EBD Pecc (Programa de Educação Cristã Continuada) | 2° Trimestre De 2025 | TEMA: GÁLATAS E EFÉSIOS – A Verdadeira Liberdade e a Unidade do Corpo de Cristo | Escola Biblica Dominical | Lição 05: Gálatas 5 – A Liberdade Cristã Ameaçada
SUPLEMENTO EXCLUSIVO DO PROFESSOR
Afora o suplemento do professor, todo o conteúdo de cada lição é igual para alunos e mestres, inclusive o número da página
ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Em Gálatas 5 há 26 versos. Sugerimos começar a aula lendo, com os alunos, Gálatas 5.1-26 (5 a 7 min.). A revista funciona como guia de estudo e leitura complementar, mas não substitui a leitura da Bíblia.
Nosso Deus nos chamou por sua graça para desfrutarmos as bênçãos da liberdade, todavia essa liberdade pode facilmente descambar em licenciosidade. Hoje veremos que no capítulo 5, o apóstolo Paulo desnuda tanto o uso correto desse direito conquistado na cruz quanto o esgarçamento dessa liberdade a fim de “dar ocasião à carne” (Gl 5.13). Paulo admoesta aquela igreja a moderar o uso de sua liberdade por meio do exercício do amor e servidão ao próximo, o que aconteceria naturalmente à medida que os gálatas atentassem à recomendação paulina: “andai no Espírito” (Gl 5.16). Perceba a ênfase no verso 16 ao termo “satisfareis” e entenda que embora sujeitos ao pecado, não somos mais escravos desse senhor tão cruel. Portanto, devemos fazer da oposição ao seu poder, um hábito.
OBJETIVOS
Celebrar a liberdade que temos em Cristo.
Discernir que liberdade não pode ser pretexto para vida de pecado.
Diferenciar as obras da carne do fruto do Espírito.
PARA COMEÇAR A AULA
Enfatize em classe a importância de vivermos uma vida condizente com nossa atual realidade de libertos da escravidão do pecado. Esclareça que isso implica em uma vida de eterna vigilância e combate contra nossos impulsos carnais. Seria salutar se nesse momento inicial você estudasse e fizesse uso de algumas passagens dentre as quais podemos citar: o capítulo 6 de Romanos, bem como os capítulos de 8 a 10 da primeira Carta aos Coríntios, principalmente 1 Coríntios 9.15-27.
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LEITURA ADICIONAL
Paulo começa mais uma vez na obra redentora de Cristo, embora o faça com um acento bem direcionado. Para a liberdade foi que Cristo nos libertou. Talvez haja aqui uma referência a uma discussão judaica (Hau-beck, pág 120, 125,140,303-304). Por trás havia as duas possibilidades existentes na compra de escravos na Antiguidade. Um escravo podia ser comprado no mercado de escravos unicamente para continuar seu serviço sob o novo proprietário, ou seja, não era resgatado para a verdadeira liberdade. Alguns escribas enfatizavam que Deus havia resgatado os israelitas do Egito, não para serem Seus filhos, mas Seus escravos. Por isso também teriam agora a obrigação de obedecer às suas instruções. Outros discordavam: Deus não somente tinha comprado Israel, mas o resgatou para a liberdade. É com esse segundo entendimento da redenção que Paulo estabelece conexão. Para ele os resgatados são decididamente filhos e crianças de Deus. Por isso ele dá o destaque maior possível ao caráter libertador do resgate: liberto para a liberdade. Porque não recebestes o espírito de escravidão, para viverdes, outra vez, atemorizados, mas recebestes o espírito de adoção (Rm 8.15). Cumprir os mandamentos de Deus – sem dúvida, porém não mais sob pressão, e sim por amor (Gl 5.14).
Livro: Carta aos Gálatas: Comentário Esperança (Adolph Pohl, Esperança, 1999, Pg. 113).
Texto Áureo
“Para a liberdade foi que Cristo nos libertou. Permanecei, pois, firmes e não vos submeti, de novo, a jugo de escravidão.” GI 5.1
Leitura Bíblica Com Todos
Gálatas 5.1-26
Verdade Prática
A verdadeira liberdade em Cristo não deve ser confundida com libertinagem ou liberdade para viver na prática do pecado.
INTRODUÇÃO
I- LIBERTOS PARA A LIBERDADE 5.1-10
1- Éramos escravos 5.1
2- Legalismo é voltar à escravidão 5.3
3- Legalismo é decair da graça 5.4-10
II- LIBERDADE PARA FAZER O BEM 5.13-15
1- Liberdade cristã não é pecar 5.13.a
2- Liberdade cristã é fraternidade 5.13b
3- A liberdade cristã vai além da lei 5.14
III- AS OBRAS DA CARNE E O FRUTO DO ESPÍRITO
1- Andar na carne e andar no Espírito 5.16
2- As obras da carne 5.19-21
3- O fruto do Espírito 5.22,23
APLICAÇÃO PESSOAL
DEVOCIONAL DIÁRIO
Segunda – Gálatas 5.6
Terça – Gálatas 5.17
Quarta – Gálatas 5.18
Quinta – Gálatas 5.24
Sexta – Gálatas 5.25
Sábado – Gálatas 5.26
Hinos da Harpa: 266 – 116
INTRODUÇÃO
O apóstolo Paulo identificou dois grandes perigos que atacavam as igrejas da Galácia. O primeiro era passar da liberdade para a escravidão (5.1); e o segundo implicava transformar a liberdade em licenciosidade. Na lição anterior aprendemos que os convertidos ao Evangelho da graça o são para a liberdade em Cristo e não para a escravidão legalista. Neste capítulo, os gálatas são orientados a refutar a proposta judaizante da necessidade de circuncisão, sob pena de estarem invalidando o sacrifício de Cristo.
I- LIBERTOS PARA A LIBERDADE (5.1-10)
Paulo enfatiza que fomos libertos para sermos livres. Parece uma redundância, mas no sentido espiritual não o é. Vejamos:
1- Éramos escravos (5.1) Para a liberdade foi que Cristo nos libertou. Permanecei, pois, firmes e não vos submetais, de novo, a jugo de escravidão.
No contexto da época, um escravo poderia ser comprado no mercado somente para continuar como escravo sob novo dono. Nossa libertação em Cristo vai muito além disso, pois Cristo nos tirou da escravidão para sermos realmente livres. Enquanto os missionários judaizantes pregavam que a fé em Cristo deveria estar acompanhada da circuncisão e demais ditames da Lei. Paulo pregava que a obra de Cristo na cruz foi perfeita e definitiva, dispensando, assim, qualquer adicional.
2- Legalismo é voltar à escravidão (5.3) De novo, testifico a todo homem que se deixa circuncidar que está obrigado a guardar toda a lei.
Alguém poderia ser justificado pela prática das obras da Lei? A resposta seria sim, se o homem fosse capaz de cumprir a Lei por completo. Por que aquilo que está debaixo da Lei é escravidão? Exatamente pelo fato de nenhum homem ser capaz, por si mesmo, de cumprir todas as exigências da Lei. Sendo assim, obrigar-se à guarda da Lei é estar debaixo de sua escravidão. Os gálatas já haviam sido libertos da escravidão da Lei ao receberem o Evangelho da graça, mas agora estavam flertando com o legalismo judaico.
3- Legalismo é decair da graça (5.4-10) De Cristo vos desligastes, vós que procurais justificar-vos na lei; da graça decaístes (5.4).
O fundamento do Evangelho da graça é que a morte expiatória de Cristo é suficiente para a nossa justificação diante de Deus (Rm 4.25). Qualquer acréscimo que se faça, como ritos e cerimônias, é uma agressão à graça divina. Os judaizantes pregavam que os cristãos seriam aceitos por Deus, não apenas por causa da fé, mas também pelo cumprimento dos rituais judaicos. Para o apóstolo Paulo, não se trata de “uma coisa e outra”, mas, sim, de “uma coisa ou outra”. Ou tentamos guardar a Lei ou reconhecemos a Cristo como salvador. Não há meio termo. “Um pouco de fermento leveda toda a massa” (5.9). Paulo usa a figura do fermento para demonstrar aos gálatas que os ensinamentos legalistas eram uma heresia agressiva à fé cristã. Os falsos mestres nunca buscam os que não conhecem a Deus, mas pervertem a fé dos já alcançados. Certamente Deus os julgará (5.10). Devemos estar sempre bem atentos, pois “pequenas coisas” podem roubar nossa plena comunhão com Deus. Se apegue à Palavra, pois só os conhecedores da sã doutrina poderão refutar a falsa.
II- LIBERDADE PARA FAZER O BEM (5.13-15)
Há cristãos que pensam que estar livre da Lei não é viver sem nenhum tipo de limite. Aqui, Paulo instrui quanto ao casamento entre a liberdade cristã e a santidade. O Evangelho do reino jamais produz escravidão, em nenhum sentido, mas apresenta um inequívoco chamamento da graça para a verdadeira liberdade. A liberdade cristã não é uma licença para pecar, mas liberdade de consciência para fazer o que é certo, liberdade para obedecer a Deus. O cristão salvo pelo sangue de Cristo é livre para viver em santificação no poder do Espírito.
1- Liberdade cristã não é pecar (5.13.α) Porque, vós, irmãos, fostes chamados à liberdade; porém não uses da liberdade para dar ocasião à carne (…)
A libertinagem é sempre uma perversão da liberdade cristã. Ele nos libertou da Lei somente no sentido de que esta não pode mais nos condenar. Há o pecador arrependido que busca a santificação, porque sabe que sem esta ninguém verá o Senhor (Hb 12.14); e há o pecador escravo que ignora a Deus e vive na prática contínua do pecado. Paulo nos exorta a não dar nenhuma ocasião à carne, pois esta aproveitará qualquer oportunidade para demonstrar a sua malignidade.
2- Liberdade cristã é fraternidade (5.13b) sede, antes, servos uns dos outros, pelo amor.
O amor deve ser praticado tanto no sentido vertical (direcionado a Deus), como no sentido horizontal (dedicado ao próximo). O termômetro que mede a intensidade do nosso amor por Deus é a nossa disponibilidade em bem servir, não importando a quem seja. Um cristão verdadeiramente livre considera-se servo de seus irmãos, tendo-os como superiores (Fp 2.3).
3- A liberdade cristã vai além da lei (5.14) Porque toda a lei se cumpre em um só preceito, a saber: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.
Como já posto, fomos libertos da Lei somente no sentido de que ela não pode mais nos condenar. Jesus não aboliu a Lei, Ele a cumpriu (Mt 5.17). Jesus é o cumprimento literal de tudo o que a Lei representava. Ao abraçar o Evangelho da graça, ninguém pode imaginar que está desobrigado de obedecer, e, assim, viver desordenadamente. Ele continuará a obedecer aos preceitos morais da Lei, movido pelo amor de Deus e guiado pelo Espírito Santo. Amando a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.
III- AS OBRAS DA CARNE E O FRUTO DO ESPÍRITO
Veja que nos versículos 13 ao 15, Paulo enfatizou que a verdadeira liberdade cristã se expressa no autocontrole, no serviço de amor ao próximo e na obediência à Lei de Deus. A questão agora é: Como essas coisas são possíveis? E a resposta é: pelo poder do Espírito Santo. Portanto, o cristão deve andar no Espírito para não satisfazer os desejos incontidos da carne.
1- Andar na carne e andar no Espírito (5.16) Digo, porém: andai no Espírito e jamais satisfareis a concupiscência da carne.
Paulo demonstra o embate entre a carne e o Espírito. Trata-se de uma luta interna que se inicia a partir do momento que procuramos viver de acordo com a vontade de Deus. Contudo, andar no Espírito resolve esse conflito. A “carne” designa a velha natureza humana que em nós habita. É a natureza adâmica que opera no “velho homem” e o leva à prática das obras da carne a que Paulo se refere. Ela é a sede dos apetites carnais (Mt 26.41). Após a conversão ao Evangelho, o homem só pode viver em novidade de vida no poder do Espírito Santo. O Espírito e a carne tem desejos conflitantes. Alguns gálatas estavam abandonando a liberdade em Cristo e aderindo à escravidão legalista; outros estavam transformando essa liberdade em licenciosidade. Paulo demonstra que o Espírito e a carne são adversários irreconciliáveis, e que andar no Espírito é a solução para uma vida que agrada a Deus.
2- As obras da carne (5.19-21) Ora, as obras da carne são conhecidas e são: prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias, dissensões, facções, invejas, bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes a estas, a respeito das quais eu vos declaro, como já outrora, vos preveni, que não herdarão o reino de Deus os que tais coisas praticam.
Depois de falar do conflito entre a carne e o Espírito na vida do salvo, o apóstolo passa a falar sobre as obras da carne. “Obras da carne” no plural é “fruto do Espírito” no singular. As obras da carne têm relação com a nossa velha natureza; o fruto do Espírito tem relação com as virtudes que Deus produz em nós e a partir de nós. O apóstolo Paulo agrupa as obras da carne em quatro categorias: a) Pecados sexuais (Gl 5.19). Prostituição, impureza e lascívia (sensualidade exagerada). Os gálatas conheciam bem essas práticas antes de conhecerem o evangelho da graça;
b) Pecados religiosos (Gl 5.20). Idolatria e feitiçaria;
c) Pecados no relacionamento com o próximo (Gl 5.20,21). Inimizades, porfias (rivalidade por interesse próprio), ciúmes, iras, discórdias, dissensões (litígio, disputa), facções (rivalidade), invejas;
d) Pecados contra o seu próprio corpo (Gl 5.21). Bebedices e glutonarias. Paulo conclui dizendo: “… e coisas semelhantes a estas” (5.21). Ele é enfático ao dizer que os dominados pelas obras da carne não herdarão o Reino de Deus. Ele não está se referindo a um ato pecaminoso isolado, mas sim ao hábito de pecar.
3- O fruto do Espírito (5.22,23) Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra essas coisas não há lei.
Existe um contraste entre as obras da carne e o fruto do Espírito. Segundo R.E. Howard, “uma obra é algo que o homem produz por si mesmo; um fruto é algo que é produzido por um poder que não é dele mesmo”. Paulo deixa claro que é uma ação inerente ao Espírito Santo a produção em nós do seu próprio fruto. Assim, são nove virtudes que podem ser comparadas a vários gomos de uma laranja. Vejamos a lista: a) Amor. Abrange o nosso relacionamento com Deus (vertical) e com o próximo (horizontal);
b) Alegria. É o gozo que vem de Deus;
c) Paz. Paz espiritual que excede todo o entendimento humano e guarda mente e coração (Fp 4.7);
d) Longanimidade. Paciência para suportar. A pessoa não se ira facilmente;
e) Benignidade. O ser gentil com o semelhante;
f) Bondade. Ação em favor do bem-estar de outro;
g) Fidelidade. O ser fiel em cumprir seus compromissos, especialmente com Deus;
h) Mansidão. Apaziguador, dócil;
i) Domínio próprio. Vencer os próprios apetites e impulsos. Autocontrole e disciplina.
Há duas experiências distintas: “andar no Espírito” (5.16,25) e “ser guiado pelo Espírito”. A primeira está na voz passiva; a segunda, na ativa. É o Espírito quem guia, mas quem anda somos nós. A vida cristã é impossível enquanto tentarmos vivê-la com os nossos próprios esforços. Sendo assim, precisamos cultivar uma vida com o Espírito Santo todos os dias.
APLICAÇÃO PESSOAL
A liberdade cristã reside no fato de você poder fazer e não fazer; não é fazendo tudo o que desejamos que demonstramos ser livres; a liberdade, em Cristo, nos obriga a não fazer.
RESPONDA
Marque CERTO ou ERRADO para as afirmativas abaixo:
1) O fundamento do Evangelho da Graça é a circuncisão. ERRADO
2) A liberdade cristã não é liberdade para pecar. CERTO
3) O Espírito e a carne tem desejos semelhantes. ERRADO
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