Lição 08: O Segundo Diário de Viagem | 3° Trimestre de 2022 | EBD Adolescentes

EBD Adolescentes | 3° Trimestre De 2022 | Tema: Apóstolo Paulo – Um Grande Missionário | Escola Biblica Dominical | CPAD | Lição 08: O Segundo Diário de Viagem

LEITURA BÍBLICA

Atos 16.19-34

A MENSAGEM

“Eles responderam: — Creia no Senhor Jesus e você será salvo — você e as pessoas da sua casa.” Atos 16.31

Devocional

Segunda » At 15.36-41
Terça » 2 Tm 4.11
Quarta » At 16.1-3
Quinta » 2 Tm 1.5, 6
Sexta » 1 Tm 4.12-15
Sábado » 1Tm 4.16

Objetivos

APRESENTAR uma visão panorâmica das conexões que Paulo fez com diversas pessoas;
EXPLICAR o desenvolvimento da obra de Deus em Filipos, Tessalônica e Beréia;
CONSCIENTIZAR que o discípulo de Jesus deve manter sua fidelidade a Deus, mesmo enfrentando tribulações

Ei Professor!

O Apóstolo Paulo escreveu aos romanos que”… todas as coisas trabalham juntas para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles a quem ele chamou de acordo com o seu plano” (Rm 8.28). Isso significa que tanto os obstáculos, como as boas oportunidades irão agregar valor à vida do crente. Fazer a vontade de Deus não cria imunidade contra os infortúnios da vida e o Apóstolo Paulo sabia disso. Por isso, é essencial que, ao passar por alegrias ou provações, o servo de Deus mantenha sua integridade e fidelidade a Deus. Assim, independente do contexto que você está enfrentando, continue firme, orando e louvando ao Senhor.

Ponto de Partida

Conhecer pessoas e fazer amigos é algo muito importante. O tópico I desta lição apresentará algumas conexões especiais que Paulo fez na segunda viagem missionária. (A lição 12 vai aprofundar este assunto, apresentando diversos amigos do Apóstolo.) Inicie a aula perguntando aos alunos quem são seus grandes amigos; peça para que eles digam o nome das pessoas que eles sabem que podem confiar em qualquer situação. Podem ser pessoas da família, da igreja, da vizinhança ou da escola. Escreva o nome dos amigos citados no quadro e amplie o diálogo. Quando todos estiverem envolvidos na conversa, informe que Paulo conheceu pessoas muito especiais nesta segunda viagem, que o apoiaram por muitos anos.

Vamos Descobrir

Veremos os detalhes de algumas paradas de Paulo e sua equipe na Europa. Muita coisa aconteceu: novos amigos, reencontros, conversões, batismos, libertação, prisão, terremoto e ensino das Escrituras. Os obstáculos e as perseguições não desanimaram o Apóstolo. Pelo contrário, ele manteve a conduta de oração, louvor e agradecimento. Essa postura perseverante contagiava as pessoas ao seu redor.

Hora de Aprender

A segunda viagem missionária do Apóstolo Paulo foi abençoada e produtiva, apesar dos contratempos e das mudanças de planos que ocorreram pelo percurso. — O que parecia um desvio, se tornou um caminho de vitórias. Nesta lição, estudaremos as paradas nas quais o Apóstolo dedicou mais tempo.

I – O ENCONTRO COM NOVAS PESSOAS

Um destaque importante desta segunda viagem são as pessoas que Paulo foi conhecendo ao longo do trajeto. Ele tinha amor pelas almas e dedicava tempo às pessoas, para que conhecessem a Jesus. Algumas pessoas que ele encontrou já serviam a Deus nas igrejas fundadas na primeira viagem, outras se converteram com a sua pregação. Algumas acabariam se tornando líderes no futuro. Em Derbe e Listra, por exemplo, Paulo convidou Timóteo para seguir a viagem com ele (At 16.2,3) e, anos depois, o jovem Timóteo se tornou um grande líder. Houve também a vendedora de púrpura Lídia. Ela passou a crer em Jesus mediante ao ensino do Apóstolo.

Ela o ouviu à beira de um rio, próximo à cidade de Filipos e se tornou uma apoiadora do ministério. Lídia hospedou os missionários em sua casa (At 16.13-15). Jasão é um outro exemplo. Ele era um colaborador de Paulo, que o hospedou em Tessalônica e acabou sendo preso por isso (At 17.5-9). Em Atenas, Paulo conheceu Dionísio, que era membro da Câmara Municipal e sua esposa Damaris. Eles e alguns outros creram na mensagem do Evangelho, por meio de sua pregação (At 17.34). Em Corinto, Paulo morou na casa do casal Priscila e Áquila e trabalhou com eles (At 18.1-3).

I – AUXÍLIO DIDÁTICO

“Jasom [Jasão] de Tessalônica era um judeu cristão que pode ter sido um dos três parentes que Paulo mencionou em Romanos 16.21 [ARC], O seu nome, que significa “cura”, era muito usado pelos judeus de fala grega em lugar dos nomes Jesus e Josué. Provavelmente Paulo e Silas se hospedaram na sua casa durante a sua permanência em Tessalônica. Depois de seu julgamento no mercado, Jasom [Jasão] foi libertado, mas seis anos depois pode ter acompanhado Paulo a Corinto. Diz a tradição que ele se tornou bispo de Tarso” (BEERS, V. Gilbert. Viaje através da Bíblia. Rio de Janeiro: CPAD, 2013, p. 378).

II – A PARADA EM FILIPOS

Filipos era uma cidade importante no Império Romano. O trabalho missionário neste local foi muito abençoado. Mas, Paulo e sua equipe passaram por grandes dificuldades. Lucas nos conta que, aos sábados, Paulo e Silas iam para o lugar de oração. Porém, em certo dia, no caminho, uma jovem vidente começou a segui-los (At 16.16,17). Ela andava atrás deles gritando: “— Estes homens são servos do Deus Altíssimo e anunciam como vocês podem ser salvos” (At 16.17). Embora o que a jovem dizia fosse verdade, ela estava dominada por um espírito mau. Ela era uma escrava, e as adivinhações traziam dinheiro para os seus senhores. Ou seja, ela gritava para os apóstolos a fim de provocá-los e causar confusão. Sendo assim, Paulo expulsou o espírito mau da sua vida e ela ficou livre (At 16.18).

Os senhores da escrava ficaram furiosos porque não ganhariam mais dinheiro e denunciaram Paulo e Silas às autoridades, acusando-os de provocar desordem pública (At 16.19,20). Por conta disso, eles foram chicoteados e presos (At 16.22,23). Na prisão, ao invés de reclamarem da injustiça que lhes fizeram, Paulo e Silas oraram e cantaram. De repente, no meio da noite, aconteceu um terremoto. Foi tão forte que abriu os portões da prisão (At 16.25,26). Então, o carcereiro, que estava dormindo, acordou e ficou desesperado porque imaginou que todos os presos poderiam ter fugido e ele seria punido por isso (At 16.27). Para a surpresa do carcereiro, Paulo, Silas e os outros prisioneiros não fugiram.

O Apóstolo estava no mesmo lugar e chamou o carcereiro para perto de si e o acalmou. O carcereiro ficou tão surpreendido com o acontecimento que queria saber o que fazer para seguir o Deus dos missionários (At 16.28-30). Ele queria ser salvo e seguir a Jesus também. Então, Paulo e Silas lhe explicaram: Creia no Senhor Jesus e você será salvo — você e as pessoas da sua casa” (At 16.31). Em seguida, eles pregaram para o carcereiro e para toda sua família e todos aceitaram a Cristo como Salvador e foram batizados (At 16.32,33). Você consegue imaginar uma situação dessas?! Paulo e Silas eram sensíveis à voz de Deus e perceberam que havia um propósito divino naquela prisão. O que parecia ser uma dificuldade tornou-se uma bênção.

II- AUXÍLIO TEOLÓGICO

“A adivinhação ou Predição do Futuro A Jovem escrava que ganhava dinheiro para os seus senhores adivinhando o futuro é um exemplo dessa antiga superstição […]. O texto grego diz que ela tinha ‘espírito de Píton’. Os senhores da escrava a consideravam um instrumento de ‘Píton’, acreditando que o seu espírito vivesse no ventre da jovem. Qualquer que fosse seu nome, havia um espírito maligno nela […]. A Jovem de Filipos que tinha o espírito de adivinhação é a única referência a essa forma de previsão do futuro no Novo Testamento. A palavra para ‘adivinhação’ deriva da região grega de Pytho, onde estava o famoso oráculo de Delfos. A predição do futuro era feita de várias maneiras, incluindo a interpretação dos sonhos, a astrologia, o exame das entranhas de animais, a consulta a médiuns e o lançar de sortes. A Bíblia condena todos os meios que visam tentar predizer o futuro” (BEERS, V. Gilbert. Viaje através da Bíblia. Rio de Janeiro: CPAD, 2013, p. 376, 377).

III- A PARADA EM TESSALÔNICA E BERÉIA

Após saírem da prisão, Paulo e Silas se despediram dos irmãos de Filipos e partiram para Tessalônica e Bereia (At 16.40). Quando estavam com os tessalonicenses, eles se dirigiram para a sinagoga, como de costume. Paulo teve a oportunidade de pregar por alguns sábados consecutivos (At 17.2). Ele ensinava as Escrituras, explicando que o Messias precisaria sofrer, morrer e ressuscitar e apontava que Jesus era o Messias aguardado, que cumprira tudo o que as profecias anunciaram (At 17.3). Lucas nos conta que “Paulo e Silas conseguiram convencer disso algumas daquelas pessoas, as quais se juntaram a eles. Um grande número de não judeus convertidos ao Judaísmo e muitas senhoras da alta sociedade também se juntaram ao grupo” (At 17.4).

Diante desse cenário, um grupo de judeus, que ficou com inveja, mobilizou alguns “homens malandros e desordeiros” para fazerem oposição a Paulo e Silas (At 17.5). Esses opositores invadiram a casa de Jasão, onde os missionários estavam hospedados para levá-los presos. Como eles não estavam lá, eles arrastaram Jasão e os irmãos que estavam com ele até diante das autoridades. Em seguida, acusaram os cristãos de muitos crimes e, por fim, eles foram presos injustamente (At 17.5-8). Para sair do cárcere, Jasão e os demais irmãos pagaram uma fiança (At 17.9). Percebendo a ameaça aos apóstolos, os irmãos os ajudaram fugir para Bereia (At 17.10). Os judeus de Bereia, ao contrário dos judeus de Tessalônica, receberam o Evangelho com interesse. Eles estudavam as Escrituras com perseverança, para verificar se o que Paulo estava falando era mesmo verdade: “As pessoas dali eram mais bem educadas do que as de Tessalônica e ouviam a mensagem com muito interesse. Todos os dias estudavam as Escrituras Sagradas para saber se o que Paulo dizia era mesmo verdade” (At 17.11).

A Palavra de Deus frutificou em Beréia (At 17.12). Porém, quando os perseguidores tessalonicenses descobriram que Paulo e sua equipe estavam em Beréia, foram para lá causar confusão (At 17.13). E, uma vez mais, Paulo teve que se retirar de uma cidade. Os irmãos, para proteger o Apóstolo, o levaram até a cidade de Atenas, onde Paulo continuou a pregar o Evangelho (At 17.14,15). Esses contratempos não atrapalharam o crescimento da Igreja. O escritor do livro de Atos descreve que judeus e gentios, homens e mulheres, creram na mensagem da cruz. As perseguições contra os apóstolos os empurravam para seguirem a viagem e pregarem em outros lugares.

III – AUXÍLIO TEOLÓGICO

“A mensagem de Paulo, que deve ter incluído a cruz de Cristo, teria sido perturbadora para os judeus, pois de acordo com a tradição judaica todo o crucificado é amaldiçoado de Deus (Dt 21.23). Mas o apóstolo apela para o Antigo Testamento para provar que a crucificação é bíblica (Is 53). Muitos judeus como também vários homens e mulheres gregas de alta posição aceitaram a mensagem de Paulo e creram em Cristo. Não é surpreendente que muitos dos judeus tenham crido no Senhor Jesus, visto que eles investigaram pensativa e criticamente as Escrituras, mantendo a mente aberta enquanto examinavam as afirmações do evangelho” (ARRINGTON, French L; STRONSTAD, Roger. Comentário Bíblico Pentecostal: Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2003, p. 727).

CONCLUSÃO

Com a pregação das Escrituras, o Apóstolo Paulo via como as vidas das pessoas eram transformadas da mesma maneira que aconteceu com ele, após o encontro com Jesus. E, por isso, ele não parava diante das dificuldades. Não havia obstáculo que atrapalhasse o propósito da pregação do Evangelho.

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VAMOS PRATICAR

1- Relacione as colunas. Na primeira coluna há o nome de uma pessoa e na outra o nome da cidade onde ela se encontrou com o apóstolo Paulo.

a. Carcereiro (a) Filipos
b. Jasão (b) Tessalônica

2- Em qual cidade, onde Paulo pregou, as pessoas estavam curiosas para checar se a pregação do Apóstolo estava realmente alinhada com as Escrituras?

( ) Filipos
(X) Beréia
( ) Derbe
( ) Atenas

3- Você tem algum amigo ou familiar não evangélico? Escreva o nome dessa pessoa aqui e ore por ela, a fim de que Deus lhe dê a oportunidade de compartilhar a mensagem de Cristo. Resposta pessoal.

Pense Nisso

Você sabia que seu comportamento pode contagiar as pessoas que estão ao seu redor? Nós pregamos o Evangelho com palavras e também com atitudes. Lembre-se sempre que seu jeito de tratar as pessoas, de falar com seus amigos, o tipo de conselho que você compartilha precisa testemunhar a Cristo.

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