que tiverdes medido vos medirão também”. (Lucas 6:38)

HORA DA REVISÃO

1- O que a imagem da vinha aplicada à Igreja demonstra? Que apesar de não sermos dignos, o Senhor nos reconectou a Ele, através do sacrifício de Jesus que nos deu uma nova chance de comunhão
2- Como Jesus “poda’’ os ramos que estão nEle? Através da aplicação de princípios espirituais extraídos das Sagradas Escrituras.
3- Qual a marca de um cristão, segundo a imagem da vinha? Ser alguém produtivo, frutífero, rico em obras para a glória de Deus.
4- É possível fazer algo de relevante para o Reino longe de Deus? Não, pois tudo o que há de bom em nós vem diretamente do Cristo, nunca de nós mesmos.
5- Qual o “segredo” para termos as orações respondidas? Orar segundo a vontade de Deus” revela nas Escrituras.

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